quarta-feira, julho 25, 2007

É absurda

a quantidade de vezes que no mesmo dia, para não dizer na mesma hora, me apetece virar para o lado e gritar: tu és mesmo incompetente, não és?

terça-feira, julho 24, 2007

Solidariedade: a quanto obrigas


Anima-te e sê solidário. Ainda serás compensado pelos incómodos. Outro belo anúncio, sem dúvida.

quinta-feira, julho 19, 2007

Dez coisas

No fim do ano passado tive o prazer de conhecer o Tochas, personagem que só conhecia dos anúncios da Frize. Desde aí, e por sugestão sua, inscrevi-me e recebo a sua newsletter, que acaba invariavelmente com um pensamento do dia.
Na de Maio, ele resolveu acabá-la com uma lista de dez coisas que gosta, entre elas dias cinzentos e filmes parvos. Finda a lista, fica o desafio: ‘E tu? Hummm??’, seguido de três passos:
1º: Pensa em dez coisas que gostes.
2º: Faz uma lista com essas dez coisas.
3º: Olha para a lista e pensa quando as curtiste pela última vez.

Não consigo fazer a lista (já estou aqui há algum tempo e não me ocorre nada que seja pertinente a ponto de partilhar, a não ser o facto de adorar a praia no Inverno). O que não deixa de ser triste. Como é que não consigo pensar em apenas dez coisas que goste de fazer? Para já não falar no que vem a seguir, que é: se não te lembrares da última vez que fizeste alguma dessas coisas, está na altura de repensar a tua vidinha. Diz o Tochas: curte a vida! Faz (pelo menos) uma coisa que gostes por dia!
E mesmo não conseguindo fazer a lista consigo olhar para trás e ver que hoje almocei com uma das minhas melhores amigas; ontem perdi a noção do tempo e estive com A amiga a ter uma das mais importantes, senão A mais importante, conversas da nossa vida; anteontem andei às compras com o meu mais-que-tudo; e agora estou a escrever, o que adoro. Afinal, sou feliz!

Anúncios que não percebo

Não me metendo nojo, no verdadeiro sentido da palavra, faz-me confusão este tipo de anúncios. Supostamente são as mulheres quem mais aprecia a ida a centros comerciais, portanto, para quem é este anúncio? Pró marido? Como que a dizer leva-me ao centro comercial, paga as minhas comprinhas e depois besunto-me com chocolate para te chafurdares? Há anúncios sensuais, que conseguem despertar-nos realmente para o lado doce da vida, mas este acho que está muito mal conseguido. Não me conseguindo explicar de outra forma, acho este anúncio muito brejeiro.


quarta-feira, julho 18, 2007

Hoje estou assim

Todd Goodman

Joana dos cabelos verdes

Resolvi, aliás obriguei-me, impus a mim própria, que tinha de retomar as leituras assíduas. Com tantos livros por ler não me posso cingir às leituras nos corredores de hospitais à espera de mais uma consulta. Com as cartas de amor do Lobo Antunes a serem lidas há mais de um ano e A Fórmula de Deus, do Rodrigues dos Santos, há bem menos, resolvi que estava na altura do Peixoto e do livro de contos que a revista Sábado publicou. Inéditos, diziam eles, mas no fim do livro venho a saber que os mesmos já haviam sido editados no Jornal de Letras. Agora, foram apenas revistos. Valha-nos então a revisão que não deixou escapar um único erro.

“Gosto de dizer que sim. Dizer que sim é querer resolver problemas, é seguir em frente, é lançar-se sem medo, rejeitar as amarras de auto-preservação. Sim, gosto de fazer planos e projectos, gosto de imaginá-los concretizados. Não gosto de dizer que não. As pessoas que dizem não desagradam-me desde os meus primeiros instintos.”

Este é um excerto do conto da Joana dos cabelos verdes, mas podia muito bem ser uma conversa entre mim e a Joana dos cabelos brancos. Sempre fui assim e ela sempre tentou mostrar-me que há alturas em que temos, obrigatoriamente ou tão simplesmente por uma questão de sanidade mental, de dizer não.

A Joana dos cabelos verdes é também aquela amiga/conhecida que em determinado momento fez parte da nossa vida mas que com o passar do tempo desapareceu. Até ao dia em que a encontramos no metro, à hora de almoço no centro comercial, no café onde raramente tomamos o pequeno-almoço, naquele evento em que estamos a trabalhar e não nos apetece fazer conversa de circunstância. Até ao dia em que tomamos consciência de que não seria o tempo de trocarmos umas breves palavras que faria diferença e nos arrependemos de ter deixado passar o momento.

terça-feira, julho 17, 2007

Mau feitio

A minha falta de paciência para pessoas que não me conhecem e “sacam” o meu email de outros é conhecida. Aliás, acho que já falei aqui nisso. Seja como for, acho uma falta de chá, colegas (como odeio ser tratada assim), usarem e abusarem dos meios da empresa onde trabalham para fins pessoais. Neste caso, a atitude do colega (blargh) até é de louvar. Desapareceu o pai de uma amiga sua. Ao primeiro e-mail, eu que sou reticente até à última casa nestas situações e não reencaminho nada, até pensei (pouco, verdade seja dita) fazer o obséquio. Mas eis que o senhor deve ter pensado que o email devia funcionar como aqueles em cadeia, em que se não devolveres não gostas de mim (que medo), e vai daí que já vai no 3.º envio. Portanto, a parca paciência já ultrapassou os limites e o senhor já teve direito a email de resposta que ficou pelo caminho. Falta-me a coragem, que é como quem diz: não sei quem é o senhor e vá que seja quem me paga o ordenado ou alguém com ligações directas ao patrão? Mas que me irrita, irrita!

Corinne Bailey Rae às bolinhas brancas

No Rock in Rio-Lisboa 2004, Souad Massi foi a revelação. Em 2006 foi esta senhora, cuja simplicidade e alegria me contagiaram, até hoje e por muito mais tempo.
Agora descobri este vídeo animado de “I Don’t”, onde canta com Amp Fiddler. Parece que foi inspirado no bar alienígena onde Luke Skywalker conhece Han Solo e Chewbacca, no Star Wars. Parece porque se há saga a que nunca prestei grande atenção foi esta, entre outras.


Mulheres

A propósito da nossa conversa desta manhã...

"Dizem que as mulheres são mais brutas. Não sei se é verdade. Para mim, as mulheres podem ser mais brutas mas, pelo menos, não são homens."
in conto Legalize Airlines, de José Luís Peixoto

terça-feira, julho 10, 2007

Corpinhos em saldo

E pensar que já me tinha ocorrido dar o corpinho para investigação...
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ou para fazer casacos para o Inverno.

Ontem, hoje e amanhã

Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti

segunda-feira, julho 09, 2007

I know not what tomorrow will bring...

A Única convidou 7 ilustres nacionais para escolherem, de mútuo acordo, as 7 maravilhas nacionais. E foi ao ler o artigo, depois de ver que a obra incompleta de Fernando Pessoa foi uma das escolhas, que me apercebo que ainda não li nada de Fernando Pessoa. Decididamente, ainda tenho um longo caminho a percorrer.

As 7 Maravilhas

Não há palavras para a desilusão que foi ver o belo do Joaquin Cortés, sentadinho a batucar, em vez de dar uso às perninhas que Deus lhe deu. Eu, que andava a pensar seriamente em assistir ao seu próximo espectáculo, apesar de me terem já alertado para a eventual desilusão, por o senhor não dançar assim tanto quanto se esperaria, na gala das 7 Maravilhas de Portugal e do Mundo tive a confirmação de que, provavelmente, é arriscado ir ver um espectáculo seu. Não sei o que lhe aconteceu. Disseram-me, quem esteve nos ensaios, que o senhor até dançou, mas ficou muito aquém da pululante Jennifer Lopez.
Sem ser esta piquena desilusão, não fora ter ido com convite e atrever-me-ia a dizer que todo aquele festival foi um fiasco. Eu, pelo menos, estava à espera de mais. Para quem dizia que o espectáculo ia ser semelhante à abertura dos Jogos Olímpicos, pareceu-me ‘poucochinho’… Ainda assim, aqui ficam os meus 7 momentos preferidos da noite:

  1. Ouvir o hino nacional cantado por tanta gente e sentir-me parte daquele todo
  2. A bola gigante com bailarinos lá dentro
  3. A actuação da Jennifer Lopez
  4. A actuação de Alessandro Safina
  5. A reacção do senhor que recebeu o prémio de Chichén Itzá
  6. A queda de um senhor que ia entregar um prémio (é que só se fala das senhoras e dos seus saltos)
  7. Ver a Marisa Cruz a tentar tirar o microfone à senhora que recebeu os prémios de Lisboa

Bolas, que isto foi mais difícil do que estava à espera…

quinta-feira, julho 05, 2007

Que surpresa

4240 portugueses participaram num questionário sobre incidência gripal, cujos resultados estão disponíveis no gripenet. Numa iniciativa inédita no nosso país, ficamos a saber que o pico da epidemia de gripe começou em Fevereiro e que, surpresa das surpresas, a 6.ªf foi o dia da semana em que mais portugueses apresentaram sintomas gripais! Ninguém diria, a seguir nem vem aí o fim-de-semana... Palpita-me que o 2.º dia da semana em que mais portugueses apresentaram sintomas gripais terá sido a 2.ªf. Mas isso também já sou eu que sou má-língua.

