quarta-feira, maio 23, 2007

no comments


Decoro ou egocentrismo?

Primeiro chegou em forma de comentário. Depois por e-mail. E, como se não bastasse, terminou com direito a um telefonema, no mínimo, exaltado. Uma senhora, aliás duas, foram apanhadas na mira da minha máquina fotográfica num evento público, a que fui a convite da organização, não que isso interesse muito para o caso, mas foi o que tentei alegar em defesa. Indignadíssimas, as senhoras exigiram que as fotografias fossem retiradas do ar. “A minha profissão não me permite…”, disse uma delas. Se tivesse 14 anos e andasse pela rua a insultar as pessoas por andarem de óculos de Sol quando estava a chover, até uma senhora me responder que tinha uma doença que não a permitia andar sem óculos, diria que as senhoras são lésbicas e que não querem ser vistas juntas porque ainda não se assumiram perante os pais e os amigos, que têm cancro – está relacionado com a situação, não sou assim tão má -, ou que são prostitutas e têm os direitos de imagem reservados a um chulo qualquer. Sendo assim, e como já sou mais crescidinha, fico com as minhas dúvidas e questões em tentar perceber porque é que, estranhamente, duas pessoas que aparecem em separado num mesmo acontecimento, reclamam por verem as suas fotos a ilustrar um artigo, sendo que aparecem sempre de costas…

quinta-feira, maio 17, 2007

Um de cada vez, sim? E de forma ordeira

Alexandre Pais, director do Record, escreve também para a Sábado. Numa das suas crónicas diz “gosto que quem me lê me conheça para que possa dar às opiniões que produzo a sua importância relativa”. Assim sou eu também. Portanto, não se acanhem. O que querem saber de mim seus meia dúzia de gatos-pingados que por aqui passam?

E vá, não me deixem ficar triste, sem perguntas, a pensar que na verdade só passam por aqui por engano e não querem saber de mim.

Não me façam vir eu própria fazer perguntas, please!!!

quarta-feira, maio 16, 2007

Quinta-feira de espiga

Todos os dias, no caminho para casa, passo por uma recta cujas bermas estão pintalgadas de um vermelho e verde lindíssimos. Não são rosas, senhor, mas são papoilas. Ou melhor, eram. De há umas semanas para cá, cada vez que lá passo, normalmente ao fim do dia, com o Sol a convidar, penso em levar a máquina fotográfica para registar o momento. Adoro papoilas e a sua frágil beleza. Ontem, um senhor de cada lado da estrada, apanhavam-nas de debandada. Fiquei triste. O meu cenário inspirador foi corrompido. Lembrei-me que a 5.ª feira de espiga, feriado do concelho onde habito, devia estar a chegar. É já amanhã e aqui no trabalho ninguém ouviu sequer falar na tradição de apanhar a espiga nem repararam nas senhoras que neste dia as vendem em raminhos à saída do metro. 3 papoilas, 3 raminhos de oliveira, 3 malmequeres, 3 espigas de trigo e, influências do meu avô, 3 patas-de-veado (acho que é assim que se chamam). Assim eram as minhas espigas até há uns anos. Mantida atrás da porta, ano após ano, diz-se que cada um destes “ingredientes” simboliza: o azeite (oliveira), o pão (trigo), o sangue (papoilas) e a alegria (malmequeres). Há outras interpretações, mas esta é a que conheço passada pelos meus pais, que já a receberam dos meus avós.
Durante uns dois anos uma amiga deu-me uma, mas tal como as castanhas – esta é uma história para breve – há hábitos que são difíceis de manter, e da mesma forma que a fotografia não será tirada, o que foi não volta a ser, ficam apenas as memórias que nos reconfortam a alma.Neste dia, conhecido também como Quinta-Feira da Ascensão, comemora-se a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de 40 dias após a Páscoa.

A aleatoriedade da música na minha vida

À conta dela deu-me para isto. A ideia é escolheres uma playlist, meteres a correr aleatoriamente e responder às perguntas que se seguem. A ideia está, digamos, gira, mas depois revela-se um bocadinho extensa, já para não dizer que seguramente partiu de alguém que aqui quer encontrar resposta para a pergunta "será que alguma vez me vou casar?". Seja como for, já que me deu para isto, aqui ficam os resultados, que valem o que valem.

1 – Como te sentes hoje?
Volver (BSO Volver)
Nem sei o que comentar… não vi o filme, mas gosto da Penelope e foi por isso que arranjei a banda sonora. Se faz sentido ou não, sinceramente não sei. Antes estava a tocar Tudo num segundo, dos D’zrt, e essa sim já me parecia mais adequada, porque os meus dias são assim, todos os segundos contam.

2 – Vais ser alguém na vida?
La Fête (Rodrigo Leão)
Que isto queira dizer que a minha vida vai ser uma festa, mas que o meu futuro não seja ser o palhacito para animar os outros.

3 – Como os teus amigos te vêem?
Delicate (Damien Rice)
Gostei! Durante as crises de falta de auto-estima vou pensar que para aqueles que realmente importam sou assim.

4 – Vais casar?
The Rat Within the Grain (Damien Rice)
Um pouco melancólica esta, mas ainda assim, e como o copo está sempre meio cheio, a mensagem a reter daqui é:
I wouldn't want you to want
To be wanted by me
I wouldn't want you to worry
You'd be drowned within my sea
I only wanted to be wonderful
And wonderful is true
In truth I only really wanted
To be wanted by you

E que isto queira dizer que tenho um casamento feliz! ;)

5 – Qual é a música do teu melhor amigo?
Celofane (Mesa)
Como me orgulho de ter muitos amigos, escolho a frase “por mim sentava-se outra vez a ler a sina numa chávena de café preto”, para ilustrar os meus amigos. Não querendo “excluir” a que vai à “bruxa”, com todos eles tenho o ritual de nos sentarmos a beber café.

6 - Qual é a história da tua vida?
Alma Mater (Rodrigo Leão)
??? Help! O que é que isto quer dizer? E não vale virem com explicações da wikipédia

7 – Como é que foi a Escola Secundária?
Verão Azul (D’zrt)
Se fosse só o Secundário… na mouche!

8 – Como é que podes ir adiante na vida?
Love is a Losing Game (Amy Winehouse)
Nem sempre podemos sair vitoriosos e é na adversidade que se encontram outras oportunidades.

9 – Qual é a melhor coisa nos teus amigos?
Déjà vu (Beyoncé)
Completamente ao lado!

10 – O que é que está “in” nesta semana?
What’s Left On Me (Nick Lachey)
?

11 – Como é a tua vida?
À espera de Sofia (Rodrigo de Leão)
A Sofia é que deve estar à minha espera, mas isso levava-nos para outras histórias. Da amiga de infância com quem cresci e a quem fiz as maiores diabruras, e a quem agora nem nos anos ligo. Desnaturices à parte, que isto signifique que na minha vida estou sempre à espera de algo e que sou uma constante insatisfeita.

12 – Que música vai tocar no teu funeral?
Fumo da Frase (Mesa)
Não conhecia – é o que dá ouvir música emprestada – mas parece-me adequado. Que início mais mórbido e até fala em demónios e em estar aberta a todo o tipo de experimentação. Será que há vida para além da morte e eu vou conseguir regressar para contar a toda a gente? A música é realmente horribilis.

13 – Como é que o mundo te vê?
Cold Water (Damien Rice)
Por acaso sempre me achei um bocadinho a confessionária de muita gente.

14 – Vais ter uma vida feliz?
Back to Black (Amy Winehouse)
Cruz, credo!

15 – O que é que os teus amigos pensam REALMENTE sobre ti?
A Janela (Rodrigo de Leão)
Janelas, portas e portões, está tudo aberto à vossa espera. O facto de nem ter campainha quer dizer isso mesmo. É entrar!

16 – As pessoas têm inveja de ti?
Who Knew (Pink)
Quem sou eu para contrariar a Pink?

17 – Como te podes fazer feliz?
He Can Only Hold Her (Amy Winehouse)
Isto já parece o horóscopo do Metro. Há para todos os gostos. Uns hoje fazem sentido, outros nem por isso. Mas seguramente, e isto está provado cientificamente, que tudo isto tem a sua razão.

18 – Com que música farias um striptease?
John Henry (Bruce Springsteen)
Vamos lá tirar as botas e o chapéu à cowboy do armário.

19 – Se um homem numa carrinha te oferecesse um doce o que farias?
Me and Mr Jone (Amy Winehouse)
E é agora que este questionário começa a fartar…

20 – O que é que a tua mãe pensa de ti?
13 Mulheres (Expensive Soul)
Eu não quero cenas assim… está na letra.

21 – Qual é o teu segredo mais escuro e profundo?
Cheers Darlin’ (Damien Rice)
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?


22 – Qual é a música do teu inimigo mortal?
Unfaithful (Rihanna)

23 – Como é a tua personalidade?
Essência (Da minha vida)
Mais um dia, mais uma noite, passada como se fosse um carrossel

24 – Que música vai tocar no dia do teu casamento?
Rosa (Rodrigo Leão)
Bem podia ser, em homenagem a mamãe

É o que dá estar com pouco apetite para o trabalho.

terça-feira, maio 15, 2007

O que dá ter um bom dentista

Um homem que não sorri, não comunica. Eu não lhe disse para limar os dentes, apenas um dia sugeri que mudasse de dentista. Foi tudo. Na semana seguinte, já não tinha os dentes, o que o libertou, porque começou a sorrir.”
Jacques Séguéla em entrevista à Sábado, a propósito de um dos factores que considera ter sido determinante para a campanha política que levou Miterrand à vitória.