Andreia

Logo vou contigo ao Super Bock e tu vais comigo aqui! Aceitas?

Vou para o Nepal

Pele dourada, corpo semelhante ao de uma figueira, coxas como as de um veado, pescoço como uma concha. Estas são algumas das 32 perfeições necessárias para se ser considerada divindade no Nepal, que, obviamente, reúno na totalidade. Mas a situação no Nepal não está fácil. Sajani Shakya, de dez anos, foi demitida da sua qualidade de divindade. E porquê? Porque foi aos Estados Unidos. O que é que lhe acontece agora? Vai estudar e esperar pelos 18 anos para começar a trabalhar? Não! Vai ser reformada.
Ainda bem que hoje fui fazer análises, cujos resultados assim que chegarem serão enviados para o Nepal, porque sem divindade é que o país não pode ficar. Para além disso, quando me fartar posso sempre fazer uma viagenzita e reformar-me, digamos, lá para os 31.

sexta-feira, junho 29, 2007

Genial

este

+ este

quinta-feira, junho 28, 2007

Regras protocolares

Haverá alguma maneira simpática de dizer ao nosso colega do lado para não comer de boca aberta?

terça-feira, junho 26, 2007

Um talento perdido

Durante muito tempo, manias de quem se acha melhor que os outros, ao ler os livros tomava nota dos erros e, posteriormente, enviava para as editoras, com uma nota que dizia qualquer coisa como: ‘na próxima edição, se quiserem têm aqui uns erritos que podem rectificar’. Recebi uma resposta. Chapa 4, mas não interessa. Sempre achei que alguma alma caridosa podia olhar para os meus e-mails e pensar em recrutar-me como revisora. Entretanto, as minhas leituras quase que se resumem a jornais, e revistas quando vou ao médico. Mas, na minha maravilhosa profissão, tenho o privilégio de contactar com inúmeras agências de comunicação onde não me importava nada de trabalhar e é nas alturas em que recebo e-mails trocados entre colegas que se esquecem de me ‘apagar’, depois de ter confirmado presença num evento, que dizem: ‘Para colocares nas confirmações... Já são 2..........’ ou um título em capitais que diz ‘TIAGO MONTEIRO IMPRECIONOU NA ESTREIA’, que quase me atrevo a mandar o currículo para lá com a nota: ‘com funcionários assim vão longe, vão’. Mas quase me atrevo, quase. Reduzo-me à minha insignificância e fico à espera que alguém descubra todo o talento que encerro em mim.

É muito jogo de cintura

Muito jogo de cintura e energia de 10.000 Red Bull. Em breves palavras seria assim que descreveria o concerto de ontem dos Rolling Stones, naquele que foi o primeiro concerto do estádio Alvalade XXI, e quiçá de sempre, num relvado azul. Confesso que não sou grande fã deles, provavelmente por também não ser grande fã de nada. Gosto disto, daquilo e daqueloutro, mas não me chego a ‘especializar’ em nada. Seja como for, lá fui eu, 140€ mais leve, ver aquele que supostamente será o último concerto dos senhores. Não cheguei a tempo dos Jet, mas ainda deu para ver os mais de 30 macacos que entre concertos aparafusaram, desmontaram, montaram e aprimoraram um palco fenomenal. Para quem não foi, e para terem uma ideia, havia uma plataforma ‘flutuante’ que, mais ou menos a meio do concerto, se deslocou e viajou quase até à outra ponta do estádio, com os músicos lá em cima, sempre aos pulos. Aqueles que como eu estavam lá à frente não devem ter achado muita piada, mas o pessoal da retaguarda deve ter ficado bem contente com aquele ‘bónus’. Incansável e imparável, Mick Jagger trazia a lição bem estudada e lá foi dizendo ‘Olá Lisboa, estão todos bem?’ e ‘É fantástico estar de volta depois de dois anos’. Para os meus vizinhos da frente, os momentos marcantes foram proporcionados pelas actuações de Keith Richards. Já para mim, a noite teve dois momentos altos: a entrada surpresa de Ana Moura – que mais logo vou ver ao S. Jorge - para cantar “No Expectations” num imprevisto e não estudado dueto com Jagger; e a homenagem a James Brown em “I'll go crazy” com Lisa Fisher a arrepiar com o seu vozeirão. O tema não foi o mesmo, mas dá para terem uma ideia da senhora em palco.

segunda-feira, junho 25, 2007

É por estas

que não deito jornais/revistas fora sem ver tudo!
para onde mando o CV, mesmo?

domingo, junho 17, 2007

Procura-se!

Quanto gosto do que faço, independentemente de tudo o resto, aguento até os mais insuportáveis colegas e as mais injustas situações. É a chamada puta da comodidade. Para mim, é tão mais fácil deixar-me andar ao sabor da corrente do que ter de passar por todo o processo de procura anúncios, responde, envia candidaturas espontâneas, fala com este e com aquele. Não consigo. É uma situação com a qual ainda hoje não sei lidar. Actualmente, estou numa destas situações. Todos os meus amigos já me ouviram a queixar-me das horas, dos fins-de-semana, dos colegas, de tudo e mais alguma coisa. Mas quando se gosta do que se faz, eu pelo menos sou assim, vou estando. Uns dias melhores, outros piores. Mas qualquer coisa é melhor do que ter de andar com o nervoso miudinho de uma possível chamada e de uma possível entrevista. Definitivamente não sei lidar com isto, portanto, todas as cunhas são bem-vindas só para não ter de passar por isto. Há uns tempos que digo que vou começar a responder a anúncios e nada. Uns até interessantes, mas falta-me a coragem. Até hoje. No Expresso um anúncio para Assessor de Imprensa, num grupo onde até conheço algumas pessoas. Não a ponto de lhes poder pedir a bendita cunha, mas a ponto de se apanharem o meu currículo se lembrarem de mim. Não tenho nada a perder e tenho de lutar por aquilo que quero. Pode ainda não ser agora, pode não vir a ser sequer, mas não estou em tempo de ficar a ver os barcos passar.
E como normalmente é mais fácil falarmos do que está mal e do que nos incomoda, aproveito para dizer que se não fosse ter o chefe que tenho, já me tinha mexido há muito mais tempo. Obrigada, Boss!

sexta-feira, junho 15, 2007

Have a little faith

O dia começou mal. A noite também já não havia acabado bem, numa luta entre o não ter sono e não querer dormir e o ter de apagar a televisão para que ele pudesse dormir. Ele que hoje faz anos e que não vai receber nenhuma prenda, porque eu, apesar de não o sentir, achava que sim. Desta é que é. E afinal não. E lá se foi toda a esperança guardada em slêncio nas últimas duas semanas, com a certeza de que ia ser uma oportunidade única, memorável. E afinal não. E com a esperança, o desgosto, o desolo, a tristeza, a vontade de chorar. Arrasto-me do sofá para o escritório, nem televisão me apetece ver e assuntos de trabalho esperam por mim. Ainda de camisa de dormir, tal é a inércia, chegam-me os primeiros sinais de que algo se passa para além do que se passa neste meu mundinho. Eu estou de rastos, mas ela ainda está pior. Ele chama-me traidora, para de seguida dizer que faço falta. E assim esqueço, momentaneamente, a questão inicial e só me vem a memória esta música, porque hoje é dia de festa e não para baixar os braços e desanimar!

quinta-feira, junho 14, 2007

?

Estou de férias. Do trabalho. Do marido. Dos amigos. Estou de férias e trato de mim. Penteado novo, unhas novas, massagem, compras, jogging ao fim do dia, descansar até o corpo se queixar da monotonia. E é nestes dias, em que as conversas de cabeleireiro vão, invariavelmente, dar a sexo, que penso se valerá mesmo a pena andar todos os dias a correr de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Sim, elas não estudaram e é por isso que são cabeleireiras e manicures. Mas não deixam de ser menos úteis à sociedade por isso. Eu, pelo menos, preciso delas. E é porque são cabeleireiras e manicures que trabalham a 10 minutos de casa, que podem almoçar com os maridos, com os filhos ou em casa dos pais; que saem quase à mesma hora que eu e ainda têm tempo de apanhar a mercearia aberta ou de ir beber um café com as amigas ainda de irem para casa fazer o jantar; que não andam sempre a correr – ou até andam, porque essa me parece é uma característica à qual não conseguimos fugir – e paradas no trânsito; que podem estar a trabalhar e ir num instante a casa estender a roupa; que podem receber uma visita dos maridos na hora de almoço. Não me imaginando a ter uma vida pacata, sem a agitação que todos conhecem, às vezes não deixo de me questionar se vale a pena.

quarta-feira, junho 06, 2007

Ironias

Ele, ou ela, mas creio que será um ele, avisa: "quem ler isto é burro". Burra ou não, a verdade é que acho absolutamente geniais algumas das suas ironias, como esta que resolvi copiar para aqui.
Água
Porque é que os velhos dão moedas
às crianças para comprarem pirolitos,
se há tantos de borla no mar?


Se gostaram, há mais aqui.

quinta-feira, maio 31, 2007

Esta é para ti Paramix

Por aqui ouve-se

e aproveita-se para te dizer: gosto muito de ti!

quarta-feira, maio 30, 2007

Bem-vindos

Boa noite, somos os The Police e estamos de volta.”

Estádio Nacional, 25 de Setembro.
Bilhetes entre 55 e 95€.

terça-feira, maio 29, 2007

Fever

Para passar o tempo

http://dna.imagini.net/friends/
e as fotos são giras

Cada coisa a seu tempo

As coisas chegam provavelmente no momento justo. Mas por vezes nunca chegam e eu sei o que é a dor terrível dos que vivem essa situação. Só acredito na arte que nasce de uma necessidade interior. A que nunca nos deixa.

Elisabeth Kontomanou, cantora de Jazz do Ano em 2006

Grande cena

Ainda na onda dos Da Weasel. No Expresso de dia 12 vinha uma breve notícia a dizer que Rui Massena se tinha tornado no primeiro português a dirigir uma orquestra na mítica Carnegie Hall. Inevitavelmente, veio-me à memória – não uma frase batida – mas a imagem do maestro momentos antes do memorável concerto dos Da Weasel com a Orquestra Sinfónica no jardim em frente à Torre de Belém. De máquina fotográfica em punho, andava a fazer uma reportagem dos bastidores. A imagem do Pacman, em tronco nu, a jogar PSP contrasta com a do maestro, majestosamente vestido, a concentrar-se. “Peço imensa desculpa mas vou ter de fechar a porta”, disse-me. Com certeza. A foto não chegou a ser tirada. Fica a imagem mental e a sensação de que foi um dos melhores concertos a que já assisti. Até à próxima…

domingo, maio 27, 2007

Acerca da consciência e cobardia*

Na semana passada, os Da Weasel foram uma das bandas a passar pelo palco principal do Creamfields Lisboa. A certa altura, o Pacman virou-se para o público e perguntou se ali estava algum filho da puta do PNR, a que se seguiram alguns ataques ao líder do partido e seus elementos. Na crónica de hoje, que escreve para a revista do Correio da Manhã, Pacman assume que durante os concertos está numa espécie de transe difícil de explicar. Vai daí os insultos. Diz ainda que questionou alguns amigos a saber se fariam o mesmo, acrescentando que na altura pensou logo que estava lixado. Eu, que estava lá, confesso que fiquei boquiaberta com a atitude e pensei exactamente o mesmo que ele. No entanto, não deixo de querer acreditar que, apesar do tal estado de transe, foi mesmo um acto de coragem. Só ainda não consegui perceber se é isto que queremos, se é assim que se fazem as coisas... se por um lado devemos defender que não é a cor da pele que interessa, que é o que a pessoa é e faz no seu dia-a-dia, não sei se a melhor maneira de o fazermos é alimentar este tipo de atitudes de pessoas que dizem prezar a família acima de tudo, mas que assumem, claramente, que o que querem é acabar com os imigrantes e com os gays. Não conseguindo fazer isso muitas vezes, parece-me que há umas quantas que o melhor é mesmo ignorar.

* título roubado à crónica do Pacman

quinta-feira, maio 24, 2007

Se, se e mais se

No Metro de ontem, uma notícia que dava conta que se em 1865 existisse a tecnologia médica de hoje, Abraham Lincoln não teria morrido. Sim, e se os meus pais não tivessem mandado uma queca naquela dia eu não tinha nascido, e se o senhor não tivesse adormecido ao volante não me tinha atropelado, e se tivesse perdesse o autocarro chegaria atrasada, e se não tivesse chegado naquele preciso momento tinham-me assaltado a casa, e se…
Vamos mas é trabalhar e fazer com que as coisas aconteçam, sem estar a viver de cenários hipotéticos! Boa?

quarta-feira, maio 23, 2007

no comments


Decoro ou egocentrismo?

Primeiro chegou em forma de comentário. Depois por e-mail. E, como se não bastasse, terminou com direito a um telefonema, no mínimo, exaltado. Uma senhora, aliás duas, foram apanhadas na mira da minha máquina fotográfica num evento público, a que fui a convite da organização, não que isso interesse muito para o caso, mas foi o que tentei alegar em defesa. Indignadíssimas, as senhoras exigiram que as fotografias fossem retiradas do ar. “A minha profissão não me permite…”, disse uma delas. Se tivesse 14 anos e andasse pela rua a insultar as pessoas por andarem de óculos de Sol quando estava a chover, até uma senhora me responder que tinha uma doença que não a permitia andar sem óculos, diria que as senhoras são lésbicas e que não querem ser vistas juntas porque ainda não se assumiram perante os pais e os amigos, que têm cancro – está relacionado com a situação, não sou assim tão má -, ou que são prostitutas e têm os direitos de imagem reservados a um chulo qualquer. Sendo assim, e como já sou mais crescidinha, fico com as minhas dúvidas e questões em tentar perceber porque é que, estranhamente, duas pessoas que aparecem em separado num mesmo acontecimento, reclamam por verem as suas fotos a ilustrar um artigo, sendo que aparecem sempre de costas…

quinta-feira, maio 17, 2007

Um de cada vez, sim? E de forma ordeira

Alexandre Pais, director do Record, escreve também para a Sábado. Numa das suas crónicas diz “gosto que quem me lê me conheça para que possa dar às opiniões que produzo a sua importância relativa”. Assim sou eu também. Portanto, não se acanhem. O que querem saber de mim seus meia dúzia de gatos-pingados que por aqui passam?

E vá, não me deixem ficar triste, sem perguntas, a pensar que na verdade só passam por aqui por engano e não querem saber de mim.

Não me façam vir eu própria fazer perguntas, please!!!

quarta-feira, maio 16, 2007

Quinta-feira de espiga

Todos os dias, no caminho para casa, passo por uma recta cujas bermas estão pintalgadas de um vermelho e verde lindíssimos. Não são rosas, senhor, mas são papoilas. Ou melhor, eram. De há umas semanas para cá, cada vez que lá passo, normalmente ao fim do dia, com o Sol a convidar, penso em levar a máquina fotográfica para registar o momento. Adoro papoilas e a sua frágil beleza. Ontem, um senhor de cada lado da estrada, apanhavam-nas de debandada. Fiquei triste. O meu cenário inspirador foi corrompido. Lembrei-me que a 5.ª feira de espiga, feriado do concelho onde habito, devia estar a chegar. É já amanhã e aqui no trabalho ninguém ouviu sequer falar na tradição de apanhar a espiga nem repararam nas senhoras que neste dia as vendem em raminhos à saída do metro. 3 papoilas, 3 raminhos de oliveira, 3 malmequeres, 3 espigas de trigo e, influências do meu avô, 3 patas-de-veado (acho que é assim que se chamam). Assim eram as minhas espigas até há uns anos. Mantida atrás da porta, ano após ano, diz-se que cada um destes “ingredientes” simboliza: o azeite (oliveira), o pão (trigo), o sangue (papoilas) e a alegria (malmequeres). Há outras interpretações, mas esta é a que conheço passada pelos meus pais, que já a receberam dos meus avós.
Durante uns dois anos uma amiga deu-me uma, mas tal como as castanhas – esta é uma história para breve – há hábitos que são difíceis de manter, e da mesma forma que a fotografia não será tirada, o que foi não volta a ser, ficam apenas as memórias que nos reconfortam a alma.Neste dia, conhecido também como Quinta-Feira da Ascensão, comemora-se a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de 40 dias após a Páscoa.

A aleatoriedade da música na minha vida

À conta dela deu-me para isto. A ideia é escolheres uma playlist, meteres a correr aleatoriamente e responder às perguntas que se seguem. A ideia está, digamos, gira, mas depois revela-se um bocadinho extensa, já para não dizer que seguramente partiu de alguém que aqui quer encontrar resposta para a pergunta "será que alguma vez me vou casar?". Seja como for, já que me deu para isto, aqui ficam os resultados, que valem o que valem.

1 – Como te sentes hoje?
Volver (BSO Volver)
Nem sei o que comentar… não vi o filme, mas gosto da Penelope e foi por isso que arranjei a banda sonora. Se faz sentido ou não, sinceramente não sei. Antes estava a tocar Tudo num segundo, dos D’zrt, e essa sim já me parecia mais adequada, porque os meus dias são assim, todos os segundos contam.

2 – Vais ser alguém na vida?
La Fête (Rodrigo Leão)
Que isto queira dizer que a minha vida vai ser uma festa, mas que o meu futuro não seja ser o palhacito para animar os outros.

3 – Como os teus amigos te vêem?
Delicate (Damien Rice)
Gostei! Durante as crises de falta de auto-estima vou pensar que para aqueles que realmente importam sou assim.