Mentiroso compulsivo

Depois de ter revelado que tem “a loucura dos sapatos”, que a “empregada fica doente” quando ele vai ao estrangeiro, “porque já não sabe onde meter tantos sapatos”, que tem cerca de 4200 Swatch, que hoje se dedica mais à colecção de relógios tradicionais, que a Sotheby’s está interessada em vender a sua colecção, que tem relógios raríssimos, como o Rolex usado pelo Roger Moore no filme Goldfinger, que são precisas 12 pessoas (o pormenor) para deslocarem as vitrines à prova de bala onde guarda 600 relógios, que nas férias pega no seu Pershing 56 e vai para as Baleares, Carlos Barbosa, presidente do ACP, ainda diz: “quando não se tem dinheiro, pensa-se: quando eu o tiver, hei-de ter isto, isto e isto. Depois de se ter – e quando vendi o Correio da Manhã fiquei com muito dinheiro -, acabamos por realizar estes sonhos. E percebemos que as coisas boas da vida, afinal, não têm nada a ver com dinheiro.”

segunda-feira, maio 14, 2007

O que são soquetes?

Nesse belo programa de referência da TVI, A Bela e o Mestre, cuja final aconteceu ontem, perguntava o Zé Pedro a um dos concorrentes: «o que são soquetes?». Resposta a) meias que vão até ao joelho; resposta b) meias que vão até aos tornezelos. Tornezelos???? Eu que até me tinha abstido de tecer considerandos sobre o programa, nesta recta final não consigo ficar indiferente. Quando a Clara Pinto Correia saiu, e que foi sujeita à prova da secretária, não sabia quem era o Mickael Carreira nem a protagonista da novela da TVI, Doce Fugitiva, Rita Pereira, tendo-se desculpado que aquelas pessoas não eram da sua geração e que, portanto, não tinha obrigação nenhuma de as conhecer. Aparentemente, este princípio só se aplica quando é o júri que não sabe, porque depois quando as belas não sabiam quem era a Maria Cavaco Silva ou o António Calvário, era porque eram burrinhas. E eu que sempre pensei que todas aquelas pessoas, entenda-se apresentadores e júri, tinham sido escolhidas a dedo, com as gaffes que tiveram ao longo de todo o programa, parece-me mesmo que até a produção foi escolhida a dedo. Mas também depois de ter visto a Bárbara Guimarães na final do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa a dizer ice (ler em inglês), para se referir a malandrice, já se espera tudo.

domingo, maio 13, 2007

Um ano e um dia

fez ontem um ano e um dia que aqui comecei a escrever. tal como os postais que continuo a escrever naquelas ocasiões mais especiais, queria escrever aqui qualquer coisa. queria dizer que apesar de tudo continuo a ser a mesma e que nem me importa que tanta gente me conhecesse no outro lado e aqui, onde me refugio atrás de um nome inventado, nem saiba quem sou. mas a verdade é que não continuo a mesma e tanta coisa mudou. aqui não me sinto eu própria, mas também não tenho coragem para me assumir. tantas palavras que não chegam a sair do caderno ou da cabeça, tanta oportunidade passada em vão. no entanto, e como quero acreditar que é na adversidade que surgem as melhores oportunidades, aqui fica um outro eu, também não tão actualizado quanto seria desejável, mas sempre na esperança de melhores dias.

quarta-feira, maio 09, 2007

O que se faz de grande faz-se em silêncio

Esta é a frase de hoje, no citador, de Erik Geijer, que tomo como minha para dizer o que me vai na alma neste delicado momento. Acima de tudo, e independentemente do que venha a acontecer, dói-me saber que alguém que admiro profundamente está a ser prejudicado por aquilo que o fez ganhar e que é também o que o derruba. Podia dizer que é uma pessoa como eu, como tu ou como tantas outras com quem nos cruzamos diariamente na rua e nem prestamos atenção. Mas não, este senhor, a meu ver – e sei que não estou a ser isenta - , é um grande Homem, que luta por aquilo que acredita e que se algum mal vez foi tentar ajudar todos. E não deixa de ser curioso que quando se esperava que lançasse a toalha ao chão, aproveitasse para enunciar algumas das muitas coisas que fez ao mesmo tempo que afirmava convincentemente que não ia saltar borda fora. Curioso porque só agora é que esses feitos são revelados, quando nada mais há a fazer. Mas eu sei que a obra feita é muito maior e esta foi uma vitória pessoal, que lhe custou a vida e muitos amigos (ou conhecidos) e o encheu de rugas e cabelos brancos! Os meus sinceros parabéns pela coragem, Professor.

domingo, maio 06, 2007

I Only Ask of God

Era capaz de ouvir isto em loop todo o dia

A intérprete

Acho que desde Entre Inimigos não via um filme que me cativasse tanto como A intérprete, que ainda por cima passou na televisão, um feito louvável tendo em conta que antes tinha sado O Vulcão, filme que já passou um sem número de vezes e não tem a miníma piada. Se ainda não viram, vejam! Nicole Kidman linda como sempre e Sean Penn ao seu melhor nível, com Sydney Pollack a mostrar que a empatia nem sempre tem de dar em sexo.

sexta-feira, abril 27, 2007

Os Távoras

Por causa dela, lembrei-me que tinha uma foto parecida e que era capaz de ficar gira a preto e branco. O resultado é este.

Este pátio dá acesso ao antigo Palácio dos Távoras, hoje abandonado, em ruínas e assombrado pelas almas da família, dizem. Reza a história que Marquês de Pombal era muitas vezes criticado pela nobreza, por ser um burguês que dava conselhos ao Rei, na altura D. José, o que era muito mal visto na altura. Os Távoras eram precisamente uma das famílias que não gostavam desta ligação. Assim, quando houve um atentado ao Rei, o Marquês de Pombal teve a oportunidade certa para acabar com os Távoras. Acusou-os de traição e de tentarem matar o Rei. Alguns membros da família foram torturados e assassinados. E como se isto não bastasse, o Marquês mandou ainda apagar o brasão da família Távora, ainda hoje visível na fachada do palácio abandonado.

Vai cagar ao mato

Ou é o meu rabo que é muito grande ou então sou uma esbanjadora, mas não vejo como é que se consegue ir à casa de banho e gastar "apenas um quadrado em cada visita à casa de banho, excepto, é claro, naquelas ocasiões desagradáveis em que dois ou três podem ser necessários". A menos que estejamos a falar daquele papel higiénico brilhante que a Renova lançou e que vem numa caixa com 148 diamantes incrustados. Mas não. Esta é uma sugestão da Sheryl Crow, preocupada com as questões ambientais.

Notícia aqui.

quarta-feira, abril 25, 2007

Tenho tanta pena

Completamente sedada pelos medicamentos que te deixam como que a pairar nestes dias loucos que não parecem ter fim, em que as perguntas não saem da cabeça e não deixam as respostas – se é que as há – entrar, dizias-me “tenho tanta pena, tenho tanta pena...”. Sem te conseguir ajudar perante o inevitável, deixaste-me completamente alterada. Definitivamente isto não é o que quero para mim. Viver com dúvidas, com questões mal resolvidas como se nesta vida houvesse tempo para orgulhos feridos. Cada vez mais me convenço que tudo é muito fugaz e não temos a verdadeira noção do tempo, que pode ser trapaceiro.
Há mais de um ano que estou a ler as cartas que António Lobo Antunes escreveu à sua mulher enquanto estava na guerra. E se ao início me fez confusão a sua forma de escrita, até então desconhecida para mim, à medida que fui avançando, a estranheza prendia-se sobretudo com a exposição de um amor que se quer, minimamente, resguardado e como se costuma dizer em questões de casamento: entre quatro paredes.
Quando o senhor foi distinguido com o Prémio Camões, foi como que um despertar forçado para chegar ao trabalho a horas. Afinal se já conseguia ler Saramago, qual era o problema com o Lobo Antunes? A verdade é que as recentes, e não poucas, horas semanais passadas no hospital deram um empurrãozinho na sua leitura, que torna a espera bem menos longa. Mas agora, e depois de saber que o senhor está muito doente, a minha sensibilidade alterou-se radicalmente e tenho de me render às evidências de que há mesmo uma altura certa para se ler cada livro.
Arranja uma grande cama para nela morremos juntos, colados um ao outro, sem que saibamos qual dos nossos dois corpos somos”. Como é que se consegue ficar indiferente a esta frase? A questão da privacidade já nem se coloca, só o amor e mais nada.
E hoje, ao falar contigo, voltei a repensar tudo. Os amigos, a família, o descanso e tudo o resto, que neste momento é muito mais que os primeiros porque o trabalho me consome e me enche de cabelos brancos. Hoje, as minhas certezas de que não é isto que quero, voltaram a reafirmar-se e espero que com elas um novo alento para continuar a ser a mulher presente, a amiga que está ali à mão, a tia que dá uma ajuda com os sobrinhos, a filha refilona e a profissional que sempre me orgulhei de ser.