4 – Vais casar?
The Rat Within the Grain (Damien Rice)
Um pouco melancólica esta, mas ainda assim, e como o copo está sempre meio cheio, a mensagem a reter daqui é:
I wouldn't want you to want
To be wanted by me
I wouldn't want you to worry
You'd be drowned within my sea
I only wanted to be wonderful
And wonderful is true
In truth I only really wanted
To be wanted by you

E que isto queira dizer que tenho um casamento feliz! ;)

5 – Qual é a música do teu melhor amigo?
Celofane (Mesa)
Como me orgulho de ter muitos amigos, escolho a frase “por mim sentava-se outra vez a ler a sina numa chávena de café preto”, para ilustrar os meus amigos. Não querendo “excluir” a que vai à “bruxa”, com todos eles tenho o ritual de nos sentarmos a beber café.

6 - Qual é a história da tua vida?
Alma Mater (Rodrigo Leão)
??? Help! O que é que isto quer dizer? E não vale virem com explicações da wikipédia

7 – Como é que foi a Escola Secundária?
Verão Azul (D’zrt)
Se fosse só o Secundário… na mouche!

8 – Como é que podes ir adiante na vida?
Love is a Losing Game (Amy Winehouse)
Nem sempre podemos sair vitoriosos e é na adversidade que se encontram outras oportunidades.

9 – Qual é a melhor coisa nos teus amigos?
Déjà vu (Beyoncé)
Completamente ao lado!

10 – O que é que está “in” nesta semana?
What’s Left On Me (Nick Lachey)
?

11 – Como é a tua vida?
À espera de Sofia (Rodrigo de Leão)
A Sofia é que deve estar à minha espera, mas isso levava-nos para outras histórias. Da amiga de infância com quem cresci e a quem fiz as maiores diabruras, e a quem agora nem nos anos ligo. Desnaturices à parte, que isto signifique que na minha vida estou sempre à espera de algo e que sou uma constante insatisfeita.

12 – Que música vai tocar no teu funeral?
Fumo da Frase (Mesa)
Não conhecia – é o que dá ouvir música emprestada – mas parece-me adequado. Que início mais mórbido e até fala em demónios e em estar aberta a todo o tipo de experimentação. Será que há vida para além da morte e eu vou conseguir regressar para contar a toda a gente? A música é realmente horribilis.

13 – Como é que o mundo te vê?
Cold Water (Damien Rice)
Por acaso sempre me achei um bocadinho a confessionária de muita gente.

14 – Vais ter uma vida feliz?
Back to Black (Amy Winehouse)
Cruz, credo!

15 – O que é que os teus amigos pensam REALMENTE sobre ti?
A Janela (Rodrigo de Leão)
Janelas, portas e portões, está tudo aberto à vossa espera. O facto de nem ter campainha quer dizer isso mesmo. É entrar!

16 – As pessoas têm inveja de ti?
Who Knew (Pink)
Quem sou eu para contrariar a Pink?

17 – Como te podes fazer feliz?
He Can Only Hold Her (Amy Winehouse)
Isto já parece o horóscopo do Metro. Há para todos os gostos. Uns hoje fazem sentido, outros nem por isso. Mas seguramente, e isto está provado cientificamente, que tudo isto tem a sua razão.

18 – Com que música farias um striptease?
John Henry (Bruce Springsteen)
Vamos lá tirar as botas e o chapéu à cowboy do armário.

19 – Se um homem numa carrinha te oferecesse um doce o que farias?
Me and Mr Jone (Amy Winehouse)
E é agora que este questionário começa a fartar…

20 – O que é que a tua mãe pensa de ti?
13 Mulheres (Expensive Soul)
Eu não quero cenas assim… está na letra.

21 – Qual é o teu segredo mais escuro e profundo?
Cheers Darlin’ (Damien Rice)
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?


22 – Qual é a música do teu inimigo mortal?
Unfaithful (Rihanna)

23 – Como é a tua personalidade?
Essência (Da minha vida)
Mais um dia, mais uma noite, passada como se fosse um carrossel

24 – Que música vai tocar no dia do teu casamento?
Rosa (Rodrigo Leão)
Bem podia ser, em homenagem a mamãe

É o que dá estar com pouco apetite para o trabalho.

terça-feira, maio 15, 2007

O que dá ter um bom dentista

Um homem que não sorri, não comunica. Eu não lhe disse para limar os dentes, apenas um dia sugeri que mudasse de dentista. Foi tudo. Na semana seguinte, já não tinha os dentes, o que o libertou, porque começou a sorrir.”
Jacques Séguéla em entrevista à Sábado, a propósito de um dos factores que considera ter sido determinante para a campanha política que levou Miterrand à vitória.

Mentiroso compulsivo

Depois de ter revelado que tem “a loucura dos sapatos”, que a “empregada fica doente” quando ele vai ao estrangeiro, “porque já não sabe onde meter tantos sapatos”, que tem cerca de 4200 Swatch, que hoje se dedica mais à colecção de relógios tradicionais, que a Sotheby’s está interessada em vender a sua colecção, que tem relógios raríssimos, como o Rolex usado pelo Roger Moore no filme Goldfinger, que são precisas 12 pessoas (o pormenor) para deslocarem as vitrines à prova de bala onde guarda 600 relógios, que nas férias pega no seu Pershing 56 e vai para as Baleares, Carlos Barbosa, presidente do ACP, ainda diz: “quando não se tem dinheiro, pensa-se: quando eu o tiver, hei-de ter isto, isto e isto. Depois de se ter – e quando vendi o Correio da Manhã fiquei com muito dinheiro -, acabamos por realizar estes sonhos. E percebemos que as coisas boas da vida, afinal, não têm nada a ver com dinheiro.”

segunda-feira, maio 14, 2007

O que são soquetes?

Nesse belo programa de referência da TVI, A Bela e o Mestre, cuja final aconteceu ontem, perguntava o Zé Pedro a um dos concorrentes: «o que são soquetes?». Resposta a) meias que vão até ao joelho; resposta b) meias que vão até aos tornezelos. Tornezelos???? Eu que até me tinha abstido de tecer considerandos sobre o programa, nesta recta final não consigo ficar indiferente. Quando a Clara Pinto Correia saiu, e que foi sujeita à prova da secretária, não sabia quem era o Mickael Carreira nem a protagonista da novela da TVI, Doce Fugitiva, Rita Pereira, tendo-se desculpado que aquelas pessoas não eram da sua geração e que, portanto, não tinha obrigação nenhuma de as conhecer. Aparentemente, este princípio só se aplica quando é o júri que não sabe, porque depois quando as belas não sabiam quem era a Maria Cavaco Silva ou o António Calvário, era porque eram burrinhas. E eu que sempre pensei que todas aquelas pessoas, entenda-se apresentadores e júri, tinham sido escolhidas a dedo, com as gaffes que tiveram ao longo de todo o programa, parece-me mesmo que até a produção foi escolhida a dedo. Mas também depois de ter visto a Bárbara Guimarães na final do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa a dizer ice (ler em inglês), para se referir a malandrice, já se espera tudo.

domingo, maio 13, 2007

Um ano e um dia

fez ontem um ano e um dia que aqui comecei a escrever. tal como os postais que continuo a escrever naquelas ocasiões mais especiais, queria escrever aqui qualquer coisa. queria dizer que apesar de tudo continuo a ser a mesma e que nem me importa que tanta gente me conhecesse no outro lado e aqui, onde me refugio atrás de um nome inventado, nem saiba quem sou. mas a verdade é que não continuo a mesma e tanta coisa mudou. aqui não me sinto eu própria, mas também não tenho coragem para me assumir. tantas palavras que não chegam a sair do caderno ou da cabeça, tanta oportunidade passada em vão. no entanto, e como quero acreditar que é na adversidade que surgem as melhores oportunidades, aqui fica um outro eu, também não tão actualizado quanto seria desejável, mas sempre na esperança de melhores dias.

quarta-feira, maio 09, 2007

O que se faz de grande faz-se em silêncio

Esta é a frase de hoje, no citador, de Erik Geijer, que tomo como minha para dizer o que me vai na alma neste delicado momento. Acima de tudo, e independentemente do que venha a acontecer, dói-me saber que alguém que admiro profundamente está a ser prejudicado por aquilo que o fez ganhar e que é também o que o derruba. Podia dizer que é uma pessoa como eu, como tu ou como tantas outras com quem nos cruzamos diariamente na rua e nem prestamos atenção. Mas não, este senhor, a meu ver – e sei que não estou a ser isenta - , é um grande Homem, que luta por aquilo que acredita e que se algum mal vez foi tentar ajudar todos. E não deixa de ser curioso que quando se esperava que lançasse a toalha ao chão, aproveitasse para enunciar algumas das muitas coisas que fez ao mesmo tempo que afirmava convincentemente que não ia saltar borda fora. Curioso porque só agora é que esses feitos são revelados, quando nada mais há a fazer. Mas eu sei que a obra feita é muito maior e esta foi uma vitória pessoal, que lhe custou a vida e muitos amigos (ou conhecidos) e o encheu de rugas e cabelos brancos! Os meus sinceros parabéns pela coragem, Professor.

domingo, maio 06, 2007

I Only Ask of God

Era capaz de ouvir isto em loop todo o dia

A intérprete

Acho que desde Entre Inimigos não via um filme que me cativasse tanto como A intérprete, que ainda por cima passou na televisão, um feito louvável tendo em conta que antes tinha sado O Vulcão, filme que já passou um sem número de vezes e não tem a miníma piada. Se ainda não viram, vejam! Nicole Kidman linda como sempre e Sean Penn ao seu melhor nível, com Sydney Pollack a mostrar que a empatia nem sempre tem de dar em sexo.

sexta-feira, abril 27, 2007

Os Távoras

Por causa dela, lembrei-me que tinha uma foto parecida e que era capaz de ficar gira a preto e branco. O resultado é este.