segunda-feira, abril 23, 2007

A ti Pança e a ti Maria Gorda

Depois de três meses de sofrimento, entre estados raros de lucidez e muitos de inconsciência, o coração da ti Pança resolveu, mesmo com a ajuda das máquinas, parar de trabalhar. O mesmo já havia acontecido com a ti Maria Gorda, sua cunhada e minha avó. A alcunha pela qual eram conhecidas, e que ainda hoje persiste naqueles cujos corações são mais resistentes e que volta e meia ainda ouço quando passo na Rua 1.º de Maio, não tinha o carácter depreciativo a que hoje estamos habituados. Sim, eram robustas. Mas não me parece que a explicação venha daí. Aliás, não faço a mais pequena ideia de onde venha. O verdadeiro nome da ti Pança nem o conheço. E é nestas alturas, em que se fecha mais um ciclo, que repensamos no que já passou e naqueles que já partiram. Ontem à noite questionava-me mentalmente se havia de ir ao funeral. Para além de ser a última tia-avó que tinha do lado do meu avô, a ti Pança é mãe de umas primas que adoramos e era avó do primo que nos deu o prazer de sermos padrinhos do seu filho. Mas depois penso, em três meses de internamento, não fui vê-la nem uma vez. Mesmo enquanto estava em casa das filhas, minhas vizinhas, só a via quando ela estava na rua a apanhar Sol. Queria ir ao cemitério falar com a ti Maria Gorda, mas isso posso fazer sempre que me apetecer, porque sei que ela me ouve. Queria sair daqui porque acaba por ser o escape mais fácil. Mas, tal como não vou à missa pelas pessoas que me possam lá ver e ficar agradadas com o gesto, não vou a um funeral de uma pessoa que não estimei assim tanto em vida e que seria só para alguém ver. Ao invés disso fico aqui. Com a certeza, porém, de que esta vida passa realmente depressa e que temos de cuidar daqueles que amamos.


terça-feira, abril 17, 2007

História trágica com final feliz

Durante algum tempo, a minha imagem de apresentação no msn tinha sido retirada de uma ilustração alusiva a uma curta-metragem de Regina Pessoa. Durante 7’ e 46’’, a realizadora conta a sua própria história, a história de alguém que não desiste de fazer filmes de animação seguindo processos diferentes e morosos, a história de uma menina com um coração que bate alto demais e incomoda toda a gente.
A primeira vez que tive contacto com esta História, chegou-me como press. Ia ser projectada no Hospital Júlio de Matos. Esquecimento ou não, a verdade é que nada fiz com aquele press, limitando-me apenas a tomar a ilustração como minha. Pelo menos duas pessoas ma pediram, e pelo menos outras duas fizeram comentários. Sem ter retido a verdadeira informação do press, que entretanto apaguei, lembro-me de dizer que tinha sido feita com a colaboração de pacientes do Hospital. Vê-se logo que tem qualquer coisa no olhar; ar de quem pode cometer suicídio, disseram-me. Será mesmo que se consegue perceber tanto de uma imagem sem sequer fazer ideia do que ela representa ou de todo o simbolismo que está por detrás? Seja como for, História Trágica com Final Feliz já ganhou 40 galardões internacionais.


http://www.historiatragicacomfinalfeliz.com/

quinta-feira, abril 12, 2007

The Blower's Daughter

Ultimamente ouve-se muito disto por aqui...

terça-feira, abril 10, 2007

E depois são as mulheres que não percebem de futebol...

Ontem, no fim do jogo Beira Mar – Benfica, transmitido pela TVI, nas habituais declarações pós-jogo, o jornalista (se é que se pode chamar assim… primeiro tinha escrito o jornalista burro como deve ser requisito para trabalhar na estação, mas como não sei se um dia não irei trabalhar para lá, achei melhor alterar) saiu-se com algumas pérolas como:
Depois deste empate, como é que está o ambiente no balneário? Inteligente e “batido” nestas situações, Rui Costa ainda todo transpirado e ofegante, como os restantes jogadores que acabaram de andar 90 minutos a correr atrás da bola, foi um senhor e respondeu-lhe: “Oiça, eu ainda nem fui ao balneário…”. O que vale é que a seguir, e é aqui que entra a experiência, o Rui Costa disse-lhe tudo o que ele queria ouvir. Chegada a vez do jogador do Beira Mar, outra pérola: “é a 3.ª vitória consecutiva do Beira Mar…”, ao que Ratinho respondeu, como que ainda a pensar se teria estado noutro jogo, “nós empatámos…”.
A menos que este tenha sido o primeiro vivo do jornalista, quer-me parecer que não vai longe…

terça-feira, abril 03, 2007

A “Guida Gorda”

Quem me conhece, ou convive mais comigo no meu dia-a-dia, sabe que ando frequentemente com as leituras atrasadas. Acabamos de entrar no 2.º trimestre de 2007 e seguramente que ainda tenho jornais do início de 2006 para ler. Porque é que não os deito fora? Porque depois me podem escapar pérolas como a que vinha na Sábado, curiosamente da semana passada, a propósito dos 25 anos do Frágil. Entre 1984 e 1991, Margarida Martins foi porteira da discoteca e era conhecida como a “Guida Gorda”. Em 1984, na inauguração de uma exposição no teatro Éden, Margarida Martins foi apresentada a Mário Soares que lhe disse que já a conhecia e até já a tinha visto nua. Porquê? Porque a “modelo” na altura posou seminua, em cima de um cadeirão, para o convite para uma das festas de aniversário do Frágil. Ao invés de tentar apagar esta história dos anais, Margarida Martins ainda revela que fizeram os convites com ela de frente e de trás e que foi ela própria que decidiu a quem mandava o convite com a imagem da parte da frente e quem ficava com o rabo… a pergunta evidente: o que será que calhou ao então Presidente da República?

quinta-feira, março 29, 2007

Hoje fiz um amigo*

No seguimento do post anterior, chegar ao trabalho e receber um e-mail de uma pessoa que conheci em trabalho e que me pediu para o fotografar junto de uma amiga, claramente com poucas esperanças de que alguma vez aquele dia ficasse tanto para a posteridade, a dizer:

Agradeço imenso o envio da foto e tudo o resto. Parabéns, está muito bem elaborado. Imagino o trabalho que deu, mas se não for assim, nada tem sentido na vida. Tenho a certeza que é uma óptima funcionária e que gosta daquilo que faz.
Espero vê-la + vezes e desejo-lhe as maiores felicidades para o seu futuro e de todos que lhe são + queridos.
Beijinhos e muito obrigado.

É indescritível! Obrigada Manuel e tudo de bom para si e para os seus!

* título roubado à música Com um brilhozinho nos olhos, de Sérgio Godinho

Desde que eu esteja bem, tudo está bem

Começar e acabar o dia e retomar um novo dia que se quer mais calmo com acidentes automóveis é dose. Podia contar-vos do da manhã de ontem, em que um senhor de mota foi abalroado por um carro e que eu ainda estava lá, mesmo na fila da frente, quando chegou a sua mulher, ou do desta manhã que ainda por cima envolveu um amigo, mas que não passou de riscos e chapa, mas prefiro falar do insólito saído de um filme rodado a alta velocidade numa daquelas estradas infinitas dos EUA. Depois de ter desmarcado o maravilhoso curso de maquilhagem que resolvi frequentar, de ter levado um colega a casa e me ter perdido no regresso ao meu habitual caminho, pouco faltava para as 10h da noite e, portanto, o humor estava à beira de um ataque de nervos. À minha frente, e lá estava eu novamente na primeira fila, ia um Citroen cinzento. O tardar da hora fez com que fossemos, calma e seguramente, a mais de 100km/h, que é para não dizer que íamos a desrespeitar os limites da lei. Lembro-me que o senhor do Citroen tinha um blusão de penas, daqueles que me habituei a ver nos colegas de liceu, caracóis e conseguia manter o cigarro, já a chegar ao filtro, tremulamente entre os dedos, enquanto se lamentava pelos azares dos últimos dias. Hoje foi a vez de se levantar o capot em pleno andamento. A cena parecia mesmo saída de um filme, só que aqui conseguiu-se evitar o pior. Ninguém se magoou e todos os travões responderam positivamente à chamada. Mas é nestas alturas que eu vejo que as pessoas continuam a ser muito pouco sensíveis aos outros. Toda a gente, passado aquele momento inicial em que estava iminente um choque em cadeia, ligou os quatro piscas e, imediatamente, fez marcha-atrás e seguiu o seu caminho como se nada fosse. Então e aquele desgraçado que apanhou o susto da sua vida, mas mesmo assim manteve o discernimento e conseguiu controlar o carro sem chocar com ninguém? Serei só eu que acho que nestas alturas nem que seja apenas uma palavra de apoio vinda de um perfeito estranho pode ajudar a acalmar? E lá fui eu, do alto das minhas botinhas de salto alto, à lá gato das botas, pôr-me à conversa com o senhor a tentar acordá-lo daquele estado antes que mais alguma desgraça acontecesse. Os outros? Seguiram rumo a casa e às suas vidinhas, passadas a correr entre as viagens de casa para o trabalho, do trabalho para casa com paragem no supermercado, sem sequer pestanejarem na hora em que alguém pode precisar apenas de uma palavra, que em última análise não custa nada!

quinta-feira, março 22, 2007

Estou curiosa...


Filipa, ainda não tens por aí, não?