Este pátio dá acesso ao antigo Palácio dos Távoras, hoje abandonado, em ruínas e assombrado pelas almas da família, dizem. Reza a história que Marquês de Pombal era muitas vezes criticado pela nobreza, por ser um burguês que dava conselhos ao Rei, na altura D. José, o que era muito mal visto na altura. Os Távoras eram precisamente uma das famílias que não gostavam desta ligação. Assim, quando houve um atentado ao Rei, o Marquês de Pombal teve a oportunidade certa para acabar com os Távoras. Acusou-os de traição e de tentarem matar o Rei. Alguns membros da família foram torturados e assassinados. E como se isto não bastasse, o Marquês mandou ainda apagar o brasão da família Távora, ainda hoje visível na fachada do palácio abandonado.

Vai cagar ao mato

Ou é o meu rabo que é muito grande ou então sou uma esbanjadora, mas não vejo como é que se consegue ir à casa de banho e gastar "apenas um quadrado em cada visita à casa de banho, excepto, é claro, naquelas ocasiões desagradáveis em que dois ou três podem ser necessários". A menos que estejamos a falar daquele papel higiénico brilhante que a Renova lançou e que vem numa caixa com 148 diamantes incrustados. Mas não. Esta é uma sugestão da Sheryl Crow, preocupada com as questões ambientais.

Notícia aqui.

quarta-feira, abril 25, 2007

Tenho tanta pena

Completamente sedada pelos medicamentos que te deixam como que a pairar nestes dias loucos que não parecem ter fim, em que as perguntas não saem da cabeça e não deixam as respostas – se é que as há – entrar, dizias-me “tenho tanta pena, tenho tanta pena...”. Sem te conseguir ajudar perante o inevitável, deixaste-me completamente alterada. Definitivamente isto não é o que quero para mim. Viver com dúvidas, com questões mal resolvidas como se nesta vida houvesse tempo para orgulhos feridos. Cada vez mais me convenço que tudo é muito fugaz e não temos a verdadeira noção do tempo, que pode ser trapaceiro.
Há mais de um ano que estou a ler as cartas que António Lobo Antunes escreveu à sua mulher enquanto estava na guerra. E se ao início me fez confusão a sua forma de escrita, até então desconhecida para mim, à medida que fui avançando, a estranheza prendia-se sobretudo com a exposição de um amor que se quer, minimamente, resguardado e como se costuma dizer em questões de casamento: entre quatro paredes.
Quando o senhor foi distinguido com o Prémio Camões, foi como que um despertar forçado para chegar ao trabalho a horas. Afinal se já conseguia ler Saramago, qual era o problema com o Lobo Antunes? A verdade é que as recentes, e não poucas, horas semanais passadas no hospital deram um empurrãozinho na sua leitura, que torna a espera bem menos longa. Mas agora, e depois de saber que o senhor está muito doente, a minha sensibilidade alterou-se radicalmente e tenho de me render às evidências de que há mesmo uma altura certa para se ler cada livro.
Arranja uma grande cama para nela morremos juntos, colados um ao outro, sem que saibamos qual dos nossos dois corpos somos”. Como é que se consegue ficar indiferente a esta frase? A questão da privacidade já nem se coloca, só o amor e mais nada.
E hoje, ao falar contigo, voltei a repensar tudo. Os amigos, a família, o descanso e tudo o resto, que neste momento é muito mais que os primeiros porque o trabalho me consome e me enche de cabelos brancos. Hoje, as minhas certezas de que não é isto que quero, voltaram a reafirmar-se e espero que com elas um novo alento para continuar a ser a mulher presente, a amiga que está ali à mão, a tia que dá uma ajuda com os sobrinhos, a filha refilona e a profissional que sempre me orgulhei de ser.

segunda-feira, abril 23, 2007

A ti Pança e a ti Maria Gorda

Depois de três meses de sofrimento, entre estados raros de lucidez e muitos de inconsciência, o coração da ti Pança resolveu, mesmo com a ajuda das máquinas, parar de trabalhar. O mesmo já havia acontecido com a ti Maria Gorda, sua cunhada e minha avó. A alcunha pela qual eram conhecidas, e que ainda hoje persiste naqueles cujos corações são mais resistentes e que volta e meia ainda ouço quando passo na Rua 1.º de Maio, não tinha o carácter depreciativo a que hoje estamos habituados. Sim, eram robustas. Mas não me parece que a explicação venha daí. Aliás, não faço a mais pequena ideia de onde venha. O verdadeiro nome da ti Pança nem o conheço. E é nestas alturas, em que se fecha mais um ciclo, que repensamos no que já passou e naqueles que já partiram. Ontem à noite questionava-me mentalmente se havia de ir ao funeral. Para além de ser a última tia-avó que tinha do lado do meu avô, a ti Pança é mãe de umas primas que adoramos e era avó do primo que nos deu o prazer de sermos padrinhos do seu filho. Mas depois penso, em três meses de internamento, não fui vê-la nem uma vez. Mesmo enquanto estava em casa das filhas, minhas vizinhas, só a via quando ela estava na rua a apanhar Sol. Queria ir ao cemitério falar com a ti Maria Gorda, mas isso posso fazer sempre que me apetecer, porque sei que ela me ouve. Queria sair daqui porque acaba por ser o escape mais fácil. Mas, tal como não vou à missa pelas pessoas que me possam lá ver e ficar agradadas com o gesto, não vou a um funeral de uma pessoa que não estimei assim tanto em vida e que seria só para alguém ver. Ao invés disso fico aqui. Com a certeza, porém, de que esta vida passa realmente depressa e que temos de cuidar daqueles que amamos.


terça-feira, abril 17, 2007

História trágica com final feliz

Durante algum tempo, a minha imagem de apresentação no msn tinha sido retirada de uma ilustração alusiva a uma curta-metragem de Regina Pessoa. Durante 7’ e 46’’, a realizadora conta a sua própria história, a história de alguém que não desiste de fazer filmes de animação seguindo processos diferentes e morosos, a história de uma menina com um coração que bate alto demais e incomoda toda a gente.
A primeira vez que tive contacto com esta História, chegou-me como press. Ia ser projectada no Hospital Júlio de Matos. Esquecimento ou não, a verdade é que nada fiz com aquele press, limitando-me apenas a tomar a ilustração como minha. Pelo menos duas pessoas ma pediram, e pelo menos outras duas fizeram comentários. Sem ter retido a verdadeira informação do press, que entretanto apaguei, lembro-me de dizer que tinha sido feita com a colaboração de pacientes do Hospital. Vê-se logo que tem qualquer coisa no olhar; ar de quem pode cometer suicídio, disseram-me. Será mesmo que se consegue perceber tanto de uma imagem sem sequer fazer ideia do que ela representa ou de todo o simbolismo que está por detrás? Seja como for, História Trágica com Final Feliz já ganhou 40 galardões internacionais.


http://www.historiatragicacomfinalfeliz.com/

quinta-feira, abril 12, 2007

The Blower's Daughter

Ultimamente ouve-se muito disto por aqui...

terça-feira, abril 10, 2007

E depois são as mulheres que não percebem de futebol...