Cabeçadas

Há muito tempo que não escrevia aqui. As palavras continuam a ser, mais ou menos, e sempre dentro do nosso espaço editorial (esta é uma private muito estúpida que nem vale a pena explicar e que ainda por cima tem a ver com trabalho), o meu dia-a-dia, mas para estes lados andam mais escassas. Se me perguntarem se tem a ver com a pressão que a semana passada se instalou em mim a partir do momento em que me disseram “vais ser a minha homepage”, eu digo – aliás, os meus diálogos são todos: “eu disse…, ele disse…, depois eu respondi…, e ele disse…” – que não tem mesmo nada a ver, é só mesmo falta de tempo e, também, de assunto, porque reajo muito bem com pressões e prazos.
(isto hoje são só bocas foleiras aqui pelo meio…)
Mas voltando ao porquê deste breve post… ah, não posso! Ia dizer mal de um coleguinha de trabalho que apesar dos seus já longos anos de experiência não consegue dar um passo em frente sem pedir licença ao chefe, mas isto só quando se trata de assuntos que são da sua responsabilidade e dos quais dependem o bom funcionamento de toda a equipa, porque quando são assuntos pessoais ou que não interessam a ninguém é o primeiro a chegar-se à frente. Será porque assim o seu trabalho passa para 2.º plano? Mas, obviamente, que me vou abster de tecer considerandos em relação aos colegas de trabalho, porque, afinal, também eu, ao invés de estar a cumprir com as minhas obrigações contratuais, estou para aqui no paleio…

terça-feira, março 13, 2007

Quem é esta?

É o que dá não ter TV Cabo, e ter de apanhar os episódios que a RTP lá vai passando a muito custo...

Experimentem aqui!

sábado, março 10, 2007

Não deixa de ser triste

Num dia de Sol como o de hoje não tirei o pijama, saí à rua apenas para ajudar a minha mãe e, agora à noite, novamente para ir ajudar os meus pais. Há dias que bem podiam ser apagados da história, não?

Tanto Sol lá fora e eu aqui

Sabem quando têm prazos e tudo o que vos apetece, para além de que miraculosamente o vosso trabalho apareça feito, é sentar no sofá ou estar na net a ver tudo e mais um par de botas de coisas que não têm interesse nenhum? Eu estou assim. O problema é que os prazos já acabaram ontem... HEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLP!

Como as fadinhas da Floribella já acabaram as gravações, bem me podiam ajudar, não?

sexta-feira, março 09, 2007

Beija-me

Sugestão de sábado à tarde para quem não tiver nada para fazer!

Beija-me!

quarta-feira, março 07, 2007

A morte chega pela Internet

A partir de uma notícia publicada no Portugal Diário, fico a saber que me restam 2 milhões e qualquer coisa segundos para morrer, o que deve acontecer a 6 de Janeiro de 2075. É sempre bom saber, através de testes fiáveis como este, que vou morrer aos 98 anos, o que tendo em conta a actual esperança média de vida não deixa de ser surpreendente.


O teste está aqui.

segunda-feira, março 05, 2007

Legumes com sabor a tubo de escape

Em tempos trabalhei para os lados de Cascais e tinha de passar diariamente pelo IC que liga a 2.ª Circular à A5. Lembro-me de reparar nas pequenas hortas ali mesmo à beira da estrada e de me fazer alguma confusão. Não porque realmente ache que os legumes possam saber a dióxido de carbono, mas pelo facto de as pessoas aproveitarem um qualquer cantinho de terra para fazer a sua agricultura. Lembro-me ainda de na altura reparar que eram sobretudo velhotes e lembrar-me do meu avô, que mesmo com o cansaço da idade nos ombros era na horta que se sentia bem. Provavelmente, estes velhotes nem sempre moraram nestas casas à beira da estrada e esta espécie de horta é o que mais de parecido têm agora com a vida que tiveram noutros tempos, ou então, este é o um dos poucos entretenimentos que têm enquanto esperam a morte sem baixar os braços. Agora vejo que sou uma sortuda por morar no campo onde, supostamente, o ar não é tão poluído e os legumes e frutos têm obrigatoriamente de ter um outro gosto. Afinal até nos programas de culinária da 2 dizem que não há tomates como os do campo. Sou também uma sortuda porque é só sair de uma porta e entrar na casa ao lado e trazer cebolas, alhos, batatas, a minha preciosa Lúcia Lima para o chá de fim de dia, limões, salsa, coentros, ovos, … Mas que estes legumes devem ter outro sabor devem…

O porquê de me ter lembrado disto agora, está aqui!

domingo, março 04, 2007

Diamante de Sangue

Leonardo di Caprio no seu melhor – é o que posso dizer da sua prestação neste excelente filme. Em relação a Djimon Hounsou, como não vi Uma família à beira de um ataque de nervos, apesar de já mo terem aconselhado, não tenho termo de comparação, mas se recebesse o Óscar de Melhor Actor Secundário, por mim, teria sido muito bem entregue. Adorei, adorei, adorei, o filme. Voltando ao Di Caprio, acho que aquele rapaz se fez... já há muito tempo que não via filme nenhum com ele, não conta, obviamente, os Mosqueteiros que hoje deu na SIC, e parece-me que cresceu imenso como actor, ou então foi da história.
Seja como for, adorei e recomendo!

sexta-feira, março 02, 2007

Ironias do destino

Não sei como o descobri, mas sei que me faz rir e me deixa bem disposta, só que só tenho o link no computador de casa. Como tal, vai passar a fazer parte da listinha ali ao lado para estar sempre a jeito. Não fosse essa bela listinha ter pulado lá para baixo, numa acção reivindicativa qualquer cujos argumentos ainda não fui capaz de compreender, e este post não existiria, mas como gostava que passassem neste blogue, tem que ser assim. Espero que gostem!


Já agora: alguém me consegue ajudar a subir a listinha?

All good things

Primeiro o vídeo, depois a história

quinta-feira, março 01, 2007

Mulheres choram mais, por vezes sem saberem porquê

Cientistas do Porto fizeram um estudo, com homens e mulheres, sobre o choro e chegaram à brilhante conclusão de que as mulheres choram mais mas não sabem porquê. Porquê? Porque somos sensíveis e nos emocionamos facilmente, porque nem sempre o choro é sinal de que alguma coisa está mal, pode apenas querer dizer que estamos mais nostálgicas e que não temos uma pedra no lugar do coração. Pode AINDA querer dizer que somos humanas e que ninguém é perfeito. Mais vale chorar só porque sim ou porque não, porque nos apetece, porque uns olhos brilhantes são sempre sensuais e atraentes, do que desatar a dizer asneiras e a mandar murros na mesa.

E sabem? O período não é o nosso maior mal!

Notícia aqui

sábado, fevereiro 24, 2007

À 3.ª foi de vez*

Finalmente consegui assistir ao espectáculo dos Stomp no Casino Lisboa, esse belo sítio onde os pobretanas tanto gostam de gastar o seu ordenado mínimo mais o abono dos cinco filhos e os ricalhaços gostam de se exibir.
Se com o DVD já tinha ficado completamente rendida, vê-los ao vivo é mesmo de ir às lágrimas. Adorei, adorei, adorei! Para além de todo o espectáculo musical e original que se está à espera e que é completamente contagiante, os senhores interagem com o público e foi uma alegria estar mesmo ali à frente e ainda ser presenteada com uns belos salpicos.
Este senhor da foto é o bobo da corte e dá um colorido diferente a todo o espectáculo, que vale mesmo a pena. Não sei se já disse, mas adorei, adorei, adorei!




* sim, que isto não é organizado pela Casablanca.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Estar atento aos sinais

De noite os sonhos visitaram-me. Primeiro, em acesa discussão com um colega, a seguir a viver o último dia de trabalho nesse mesmo local. No dia a seguir, a notícia de novas tempestades, capazes de fazer ruir o mais forte dos pilares. À noite na televisão, os amigos de Brian e os sinais que a vida nos dá. É uma questão de lhes dar atenção ou ignorá-los. No mesmo dia dos sonhos, a notícia de outro sítio que ruiu, desta vez sem eu lá estar dentro, mas a saber bem o que se está a passar e a imaginar perfeitamente o pesado ambiente que se tem de suportar. Podia ligar aos sinais e pensar que, mais uma vez, as estruturas estão a abanar mesmo por cima de mim, mas prefiro pensar nos outros sinais que já me mostraram que apesar de todas as dificuldades há sempre um caminho. E, lá está, o copo meio cheio! É tudo uma questão de perspectiva e de encarar a vida com um sorriso. Amanhã é um novo dia e tudo se há-de recompor!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dá que pensar

A questão humana não é a de quantos podem sobreviver dentro do sistema, mas que espécie de existência é possível para aqueles que sobrevivem.
Pardot Kynes

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Mesmo a propósito do Dia dos Namorados

Antes estava aqui um teste da Rádio Comercial que dizia que eu era a declaração de Dicaprio no Titanic, mas como me desformatou o blogue, apaguei-o e deixo apenas o vídeo que, ainda por cima, não dá para ver na totalidade. Tudo contra mim, é o que é!



FBI perde dez portáteis com informação sensível

Onde é que andam as equipas do CSI quando se precisa delas?

Notícia aqui.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Matemática complicada

Tenho o trauma de não ser boa aluna a matemática, mas a partir do momento em que isto anda a circular por e-mail, quer dizer que não sou a única! Já agora, alguém me consegue explicar?