Ontem, no fim do jogo Beira Mar – Benfica, transmitido pela TVI, nas habituais declarações pós-jogo, o jornalista (se é que se pode chamar assim… primeiro tinha escrito o jornalista burro como deve ser requisito para trabalhar na estação, mas como não sei se um dia não irei trabalhar para lá, achei melhor alterar) saiu-se com algumas pérolas como:
Depois deste empate, como é que está o ambiente no balneário? Inteligente e “batido” nestas situações, Rui Costa ainda todo transpirado e ofegante, como os restantes jogadores que acabaram de andar 90 minutos a correr atrás da bola, foi um senhor e respondeu-lhe: “Oiça, eu ainda nem fui ao balneário…”. O que vale é que a seguir, e é aqui que entra a experiência, o Rui Costa disse-lhe tudo o que ele queria ouvir. Chegada a vez do jogador do Beira Mar, outra pérola: “é a 3.ª vitória consecutiva do Beira Mar…”, ao que Ratinho respondeu, como que ainda a pensar se teria estado noutro jogo, “nós empatámos…”.
A menos que este tenha sido o primeiro vivo do jornalista, quer-me parecer que não vai longe…

terça-feira, abril 03, 2007

A “Guida Gorda”

Quem me conhece, ou convive mais comigo no meu dia-a-dia, sabe que ando frequentemente com as leituras atrasadas. Acabamos de entrar no 2.º trimestre de 2007 e seguramente que ainda tenho jornais do início de 2006 para ler. Porque é que não os deito fora? Porque depois me podem escapar pérolas como a que vinha na Sábado, curiosamente da semana passada, a propósito dos 25 anos do Frágil. Entre 1984 e 1991, Margarida Martins foi porteira da discoteca e era conhecida como a “Guida Gorda”. Em 1984, na inauguração de uma exposição no teatro Éden, Margarida Martins foi apresentada a Mário Soares que lhe disse que já a conhecia e até já a tinha visto nua. Porquê? Porque a “modelo” na altura posou seminua, em cima de um cadeirão, para o convite para uma das festas de aniversário do Frágil. Ao invés de tentar apagar esta história dos anais, Margarida Martins ainda revela que fizeram os convites com ela de frente e de trás e que foi ela própria que decidiu a quem mandava o convite com a imagem da parte da frente e quem ficava com o rabo… a pergunta evidente: o que será que calhou ao então Presidente da República?

quinta-feira, março 29, 2007

Hoje fiz um amigo*

No seguimento do post anterior, chegar ao trabalho e receber um e-mail de uma pessoa que conheci em trabalho e que me pediu para o fotografar junto de uma amiga, claramente com poucas esperanças de que alguma vez aquele dia ficasse tanto para a posteridade, a dizer:

Agradeço imenso o envio da foto e tudo o resto. Parabéns, está muito bem elaborado. Imagino o trabalho que deu, mas se não for assim, nada tem sentido na vida. Tenho a certeza que é uma óptima funcionária e que gosta daquilo que faz.
Espero vê-la + vezes e desejo-lhe as maiores felicidades para o seu futuro e de todos que lhe são + queridos.
Beijinhos e muito obrigado.

É indescritível! Obrigada Manuel e tudo de bom para si e para os seus!

* título roubado à música Com um brilhozinho nos olhos, de Sérgio Godinho

Desde que eu esteja bem, tudo está bem

Começar e acabar o dia e retomar um novo dia que se quer mais calmo com acidentes automóveis é dose. Podia contar-vos do da manhã de ontem, em que um senhor de mota foi abalroado por um carro e que eu ainda estava lá, mesmo na fila da frente, quando chegou a sua mulher, ou do desta manhã que ainda por cima envolveu um amigo, mas que não passou de riscos e chapa, mas prefiro falar do insólito saído de um filme rodado a alta velocidade numa daquelas estradas infinitas dos EUA. Depois de ter desmarcado o maravilhoso curso de maquilhagem que resolvi frequentar, de ter levado um colega a casa e me ter perdido no regresso ao meu habitual caminho, pouco faltava para as 10h da noite e, portanto, o humor estava à beira de um ataque de nervos. À minha frente, e lá estava eu novamente na primeira fila, ia um Citroen cinzento. O tardar da hora fez com que fossemos, calma e seguramente, a mais de 100km/h, que é para não dizer que íamos a desrespeitar os limites da lei. Lembro-me que o senhor do Citroen tinha um blusão de penas, daqueles que me habituei a ver nos colegas de liceu, caracóis e conseguia manter o cigarro, já a chegar ao filtro, tremulamente entre os dedos, enquanto se lamentava pelos azares dos últimos dias. Hoje foi a vez de se levantar o capot em pleno andamento. A cena parecia mesmo saída de um filme, só que aqui conseguiu-se evitar o pior. Ninguém se magoou e todos os travões responderam positivamente à chamada. Mas é nestas alturas que eu vejo que as pessoas continuam a ser muito pouco sensíveis aos outros. Toda a gente, passado aquele momento inicial em que estava iminente um choque em cadeia, ligou os quatro piscas e, imediatamente, fez marcha-atrás e seguiu o seu caminho como se nada fosse. Então e aquele desgraçado que apanhou o susto da sua vida, mas mesmo assim manteve o discernimento e conseguiu controlar o carro sem chocar com ninguém? Serei só eu que acho que nestas alturas nem que seja apenas uma palavra de apoio vinda de um perfeito estranho pode ajudar a acalmar? E lá fui eu, do alto das minhas botinhas de salto alto, à lá gato das botas, pôr-me à conversa com o senhor a tentar acordá-lo daquele estado antes que mais alguma desgraça acontecesse. Os outros? Seguiram rumo a casa e às suas vidinhas, passadas a correr entre as viagens de casa para o trabalho, do trabalho para casa com paragem no supermercado, sem sequer pestanejarem na hora em que alguém pode precisar apenas de uma palavra, que em última análise não custa nada!

quinta-feira, março 22, 2007

Estou curiosa...


Filipa, ainda não tens por aí, não?

Cabeçadas

Há muito tempo que não escrevia aqui. As palavras continuam a ser, mais ou menos, e sempre dentro do nosso espaço editorial (esta é uma private muito estúpida que nem vale a pena explicar e que ainda por cima tem a ver com trabalho), o meu dia-a-dia, mas para estes lados andam mais escassas. Se me perguntarem se tem a ver com a pressão que a semana passada se instalou em mim a partir do momento em que me disseram “vais ser a minha homepage”, eu digo – aliás, os meus diálogos são todos: “eu disse…, ele disse…, depois eu respondi…, e ele disse…” – que não tem mesmo nada a ver, é só mesmo falta de tempo e, também, de assunto, porque reajo muito bem com pressões e prazos.
(isto hoje são só bocas foleiras aqui pelo meio…)
Mas voltando ao porquê deste breve post… ah, não posso! Ia dizer mal de um coleguinha de trabalho que apesar dos seus já longos anos de experiência não consegue dar um passo em frente sem pedir licença ao chefe, mas isto só quando se trata de assuntos que são da sua responsabilidade e dos quais dependem o bom funcionamento de toda a equipa, porque quando são assuntos pessoais ou que não interessam a ninguém é o primeiro a chegar-se à frente. Será porque assim o seu trabalho passa para 2.º plano? Mas, obviamente, que me vou abster de tecer considerandos em relação aos colegas de trabalho, porque, afinal, também eu, ao invés de estar a cumprir com as minhas obrigações contratuais, estou para aqui no paleio…

terça-feira, março 13, 2007

Quem é esta?

É o que dá não ter TV Cabo, e ter de apanhar os episódios que a RTP lá vai passando a muito custo...

Experimentem aqui!

sábado, março 10, 2007

Não deixa de ser triste

Num dia de Sol como o de hoje não tirei o pijama, saí à rua apenas para ajudar a minha mãe e, agora à noite, novamente para ir ajudar os meus pais. Há dias que bem podiam ser apagados da história, não?

Tanto Sol lá fora e eu aqui

Sabem quando têm prazos e tudo o que vos apetece, para além de que miraculosamente o vosso trabalho apareça feito, é sentar no sofá ou estar na net a ver tudo e mais um par de botas de coisas que não têm interesse nenhum? Eu estou assim. O problema é que os prazos já acabaram ontem... HEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLP!

Como as fadinhas da Floribella já acabaram as gravações, bem me podiam ajudar, não?

sexta-feira, março 09, 2007

Beija-me

Sugestão de sábado à tarde para quem não tiver nada para fazer!

Beija-me!

quarta-feira, março 07, 2007

A morte chega pela Internet

A partir de uma notícia publicada no Portugal Diário, fico a saber que me restam 2 milhões e qualquer coisa segundos para morrer, o que deve acontecer a 6 de Janeiro de 2075. É sempre bom saber, através de testes fiáveis como este, que vou morrer aos 98 anos, o que tendo em conta a actual esperança média de vida não deixa de ser surpreendente.