Eu, tu e ele fomos comer ao restaurante e no final a conta deu 30€. Cada um deu 10€.
Eu: 10€
Tu: 10€
Ele: 10€

O empregado levou o dinheiro até à caixa e o dono do restaurante disse: “esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver-lhes 5€ e entregou ao empregado cinco moedas de 1€.
O empregado, esperto, ficou com 2€ para ele e deu 1€ a cada um de nós. No final ficou assim:

Eu: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Eu gastei 9€.
Tu: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Tu gastaste 9€.
Ele: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Ele gastou 9€.

Então, se cada um de nós gastou 9€, o que nós três gastamos juntos foi 27€. E se o empregado guardou 2€ para ele, temos:

Nós: 27€
Empregado: 2€
TOTAL: 29€

Pergunta: onde foi parar a outra moeda de 1€?

Eu senti

Sismo sentido em Lisboa e no sul do país

E é sempre uma sensação estranha, porque não sabes se é realmente um sismo ou se é o teu vizinho de cima que está a arrastar os móveis todos ao mesmo tempo. Depois é só esperar que chegue alguém que ouviu a notícia na rádio ou que toque o telemóvel a perguntar: “sentis-te?”.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Maitê completamente perdida no S. Jorge

Na 4.ªf tive o privilégio de assistir à estreia da peça Achadas e Perdidas, em que Maitê Proença, a partir do seu livro Entre Ossos e a Escrita, escolheu os seis melhores contos e trouxe-os a palco. E entre contos com algumas inteligentes adaptações ao nosso português, posso dizer que foi uma desilusão. Em palco, para além de Maitê, estava Claudia Borioni, actora para mim desconhecida, mas com uma prestação de fazer inveja a muitos.
No entanto, e apesar de não ter gostado particularmente da peça e só pensar que ainda bem que fui convidada e não tive de pagar, já para não falar que valeu a pena só pela companhia e pelo reencontro com uma cara tão estranhamente familiar…, houve um dos contos que, ainda assim, me tocou. As meninas, assim se chamava. A história não era a mais agradável, afinal quem é que gosta de falar sobre a morte? No entanto, acho que este conto tinha muito mais, tinha a ingenuidade e sinceridade que só as crianças têm, de fazerem perguntas sem parar, muitas delas sem uma resposta fácil, e de os amigos serem o mais importante de tudo. “Você vai perguntar mesmo se eu não quiser responder…”, “fico com um buraco no coração para encher de amigos” ou “porque é que hoje há tantos porquês quando antes só havia um dia após o outro”, foram algumas das frases que me ficaram na memória.
A melhor crítica chegou no fim. Miguel Sousa Tavares, que fazia parte dos ilustres convidados como moi-même, dizia “há textos que não foram escritos para teatro”.

sábado, fevereiro 03, 2007

Só?*

É o que dá andar a fazer os mesmos testes de pessoas que são 80% felizes...

You Are 48% Happy

You're definitely a happy person, even though you have your down moments.
You tend to get the most out of life, though there's always some more happiness to be squeezed.

*num Feira Nova perto de si

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Coincidência

Quando falas da tua experiência com alguém mais novo, onde tentas mostrar que nesta vida não vale tudo e que tens de saber pesar o que é mais importante para ti, independentemente de às vezes não haver alternativa, e regressas ao trabalho e tens um e-mail que diz:
Tens consciência que, se morresses amanhã, a empresa onde trabalhas substituía-te rapidamente?
Já a família que deixas para trás, sentirá a tua falta para o resto da sua vida.
Pensando nisto, perdemos mais tempo com o trabalho do que com a Família, um investimento muito pouco sensato, não achas?
”,
isso é coincidência?

Para que conste

Não reajo bem a pressões, pelo que não vale a pena mandarem-me sms a cobrar uma chamada de volta ou a minha presença, venha ela de quem vier e seja em que circunstâncias for. Ontem morreu o avô de uma das minhas melhores amigas e só depois de me ligar três vezes é que retornei a chamada, por isso não adianta insistirem até à exaustão quando eu desligo, não atendo e não ligo de volta. Ninguém disse que esta vida era perfeita e eu, então, não o sou de todo. Todos nós temos seguramente dias difíceis e situações que cada um encara à sua maneira e esta é a minha maneira: há dias que não adianta falar comigo! Irrita-me solenemente este tipo de cobranças, a última a ligar fui eu, por isso, já fiz a minha parte, agora és tu quem tem de ligar. A amizade não é isto ou se é, então, estou-me nas tintas. Os meus amigos, de quem me orgulho muito e que posso dizer que são muitos e são todos bons, cada um melhor que o outro, e por isso mesmo é que são amigos, sabem que eu não sou assim e ligo quando quero! Não vale mesmo a pena este tipo de cobranças.

Bom fim-de-semana para ti também!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

terça-feira, janeiro 30, 2007

Ai imaginação


depois disto nunca mais vou conseguir ver, ou ler, as aventuras do Harry Potter da mesma maneira...
Para mais, é só clicar aqui!

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Tenho de ter cuidado com os paparazzi

Então não é que agora recebo e-mails da Base de Dados de Pessoas Sexualmente Activas? A seguir aos do Viagra e do engrandecimento do dito cujo, só faltava mesmo isto!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Vão mas é trabalhar!

É triste saber que independentemente do que faças hoje, o teu passado continua a perseguir-te e prevalece sempre, sobretudo quando serve para te tirar o tapete de debaixo dos pés. É triste que a nossa felicidade e sucesso dependa tanto dos outros, sobretudo quando os outros não conseguem vencer por mérito próprio. É triste saber que cada dia é uma luta, mas que muitas vezes essa luta vem de onde menos esperas. Ainda assim, há que continuar a tentar levar o barco a bom porto, sem pensar que lá dentro vai um filho da puta que só quer o teu lugar!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vou ali e já volto com um bestseller

"Esquece o que o teu vizinho está a fazer, o que os outros pensam. O que é que sentimos realmente dentro de nós? Queres ser escritor? Então começa a escrever hoje."

Michele Santana, caça-talentos, em entrevista ao Expresso

Ninguém diria

sobretudo depois de termos visto aquelas fotografias do sr. todo nu...
José Cid em entrevista revela: Sei que não sou um homem irresistível

Acontecimento do ano não, é a dura realidade!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

apetites

E porque nem todos os dias são como queremos ou tão só porque somos seres humanos e nessa condição de ser superior está subjacente a nossa fraqueza, apetece-me chorar!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Assim vai este país - II

No IOL está uma notícia a falar de um atropelamento e fuga de um dos elementos dos Corvos. Até aqui nada de novo. Afinal, a seguir a impossibilitarem o 112 de ajudar quem precisa, neste país o que não deve faltar são casos de atropelamento e fuga – até a mim já me aconteceu!!!
Mas, a partir do momento em que dizem: “Os Corvos encontram-se a trabalhar num novo disco, produzido por Luís Jardim. Segundo o produtor, «todas as partes do Nuno para o novo trabalho já foram gravadas»”, quer-me parecer que isto é um bocadinho piada de mau gosto, não?

A notícia aqui!

Assim vai este país

112: ONI assume responsabilidade pela falha de comunicação

Talvez seja por esta, e outras tantas que não chegam a ser do conhecimento público, que a empresa tenha sido vendida.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queria nada -

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

terça-feira, janeiro 16, 2007

Bem-vindo

Não gostando de usar a palavra sempre, atrevo-me a dizer que desde sempre me lembro de esta ser uma luta diária em prol do bom português, do mestre que chegou a ver a sua fotografia transformada em nazgul. Aprendizagem até à exaustão ou não, a verdade é que aprendi como se escreve correctamente e estou sempre a reparar se assim acontece e, é verdade também, que esta é das palavras que parece não gerar consenso em quem a utiliza. Desde as mensagens nas auto-estradas às fitas da porta do talho, há para todos os gostos e feitios, agora na página de entrada de uma biblioteca… sinceramente!

Biblioteca Municipal de Ponte de Sor

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Floribella revela-se

Normalmente, não acho muita piada a este género de vídeos e tenho de admitir que até vejo a Floribella - as alternativas para quem não tem TV Cabo não são assim tantas, mas esta também foi a desculpa que arranjei... -, mas este vídeo está demais.
Chegou-me como mensagem de Boas Festas e não resisti a passá-lo para aqui!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

O melhor do dia

Obrigada!

terça-feira, janeiro 02, 2007

Novo ano, nova rubrica

Tenho a mania que gosto de música mas, como em tantas outras áreas, não me especializei em nenhum cantor ou grupo. Ou seja, ouço um pouco de tudo, mas são poucos aqueles que acho que, por exemplo, vale a pena ir a um concerto. Aliás, contam-se pelos dedos das mãozinhas o n.º de concertos a que já assisti.
E, eis que, do alto da minha sabedoria e prontidão para criticar os gostos musicais dos outros, me disseram: "então diz lá do que é que gostas", ao que não fui capaz de responder... Assim, e para que a memória não me atraiçoe em alturas menos próprias, vou começar a deixar aqui algumas músicas que, para mim, são especiais.
A de hoje tem uma outra versão que aprecio mais, tirada do filme, da qual faz parte o diálogo da Liv Tyler e do Ben Affleck, mas esta era a que estava disponível.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Para 2007

Deixo umas palavrinhas de Fernando Pessoa

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A vã glória de tentar ensinar

Não conhecendo as Leis de Murphy a fundo, quase me atrevo a dizer que esta minha teoria dava direito a constar dos anais do género: é óbvio que quando digo que não vou escrever aqui nada tão depressa há-de acontecer alguma coisa e quando digo que vou ter postas de pescada fresquinhas todos os dias estou semanas à deriva.
Assim, e depois de ontem me ter despedido até 2007, cá estou, como aqueles visitas que aparecem sem avisar, mas agora também já tenho portões, temporários, mas isso não interessa nada.
O que interessa é que sinto que falhei redondamente nesta minha missão de “mestre”. Se levamos as coisas nas calmas, porque gritar com alguém não é seguramente a maneira de fazermos ver o nosso ponto de vista ou de mostrarmos que temos de caminhar todos no mesmo sentido, independentemente de o caminho mais rápido ser por um atalho, a verdade é que essa acalmia se há-de virar contra nós e depois já é tarde. Tarde para dar dois berros. Tarde para mudar de atitude. Tarde para fazer ver que não houve evolução. Tarde para ser má. Mas não é tarde para mudar de estratégia para as próximas missões. E isto sem querer falar no facto de acharmos que estamos a dar alguns docinhos e depois nos trazerem o papel de embrulho a dizer que era realmente bom, mas que já acabou.
Voltando ao início, e porque tudo isto é uma grande bola de neve – será que a 29 de Janeiro volta a nevar em Lisboa e arredores? – deixo uma suposta Lei de Murphy que encontrei na Wikipédia: “Sorria! Amanhã será pior!”

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Obrigada a todos

Há muito que não fazia isto: passar um e-mail que gostei para aqui e, obviamente, dar um alô... Como tal, e em jeito de balanço - porque é quase garantido que só volto para o ano - deixo um e-mail que seguramente já muita gente recebeu, mas que, a meu ver, dá para perceber que nem tudo o que circula neste meio é verdade...
Um grande beijo a todos e um 2007 em grande! (ou pequeno, porque o tamanho não interessa nada)

Quero agradecer a todos os meus amigos que me reencaminharam e-mails em cadeia durante 2006. Graças à vossa indulgência e bondade:
- Parei de beber Coca-Cola desde que descobri que serve para retirar manchas da sanita.
- Parei de ir ao cinema, com medo de me sentar numa agulha infectada com sida.
- Cheiro a refogado, desde que parei de usar desodorizantes porque causam cancro.
- Não deixo o meu carro em parques de estacionamento nem em qualquer outro sítio, com medo de alguém me drogar com uma amostra de perfume e tentar assaltar-me.
- Também deixei de atender o telefone, com medo de me pedirem para marcar um número estúpido e receber uma conta de telefone infernal com chamadas para o Uganda, Kinchasa, Singapura e Cebolais de Cima.
- Também parei de beber da lata, com medo de ficar doente das fezes e urina de rato.
- Quando vou a festas, não olho para mulher nenhuma, por mais boa que seja, com medo que ela me leve para um hotel, me drogue e me retire os rins para vender no mercado negro.
- Também doei todas as minhas poupanças à conta da Amy Bruce, uma menina doente que está a morrer no hospital desde 1993, e que desde então tem 8 anos de idade.
- Quanto ao meu telemóvel Nokia grátis, nunca chegou, assim como as passagens que tinha ganho para umas férias pagas na Disneylandia.

NOTA IMPORTANTE:
- Se não enviares este e-mail a pelo menos 1247 pessoas nos próximos 10 segundos, um pássaro vai cagar na tua cabeça amanhã às 17:33.
Muito e muito obrigado.

terça-feira, dezembro 19, 2006

O que será dos CTT?

Ontem chegou o primeiro postal de Natal, escrito a azul. Coisa rara nos dias de hoje, em que tudo o que queremos dizer enviamos por e-mail ou sms. E depois? Como é que enchemos aquelas caixinhas de papelão com flores, onde guardamos as cartas, os postais ou os bilhetes de comboio, para não esquecer aquela que foi a primeira viagem à terra da Heidi? Já o ano passado poucos enviei. Este ano, nem um. Mas, todos os anos ando à caça de imagens de Natal para criar os meus próprios postais. Há que ser diferente. Goste-se ou não, igual àquele não há mais nenhum, já para não falar naquela máxima de que “o que conta é a intenção”. E isto tudo para dizer que quando os servidores dão o berro ou temos de formatar o disco, tudo se perde e não há postais ou e-mails daqueles que em determinada altura da tua vida serviram de alento que resistam. Assim, a gerência deste canto, agradece a todos os interessados que lhe queiram enviar um postal de Natal ou tão-só uma carta a insultar.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Bom fim-de-semana

Foto: World Press Cartoon

E se...

... eu aprendesse que há coisas que não se dizem, hã?

quinta-feira, novembro 30, 2006

Será?

"Só escreve quem não está bem com a vida, quem está desde sempre descentrado e busca o irremediável equilíbrio nas palavras"
in Asfixia, de Pedro Paixão

Pensamentos

O pensamento do dia poderia ser:
"Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam", de Henry Ford

Mas, a ocasião merece antes uma música:
muda de vida, se tu não vives satisfeito
muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
muda de vida, não deves viver contrafeito
muda de vida, se há vida em ti a latejar
Humanos

segunda-feira, novembro 27, 2006

O início

No início foi desta escultura que me lembrei. Era assim que me sentia, nua, de parte. Queria estar sozinha no meu canto, mas agora já não!
A harmonia está de volta. A semana passada um feito surpreendente pelo telefone. Hoje, um aqui mesmo ao lado. E parece-me que esta onda vai continuar. Como se costuma dizer: "pobrete, mas alegrete", e é assim que me sinto.

domingo, novembro 26, 2006

Piropo

Normalmente, não acho grande piada a piropos, mas este acho que é digno de ficar aqui para a posteridade.
"Olá minha estrela! Queres cometa?"

Qualquer dia, ainda te roubo a clientela ;)

quinta-feira, novembro 23, 2006

Vamos lá então fazer esse sacrifício

Um orgasmo global pela paz mundial
Uma página na internet convida todas as pessoas do mundo a ter relações sexuais no dia 22 de Dezembro. O objectivo é, através de um orgasmo global, canalizar toda a energia a favor da paz.

Mas que chatice, ainda falta um mês... bem, daqui até lá, treinemos para não falhar nesta missão tão nobre!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Estou nas nuvens

Fazer uma reportagem sobre o papel de Markl no filme de animação Por Água Abaixo enquanto ouço a banda-sonora do Senhor dos Anéis é simplesmente divinal.

domingo, novembro 19, 2006

Coisas

A coisa estava a correr bem. Post diários, com algum interesse até, durante sete dias seguidinhos. A sensação de que estava a falhar, que tinha muitas coisas para dizer e que estavam a ficar para trás, sem que depois esta emmória já cansada apesar da tenra idade se lembrasse, que tinha algumas justificações a dar, como agora, “obrigaram-me” a dar sinais de vida. Mas este ritmo, em que o sinal está demasiadas vezes fechado, levou à quebra, à ruptura do compromisso comigo própria e voltei a falhar.
Guardadas na memória, prestes a passar para aqui, entre outras que entretanto deixaram de fazer sentido, está a história do regresso às aulas, onde passados quase dez anos aprendi qualquer coisa, que afinal as aulas podem ser interessantes e incentivar a pensar pela nossa própria cabeça, a questionar aquilo que nos dão como dado adquirido, numa hora tão fugaz que deixou o sentimento de quero mais. Está também uma história da redenção, já implícita neste post, porque também há que saber dar o braço a torcer. E depois estão todas aquelas coisas mais banais, para muitos, mas que marcam uma vida e uma carreira, como a entrevista de 20 minutos que teima em não sair do gravador, apesar de ter a noção de que dali vai sair uma obra-prima e não me sentir com plena capacidade para me dedicar a ela ou o facto de o fim do mês estar tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe e com ele tanta coisa para resolver, para decidir, para mudar.

Normalmente não uso a palavra “coisa”, não gosto, as coisas têm nomes! Mas hoje não me apeteceu pensar nisso, da mesma maneira que não me apetece pensar que não estou a fazer muito sentido. Há dias assim...

terça-feira, novembro 07, 2006

O comentário que virou post

A propósito do post "As mulheres e os carros" fui presenteada com este comentário que acho que deve aparecer na 1.ª página.
Obrigada JB

Sempre e nunca são palavras grandes demais. E mesmo que não fossem, todas as generalizações são abusivas (inclusive esta que acabei de fazer)...Ou seja, não, nem todos os homens pensam assim.E, já agora, relembro-vos um poema, que provavlemente já leram, mas que vem mesmo a calhar neste contexto:

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espias. Espias de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça..."Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido!
É a comunicação direta com Deus!Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!E preparam, literalmente, gente dentro de si.Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...
Tudo isso é meio mágico...Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?
Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.Quantos tipos de olhar existem?
Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
EN-FEI-TI-ÇAM !
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?Para estudar os homens, é claro!Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".Quer evidência maior do que essa?Qualquer um que ama se aproxima de Deus.E com as mulheres também é assim.
O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.Mas elas são anjos depois do sexo-amor.É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.E levitam.Algumas até voam.Mas os homens não sabem disso.E nem poderiam.Porque são tomados por um encantamentoque os faz dormir nessa hora."
(Luís Fernando Veríssimo)

segunda-feira, novembro 06, 2006

O Perfume

Não me lembro ao certo o tempo que demorei, mas sei que não foi à 1.ª nem à 2.ª tentativa que o consegui ler de uma vez só. Um erro. Ou então não estava na altura certa para o ler. A verdade é que depois o adorei, mas também tenho uma explicação – que vale o que vale – para as dificuldades que tive. Não gosto de cheiros. Se for a passar em frente a uma perfumaria, mudo para o outro lado da rua. Antes dizia que o meu cheiro preferido era o dos coentros. Até cheguei a fazer velas com flores de coentros espigados a ver se dava resultado, mas a façanha não correu assim lá muito bem. Hoje em dia, que já estou mais crescida, já consigo apreciar alguns cheiros, acender umas velas lá por casa – adoro, sobretudo as de café – e até usar um perfumezito quando estou mais inspirada. Entrar em perfumarias continua a ser um sacrifício.