O teste está aqui.

segunda-feira, março 05, 2007

Legumes com sabor a tubo de escape

Em tempos trabalhei para os lados de Cascais e tinha de passar diariamente pelo IC que liga a 2.ª Circular à A5. Lembro-me de reparar nas pequenas hortas ali mesmo à beira da estrada e de me fazer alguma confusão. Não porque realmente ache que os legumes possam saber a dióxido de carbono, mas pelo facto de as pessoas aproveitarem um qualquer cantinho de terra para fazer a sua agricultura. Lembro-me ainda de na altura reparar que eram sobretudo velhotes e lembrar-me do meu avô, que mesmo com o cansaço da idade nos ombros era na horta que se sentia bem. Provavelmente, estes velhotes nem sempre moraram nestas casas à beira da estrada e esta espécie de horta é o que mais de parecido têm agora com a vida que tiveram noutros tempos, ou então, este é o um dos poucos entretenimentos que têm enquanto esperam a morte sem baixar os braços. Agora vejo que sou uma sortuda por morar no campo onde, supostamente, o ar não é tão poluído e os legumes e frutos têm obrigatoriamente de ter um outro gosto. Afinal até nos programas de culinária da 2 dizem que não há tomates como os do campo. Sou também uma sortuda porque é só sair de uma porta e entrar na casa ao lado e trazer cebolas, alhos, batatas, a minha preciosa Lúcia Lima para o chá de fim de dia, limões, salsa, coentros, ovos, … Mas que estes legumes devem ter outro sabor devem…

O porquê de me ter lembrado disto agora, está aqui!

domingo, março 04, 2007

Diamante de Sangue

Leonardo di Caprio no seu melhor – é o que posso dizer da sua prestação neste excelente filme. Em relação a Djimon Hounsou, como não vi Uma família à beira de um ataque de nervos, apesar de já mo terem aconselhado, não tenho termo de comparação, mas se recebesse o Óscar de Melhor Actor Secundário, por mim, teria sido muito bem entregue. Adorei, adorei, adorei, o filme. Voltando ao Di Caprio, acho que aquele rapaz se fez... já há muito tempo que não via filme nenhum com ele, não conta, obviamente, os Mosqueteiros que hoje deu na SIC, e parece-me que cresceu imenso como actor, ou então foi da história.
Seja como for, adorei e recomendo!

sexta-feira, março 02, 2007

Ironias do destino

Não sei como o descobri, mas sei que me faz rir e me deixa bem disposta, só que só tenho o link no computador de casa. Como tal, vai passar a fazer parte da listinha ali ao lado para estar sempre a jeito. Não fosse essa bela listinha ter pulado lá para baixo, numa acção reivindicativa qualquer cujos argumentos ainda não fui capaz de compreender, e este post não existiria, mas como gostava que passassem neste blogue, tem que ser assim. Espero que gostem!


Já agora: alguém me consegue ajudar a subir a listinha?

All good things

Primeiro o vídeo, depois a história

quinta-feira, março 01, 2007

Mulheres choram mais, por vezes sem saberem porquê

Cientistas do Porto fizeram um estudo, com homens e mulheres, sobre o choro e chegaram à brilhante conclusão de que as mulheres choram mais mas não sabem porquê. Porquê? Porque somos sensíveis e nos emocionamos facilmente, porque nem sempre o choro é sinal de que alguma coisa está mal, pode apenas querer dizer que estamos mais nostálgicas e que não temos uma pedra no lugar do coração. Pode AINDA querer dizer que somos humanas e que ninguém é perfeito. Mais vale chorar só porque sim ou porque não, porque nos apetece, porque uns olhos brilhantes são sempre sensuais e atraentes, do que desatar a dizer asneiras e a mandar murros na mesa.

E sabem? O período não é o nosso maior mal!

Notícia aqui

sábado, fevereiro 24, 2007

À 3.ª foi de vez*

Finalmente consegui assistir ao espectáculo dos Stomp no Casino Lisboa, esse belo sítio onde os pobretanas tanto gostam de gastar o seu ordenado mínimo mais o abono dos cinco filhos e os ricalhaços gostam de se exibir.
Se com o DVD já tinha ficado completamente rendida, vê-los ao vivo é mesmo de ir às lágrimas. Adorei, adorei, adorei! Para além de todo o espectáculo musical e original que se está à espera e que é completamente contagiante, os senhores interagem com o público e foi uma alegria estar mesmo ali à frente e ainda ser presenteada com uns belos salpicos.
Este senhor da foto é o bobo da corte e dá um colorido diferente a todo o espectáculo, que vale mesmo a pena. Não sei se já disse, mas adorei, adorei, adorei!




* sim, que isto não é organizado pela Casablanca.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Estar atento aos sinais

De noite os sonhos visitaram-me. Primeiro, em acesa discussão com um colega, a seguir a viver o último dia de trabalho nesse mesmo local. No dia a seguir, a notícia de novas tempestades, capazes de fazer ruir o mais forte dos pilares. À noite na televisão, os amigos de Brian e os sinais que a vida nos dá. É uma questão de lhes dar atenção ou ignorá-los. No mesmo dia dos sonhos, a notícia de outro sítio que ruiu, desta vez sem eu lá estar dentro, mas a saber bem o que se está a passar e a imaginar perfeitamente o pesado ambiente que se tem de suportar. Podia ligar aos sinais e pensar que, mais uma vez, as estruturas estão a abanar mesmo por cima de mim, mas prefiro pensar nos outros sinais que já me mostraram que apesar de todas as dificuldades há sempre um caminho. E, lá está, o copo meio cheio! É tudo uma questão de perspectiva e de encarar a vida com um sorriso. Amanhã é um novo dia e tudo se há-de recompor!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dá que pensar

A questão humana não é a de quantos podem sobreviver dentro do sistema, mas que espécie de existência é possível para aqueles que sobrevivem.
Pardot Kynes

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Mesmo a propósito do Dia dos Namorados

Antes estava aqui um teste da Rádio Comercial que dizia que eu era a declaração de Dicaprio no Titanic, mas como me desformatou o blogue, apaguei-o e deixo apenas o vídeo que, ainda por cima, não dá para ver na totalidade. Tudo contra mim, é o que é!



FBI perde dez portáteis com informação sensível

Onde é que andam as equipas do CSI quando se precisa delas?

Notícia aqui.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Matemática complicada

Tenho o trauma de não ser boa aluna a matemática, mas a partir do momento em que isto anda a circular por e-mail, quer dizer que não sou a única! Já agora, alguém me consegue explicar?

Eu, tu e ele fomos comer ao restaurante e no final a conta deu 30€. Cada um deu 10€.
Eu: 10€
Tu: 10€
Ele: 10€

O empregado levou o dinheiro até à caixa e o dono do restaurante disse: “esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver-lhes 5€ e entregou ao empregado cinco moedas de 1€.
O empregado, esperto, ficou com 2€ para ele e deu 1€ a cada um de nós. No final ficou assim:

Eu: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Eu gastei 9€.
Tu: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Tu gastaste 9€.
Ele: 10€ (-1€ que foi devolvido) = Ele gastou 9€.

Então, se cada um de nós gastou 9€, o que nós três gastamos juntos foi 27€. E se o empregado guardou 2€ para ele, temos:

Nós: 27€
Empregado: 2€
TOTAL: 29€

Pergunta: onde foi parar a outra moeda de 1€?

Eu senti

Sismo sentido em Lisboa e no sul do país

E é sempre uma sensação estranha, porque não sabes se é realmente um sismo ou se é o teu vizinho de cima que está a arrastar os móveis todos ao mesmo tempo. Depois é só esperar que chegue alguém que ouviu a notícia na rádio ou que toque o telemóvel a perguntar: “sentis-te?”.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Maitê completamente perdida no S. Jorge

Na 4.ªf tive o privilégio de assistir à estreia da peça Achadas e Perdidas, em que Maitê Proença, a partir do seu livro Entre Ossos e a Escrita, escolheu os seis melhores contos e trouxe-os a palco. E entre contos com algumas inteligentes adaptações ao nosso português, posso dizer que foi uma desilusão. Em palco, para além de Maitê, estava Claudia Borioni, actora para mim desconhecida, mas com uma prestação de fazer inveja a muitos.
No entanto, e apesar de não ter gostado particularmente da peça e só pensar que ainda bem que fui convidada e não tive de pagar, já para não falar que valeu a pena só pela companhia e pelo reencontro com uma cara tão estranhamente familiar…, houve um dos contos que, ainda assim, me tocou. As meninas, assim se chamava. A história não era a mais agradável, afinal quem é que gosta de falar sobre a morte? No entanto, acho que este conto tinha muito mais, tinha a ingenuidade e sinceridade que só as crianças têm, de fazerem perguntas sem parar, muitas delas sem uma resposta fácil, e de os amigos serem o mais importante de tudo. “Você vai perguntar mesmo se eu não quiser responder…”, “fico com um buraco no coração para encher de amigos” ou “porque é que hoje há tantos porquês quando antes só havia um dia após o outro”, foram algumas das frases que me ficaram na memória.
A melhor crítica chegou no fim. Miguel Sousa Tavares, que fazia parte dos ilustres convidados como moi-même, dizia “há textos que não foram escritos para teatro”.

sábado, fevereiro 03, 2007

Só?*

É o que dá andar a fazer os mesmos testes de pessoas que são 80% felizes...

You Are 48% Happy

You're definitely a happy person, even though you have your down moments.
You tend to get the most out of life, though there's always some more happiness to be squeezed.

*num Feira Nova perto de si

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Coincidência

Quando falas da tua experiência com alguém mais novo, onde tentas mostrar que nesta vida não vale tudo e que tens de saber pesar o que é mais importante para ti, independentemente de às vezes não haver alternativa, e regressas ao trabalho e tens um e-mail que diz:
Tens consciência que, se morresses amanhã, a empresa onde trabalhas substituía-te rapidamente?
Já a família que deixas para trás, sentirá a tua falta para o resto da sua vida.
Pensando nisto, perdemos mais tempo com o trabalho do que com a Família, um investimento muito pouco sensato, não achas?
”,
isso é coincidência?