A foto em cima é do filme que quase garantidamente me vai fazer voltar a entrar numa sala de cinema, volvidos dois anos que estão desde a última vez. É de O Perfume, e deve ser a foto que melhor ilustra – pelo menos para mim – todas as sensações que o livro provoca. Ao ver esta imagem foi como se as palavras se reacendessem na minha mente e o cheiro da banca de peixe onde o Grenouille nasceu entrassem pelo nariz.

domingo, novembro 05, 2006

A nossa vida resumida

apesar de tudo quero acreditar que a nossa vida é muito mais que esta ilustração! Senão, quer-me parecer que não é vida sequer.

sábado, novembro 04, 2006

As mulheres e os carros

Que quando se tira a carta de condução se devia aprender a mudar pneus já ninguém dúvida – se bem que a ideia de ficar parada à espera que chegue um daqueles meninos que agora fazem o anúncio da OK Teleseguro para ajudar também não é má de todo -, agora o que os homens ainda não aprenderam foi a acreditar nas “sensações” femininas.
Parei o carro, saí e disse-lhe que estava a ouvir um barulho estranho, estilo pneu a vazar. Deve ser de estar a chover e do carro estar quente... sim, sim. Foi só sair da loja e chegar ao pé do carro para ver o pneu completamente em baixo. Rasgado de uma ponta à outra. A ajudar à festa só mesmo o facto de o pneu suplente estar vazio e termos de ligar a alguém para nos levar até à bomba de gasolina mais próxima para o enchermos. Help!!!! Vá lá que a chuva não nos brindou com a sua presença.
Meus senhores, que nós não percebemos de mecânica já vocês estão fartinhos de saber, agora, por favor, dêem-nos um pouco de atenção e não achem que o que nós ouvimos são sons vindos de outro planeta.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Homem electrocutado por uma catenária

Este é o título de uma notícia que saiu hoje no Jornal de Notícias e, eis que, esta mente brilhante, do alto da sua ignorância, ao ler a frase, faz a seguinte associação: será que uma catenária é uma ave estilo raia que dá choques? Vá-se lá perceber as coisas que me passam pela cabeça…

Do piorzinho que já ouvi

A caminho de casa, enquanto fazia zapping pelos postos de rádio, eis que ouço esta pérola…
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

(…)
Letra e música: Gilberto Gil, Chico Buarque (1973)

Há mais mas não vos quero massacrar com o “afasta de mim esse cálice” repetido até à exaustão, e vendo assim, a letra até pode ser interessante, mas ouvida esta música é má, muito má. Das piorzinhas de sempre. Ou então sou eu que realmente não percebo nada de música!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Mais perto do Céu

Os antigos chamavam-lhe Trono dos Deuses. Bruno Carvalho foi um dos poucos homens a estar lá sentado.

Mais uma daquelas histórias que julgamos não ser possíveis de acontecer…

Blogues portugueses a concurso

Já não sei onde, mas vi que há dois blogues portugueses que estão nomeados para uns prémios quaisquer e que ainda por cima podemos dar o nosso contributo na votação, mas sinceramente não retive essa informação. E porquê? Porque segui os links e fui parar a dois blogues nada apelativos. Que me desculpem a sinceridade mas é mesmo assim. Bem sei que o meu também é igual a outros milhentos, mas eu que não tenho jeito para o design tenho de me sujeitar à capacidade artística de outros. Mas, voltando aos blogues em questão, o podComer e o Diário de um Quiosque, como é que alguém ainda lê isto? Mas isto só pode ser uma cena de gaja, sobretudo com muito mau feitio. É que eu, independentemente do conteúdo, por mais absurdo que isto possa parecer, se o layout não for minimamente interessante nem consigo ler. Fico logo com a vista cansada e a querer saltar dali para fora. Que me desculpem os autores destes blogues, cujo mérito ninguém lhes tira, mas por favor: se ganharem o prémio, façam uma reformulaçãozinha, pode ser?

Festival da engorda em Óbidos

O ano passado estreei-me no Festival do Chocolate em Óbidos. Como fui logo no 1.º dia e era de semana, circulava-se à vontade, mas à medida que fui percorrendo as ruelas da vila foi chegando a desilusão com aroma de baunilha e chocolate.
Hoje, vinha no carro, quando ouvi a notícia da edição deste ano, que hoje começa. Para entrar na vila tem de se pagar 3€, se for de semana, e 5€ ao fim-de-semana. O que se calhar a maior parte das pessoas não sabe é que depois de estarmos lá dentro, alguns sítios ainda têm de ser pagos à parte, já para não falar nas filas intermináveis.
Ou seja, para quem não conheça Óbidos é uma boa desculpa para ficar a conhecer – se forem durante a semana para fugir à confusão -, mas para quem conhece, sinceramente – e sem ser a desculpa de se encontrar tudo e mais alguma coisa que a nossa imaginação já conseguiu inventar – é melhor deixar para outra altura. As partes mais interessantes são bastante perceptíveis na TV. Fica a faltar o chocolate, é verdade! Mas nada que um belo Toblerone ou um Milka, comprados num qualquer supermercado, não resolvam ;)

Também podia dizer que o Festival é um espectáculo e que as esculturas em chocolate são mesmo de deixar qualquer um de boca aberta, pela grandiosidade, pela capacidade de apelarem ao nosso lado mais infantil, pelas horas que demoraram a ser produzidas e pela beleza natural, que só dá para apreciar ao vivo, mas hoje estou numa de me queixar do preço...

quarta-feira, novembro 01, 2006

E parece que foi ontem

Há dois anos as unhas estavam imaculadamente pintadas à francesa, hoje estão vermelhas, cor da paixão e do amor que ainda sinto ao fim de tanto tempo. Ao início, toda a gente pergunta como está a ser e nunca menti: não é o mar de rosas que se vê em tantos filmes e talvez seja por isso que nos emocionamos tanto a ver certas histórias de amor, mas é óptimo e continuo a recomendar! Chegar a casa e ter alguém à nossa espera, falar, falar, falar ou ir directo para o sofá quase sem abrir a boca, fazer planos a dois, preparar surpresas para o outro, receber os amigos cá em casa, deixar a cama por fazer sempre que me apetecer, deixar a cozinha para arrumar amanhã, ter de limpar as casas-de-banho, aspirar e limpar o pó, partilhar o dia-a-dia, as angústias, aquele acontecimento mais marcante, jardinar ou tão só passear. É assim a vida a dois. E eu gosto!


Este foi o bolo com que presenteámos os amigos que vieram jantar connosco neste dia tão especial.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Vedetas do próximo anúncio do ice-tea

Mudasti! Mudasti! :P

Será que isto só vem com a idade?

“Cheguei a um ponto em que digo ‘não quero saber de regras’. Tenho 71 anos, não tenho nada a perder. Vou para o desconhecido”.
Wayne Shorter, do Quarteto Wayne Shorter

segunda-feira, outubro 23, 2006

Fim-de-semana cultural

Se uns há em que a parte mais produtiva é ler o Expresso e ver aqueles filmes típicos de domingo à tarde, neste fim-de-semana posso dizer que a minha agenda cultural foi bem preenchida. Cinema e teatro em dois dias é obra!
Sábado à noite: uma versão com legendas brasileiras, quando as havia, daqueles DVD de leve 3 pague 5€ que uma vizinha me emprestou, do Click. Do filme, o que é que posso dizer? Que me fez repensar a minha vidinha… basicamente Adam Sandler é um workaholic que arranja um controlo universal, que até comanda as pessoas e o faz passar a sua vida toda em fwd sem se aperceber do que está a desperdiçar. Mas, como todo o bom filme que se preze – e atenção que vou contar o fim, por isso, se estiverem com ideias de ir ver, não leiam – no fim descobre-se que afinal ele estava a sonhar… Obviamente que o filme é muito mais que isto e aconselho a verem, quanto mais não seja pelo lado divertido da coisa, afinal quem de nós não gostaria de, às vezes, ter um destes comandos para passar à frente as partes mais chatas?
Domingo à noite (enquanto os homens foram ao futebol): As mulheres da minha vida, no Tivoli, com António Fagundes, um dos predilectos de mamãe, em que o resultado final é quase o mesmo do filme de sábado. Trabalho, trabalho, trabalho e a vida ali mesmo ao lado a passar quase sem darmos por ela. Mas esta peça também se recomenda. Não só pelo galã, mas pela história fora do normal, que basicamente fala dum escritor que tem conversas imaginárias com as mulheres da sua vida - a mulher que morreu, a filha (em criança e já na faculdade), a actual mulher (com quem está a atravessar uma crise conjugal) e a analista, conseguindo juntá-las a todas em pensamento. Uma história diferente, mas que também nos faz pensar - quantas e quantas vezes não tivémos já conversas imaginárias que nem sempre arranjamos coragem de ter presencialmente, até um dia...

sábado, outubro 21, 2006

Eu não disse que estava doente?

Tinha aqui no meu e-mail - como já toda a gente deve saber andam sempre em atraso, pelo que vos posso dizer que este era do dia 26 de Setembro - um com algumas frases para se escrever na lápide de acordo com a profissão ou tiques da pessoa e, apesar do assunto ser relativamente sério, a verdade é que devemos saber brincar com as situações.
Assim, vou deixar-vos aqui as minhas preferidas. Se tiverem mais ideias, aceitam-se sugestões!

Funcionário Público
É no túmulo ao lado!


Polícia
Está a olhar para o quê? Circule, circule.


Enólogo
Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma formol que denota a presença de microorganismos diversos.


e, para acabar em beleza:
Hipocondríaco
Eu não disse que estava doente?

sexta-feira, outubro 20, 2006

Estrelas desalinhadas

Era um alinhar de estrelas especial, que me daria A oportunidade única de realizar um pequeno sonho, o de assistir a uma aula dada por um mestre, uma pessoa que admiro imenso e com quem aprendi muito. O que ficou por aprender – e ainda havia tanto – a vida tem-se encarregue de me ir abrindo os olhos aos poucos. Mas é mesmo assim e é por isso que temos de aproveitar todos os momentos e fazer realmente como se cada dia fosse o último, quanto mais não seja porque não sabes se amanhã ainda cá vais estar e ficas com a sensação de que podia ter sido diferente…
Mas o alinhar de estrelas não foi perfeito, alguma conjuntura maior provocou um desalinhamento – ou talvez não, talvez não seja porque ainda não tinha de ser – e o sonho não se concretizou.
Fico à espera de novo alinhamento celestial…

terça-feira, outubro 17, 2006

Haja uma boa notícia

Orçamento de Estado beneficia casados

Ainda bem que fui lá assinar um papelinho

segunda-feira, outubro 16, 2006

No que dá inventarem e-mails

Na sequência daqueles e-mails que todos já recebemos de alguém que precisa de sangue, que tem uma doença raríssima ou que desapareceu e que depois se vem a ver que afinal não são reais, tal como a Visão investigou e publicou uma reportagem a alertar para estes falsos e-mails, a semana passada recebi um e-mail que dava conta do desaparecimento de José Luís Lopes de Albuquerque d’Orey. Obviamente, agora sei que estupidamente, apaguei-o logo. Ainda li na diagonal, mas a verdade, tenho de admitir, é que neste tipo de situações não reencaminho para ninguém, apago logo.
Agora sei que a situação é verídica, pelo que deixo aqui o link para uma das muitas notícias que entretanto saíram, tentando assim dar o meu singelo contributo para que se encontre o senhor.

Desaparecido: Família d’Orey apela

domingo, outubro 15, 2006

trovão

do Lat. turbone
s. m.,
estrondo produzido no ar por descarga de electricidade atmosférica;
coisa ou som espantoso.


E estão mesmo aqui por cima...

Que mundo é este?

Um português foi acusado e esteve preso durante 6 anos por abuso sexual da filha menor. Ou foi isso que a filha disse. E para quê? Para impressionar um colega. Já na universidade, escreveu um livro intitulado “J’ai menti” para que o tribunal libertasse o seu pai querido. O que eu pergunto é o que é que leva a alguém a querer prejudicar assim o pai? Eu também fumava às escondidas e a minha mãe apanhou-me e nunca contou ao meu pai. Eu também chumbei por faltas e o meu pai não chegou a saber. Quando devia ter entrado na faculdade, ainda estava a fazer o secundário e o meu pai não soube. Não que as mentiras se possam medir em termos de gravidade. São mentiras, ponto! Mas até onde é que pode ser considerado aceitável que uma filha minta assim em relação ao pai e só para impressionar alguém? E como é que aguenta 6 anos até contar a verdade e depois aproveita para o fazer escrevendo um livro?

Notícia aqui

Ai José Cid, José Cid



Depois de, à semelhança do que deve ter acontecido com Portugal inteiro, ter visto aquelas belas fotos que este senhor tirou tal como veio ao mundo, mas com um disco à frente, que me fez ficar enojada durante mais de uma semana, eis que li uma entrevista que o senhor deu recentemente a uma daquelas revistas cor-de-rosa, em que dizia que devia ter tirado o disco da frente, pois tinha a certeza de que assim os fãs ainda iam aumentar mais. Sinceramente, custa-me a crer que depois daquelas figuras ainda haja alguém que não seja fã...

quarta-feira, outubro 11, 2006

Robin Hood, Robin Hood

Anda uma pessoa perdida, sem saber que rumo dar a sua vida e esta alternativa aqui tão perto:
Universidade Nottingham cria mestrado sobre Robin dos Bosques

Será que ficamos mestres em roubar aos ricos para dar aos pobres? Ou ficamos como a Floribella, rica em sonhos e pobre, pobre em ouro?

Notícia aqui

terça-feira, outubro 10, 2006

My precious

Foi assim que começou a minha incursão no universo de Tolkien, com muito caminho ainda a desbravar. “O Hobbit” vai ser agora transposto para a 7.ª arte e só mesmo um filme deste para me levar a uma sala de cinema.

Lembro-me quando fui ver A Irmandade do Anel, o primeiro da saga, que quando chegou ao fim, me levantei, estavam ainda os créditos a passar, e um senhor atrás de mim me disse para me sentar que o filme ainda não tinha acabado, que não podia acabar assim. Deu-me vontade de lhe responder que se lesse os livros talvez soubesse que naquele dia não ia ficar a saber mais nada sobre a viagem da Irmandade pela Terra Média e das batalhas que viriam a travar a seguir, mas não. Segui o meu caminho e é por comentários como estes que não é de admirar que as pessoas não gostem de O Senhor dos Anéis. Era tão mais fácil se antes de escolherem o filme, sobretudo quando se fala de filmes deste género, se informassem um pouco sobre a história.

Obrigada JB.

Notícia aqui

Sopa da pedra XL

A Calçada de Carriche vai servir de palco à maior sopa da pedra já alguma vez feita em Portugal. Pelo menos a avaliar pela quantidade de batatas e cenouras que estão espalhadas ao longo da subida é o que dá para pensar… e até têm as pedras da Calçada para usar à vontade!

domingo, outubro 08, 2006

Sunday Bloody Sunday by Bush

Como eu gostava de ter tempo para me dedicar a coisas deste género...

sábado, outubro 07, 2006

Home sweet home

Eu, que achava que não era assim, que não ligava, vou de férias uma semaninha, uma mísera semaninha, e dou por mim ansiosa, quase à beira de um ataque de ansiedade. E porquê? Porque achava que não me fazia a miníma diferença estar sem e-mail – afinal o acumulado de correspondência em atraso já ultrapassou as 300 “cartas”, o que por si só é sinal de que supostamente viveria bem sem e-mail – sem me ligar, a saber apenas o que se passa no mundo através dos noticários e desse belo jornal de referência que é o Correio da Manhã, mas não! Tinha saudades de passar por aqui, saber as novidades, saber o que têm feito, o que tem acontecido neste mundo virtual. Desta vez nem me preocupei tanto com a questão do trabalho – se bem que o 2.º browser a abrir foi directo para lá e o 3.º para fazer já algumas alterações, mas tenho de me render às evidências, sou internetodependente! Com este sentimento, quase me atrevo a dizer que este meu canto vai deixar de andar às moscas, mas ainda não sei o que me espera, por isso, mais vale ser prudente e deixar apenas a garantia de que vou continuar a escrever. Aqui ou noutras bandas! ;)

E eis que, ao tentar esvaziar a caixa de correio, encontro o seguinte e-mail, que aqui transcrevo com as devidas alterações. Gostei!

Sabes onde é que estão os amigos fixes, mas mesmo fixes, mesmo mesmo... eh pá fixes?! Aqueles amigos que tu olhas para eles e dizes: "Eh pá!! ... estes amigos são mesmo fixes!"
Sabes onde é que eles estão, esses amigos tão fixes que até chateiam por tão fixes que são, os marotos ?! Sabes onde é que eles estão ?? Sabes? Sabes?! ...
SABES?? ...
Eu sei!...
Estão agarrados ao computador a ler esta mensagem!

domingo, outubro 01, 2006

Inté...

A avaliar pelos últimos tempos, provavelmente ninguém dará pela falta, mas a verdade é que se até aqui o meu canto tem estado em estado vegetativo, consequência de muito trabalho, pouco tempo e menos inspiração, agora vou mesmo para fora cá dentro. Vão ser as primeiras férias a três. Vão ser as primeiras férias a sério em muito tempo. Vão ser férias para recuperar energias. Vão ser férias sem Internet, sem telefones e sem horas para nada.Divirtam-se até ao meu regresso!