Para que conste

Não reajo bem a pressões, pelo que não vale a pena mandarem-me sms a cobrar uma chamada de volta ou a minha presença, venha ela de quem vier e seja em que circunstâncias for. Ontem morreu o avô de uma das minhas melhores amigas e só depois de me ligar três vezes é que retornei a chamada, por isso não adianta insistirem até à exaustão quando eu desligo, não atendo e não ligo de volta. Ninguém disse que esta vida era perfeita e eu, então, não o sou de todo. Todos nós temos seguramente dias difíceis e situações que cada um encara à sua maneira e esta é a minha maneira: há dias que não adianta falar comigo! Irrita-me solenemente este tipo de cobranças, a última a ligar fui eu, por isso, já fiz a minha parte, agora és tu quem tem de ligar. A amizade não é isto ou se é, então, estou-me nas tintas. Os meus amigos, de quem me orgulho muito e que posso dizer que são muitos e são todos bons, cada um melhor que o outro, e por isso mesmo é que são amigos, sabem que eu não sou assim e ligo quando quero! Não vale mesmo a pena este tipo de cobranças.

Bom fim-de-semana para ti também!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

terça-feira, janeiro 30, 2007

Ai imaginação


depois disto nunca mais vou conseguir ver, ou ler, as aventuras do Harry Potter da mesma maneira...
Para mais, é só clicar aqui!

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Tenho de ter cuidado com os paparazzi

Então não é que agora recebo e-mails da Base de Dados de Pessoas Sexualmente Activas? A seguir aos do Viagra e do engrandecimento do dito cujo, só faltava mesmo isto!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Vão mas é trabalhar!

É triste saber que independentemente do que faças hoje, o teu passado continua a perseguir-te e prevalece sempre, sobretudo quando serve para te tirar o tapete de debaixo dos pés. É triste que a nossa felicidade e sucesso dependa tanto dos outros, sobretudo quando os outros não conseguem vencer por mérito próprio. É triste saber que cada dia é uma luta, mas que muitas vezes essa luta vem de onde menos esperas. Ainda assim, há que continuar a tentar levar o barco a bom porto, sem pensar que lá dentro vai um filho da puta que só quer o teu lugar!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vou ali e já volto com um bestseller

"Esquece o que o teu vizinho está a fazer, o que os outros pensam. O que é que sentimos realmente dentro de nós? Queres ser escritor? Então começa a escrever hoje."

Michele Santana, caça-talentos, em entrevista ao Expresso

Ninguém diria

sobretudo depois de termos visto aquelas fotografias do sr. todo nu...
José Cid em entrevista revela: Sei que não sou um homem irresistível

Acontecimento do ano não, é a dura realidade!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

apetites

E porque nem todos os dias são como queremos ou tão só porque somos seres humanos e nessa condição de ser superior está subjacente a nossa fraqueza, apetece-me chorar!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Assim vai este país - II

No IOL está uma notícia a falar de um atropelamento e fuga de um dos elementos dos Corvos. Até aqui nada de novo. Afinal, a seguir a impossibilitarem o 112 de ajudar quem precisa, neste país o que não deve faltar são casos de atropelamento e fuga – até a mim já me aconteceu!!!
Mas, a partir do momento em que dizem: “Os Corvos encontram-se a trabalhar num novo disco, produzido por Luís Jardim. Segundo o produtor, «todas as partes do Nuno para o novo trabalho já foram gravadas»”, quer-me parecer que isto é um bocadinho piada de mau gosto, não?

A notícia aqui!

Assim vai este país

112: ONI assume responsabilidade pela falha de comunicação

Talvez seja por esta, e outras tantas que não chegam a ser do conhecimento público, que a empresa tenha sido vendida.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queria nada -

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

terça-feira, janeiro 16, 2007

Bem-vindo

Não gostando de usar a palavra sempre, atrevo-me a dizer que desde sempre me lembro de esta ser uma luta diária em prol do bom português, do mestre que chegou a ver a sua fotografia transformada em nazgul. Aprendizagem até à exaustão ou não, a verdade é que aprendi como se escreve correctamente e estou sempre a reparar se assim acontece e, é verdade também, que esta é das palavras que parece não gerar consenso em quem a utiliza. Desde as mensagens nas auto-estradas às fitas da porta do talho, há para todos os gostos e feitios, agora na página de entrada de uma biblioteca… sinceramente!

Biblioteca Municipal de Ponte de Sor

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Floribella revela-se

Normalmente, não acho muita piada a este género de vídeos e tenho de admitir que até vejo a Floribella - as alternativas para quem não tem TV Cabo não são assim tantas, mas esta também foi a desculpa que arranjei... -, mas este vídeo está demais.
Chegou-me como mensagem de Boas Festas e não resisti a passá-lo para aqui!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

O melhor do dia

Obrigada!

terça-feira, janeiro 02, 2007

Novo ano, nova rubrica

Tenho a mania que gosto de música mas, como em tantas outras áreas, não me especializei em nenhum cantor ou grupo. Ou seja, ouço um pouco de tudo, mas são poucos aqueles que acho que, por exemplo, vale a pena ir a um concerto. Aliás, contam-se pelos dedos das mãozinhas o n.º de concertos a que já assisti.
E, eis que, do alto da minha sabedoria e prontidão para criticar os gostos musicais dos outros, me disseram: "então diz lá do que é que gostas", ao que não fui capaz de responder... Assim, e para que a memória não me atraiçoe em alturas menos próprias, vou começar a deixar aqui algumas músicas que, para mim, são especiais.
A de hoje tem uma outra versão que aprecio mais, tirada do filme, da qual faz parte o diálogo da Liv Tyler e do Ben Affleck, mas esta era a que estava disponível.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Para 2007

Deixo umas palavrinhas de Fernando Pessoa

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A vã glória de tentar ensinar

Não conhecendo as Leis de Murphy a fundo, quase me atrevo a dizer que esta minha teoria dava direito a constar dos anais do género: é óbvio que quando digo que não vou escrever aqui nada tão depressa há-de acontecer alguma coisa e quando digo que vou ter postas de pescada fresquinhas todos os dias estou semanas à deriva.
Assim, e depois de ontem me ter despedido até 2007, cá estou, como aqueles visitas que aparecem sem avisar, mas agora também já tenho portões, temporários, mas isso não interessa nada.
O que interessa é que sinto que falhei redondamente nesta minha missão de “mestre”. Se levamos as coisas nas calmas, porque gritar com alguém não é seguramente a maneira de fazermos ver o nosso ponto de vista ou de mostrarmos que temos de caminhar todos no mesmo sentido, independentemente de o caminho mais rápido ser por um atalho, a verdade é que essa acalmia se há-de virar contra nós e depois já é tarde. Tarde para dar dois berros. Tarde para mudar de atitude. Tarde para fazer ver que não houve evolução. Tarde para ser má. Mas não é tarde para mudar de estratégia para as próximas missões. E isto sem querer falar no facto de acharmos que estamos a dar alguns docinhos e depois nos trazerem o papel de embrulho a dizer que era realmente bom, mas que já acabou.
Voltando ao início, e porque tudo isto é uma grande bola de neve – será que a 29 de Janeiro volta a nevar em Lisboa e arredores? – deixo uma suposta Lei de Murphy que encontrei na Wikipédia: “Sorria! Amanhã será pior!”

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Obrigada a todos

Há muito que não fazia isto: passar um e-mail que gostei para aqui e, obviamente, dar um alô... Como tal, e em jeito de balanço - porque é quase garantido que só volto para o ano - deixo um e-mail que seguramente já muita gente recebeu, mas que, a meu ver, dá para perceber que nem tudo o que circula neste meio é verdade...
Um grande beijo a todos e um 2007 em grande! (ou pequeno, porque o tamanho não interessa nada)

Quero agradecer a todos os meus amigos que me reencaminharam e-mails em cadeia durante 2006. Graças à vossa indulgência e bondade:
- Parei de beber Coca-Cola desde que descobri que serve para retirar manchas da sanita.
- Parei de ir ao cinema, com medo de me sentar numa agulha infectada com sida.
- Cheiro a refogado, desde que parei de usar desodorizantes porque causam cancro.
- Não deixo o meu carro em parques de estacionamento nem em qualquer outro sítio, com medo de alguém me drogar com uma amostra de perfume e tentar assaltar-me.
- Também deixei de atender o telefone, com medo de me pedirem para marcar um número estúpido e receber uma conta de telefone infernal com chamadas para o Uganda, Kinchasa, Singapura e Cebolais de Cima.
- Também parei de beber da lata, com medo de ficar doente das fezes e urina de rato.
- Quando vou a festas, não olho para mulher nenhuma, por mais boa que seja, com medo que ela me leve para um hotel, me drogue e me retire os rins para vender no mercado negro.
- Também doei todas as minhas poupanças à conta da Amy Bruce, uma menina doente que está a morrer no hospital desde 1993, e que desde então tem 8 anos de idade.
- Quanto ao meu telemóvel Nokia grátis, nunca chegou, assim como as passagens que tinha ganho para umas férias pagas na Disneylandia.

NOTA IMPORTANTE:
- Se não enviares este e-mail a pelo menos 1247 pessoas nos próximos 10 segundos, um pássaro vai cagar na tua cabeça amanhã às 17:33.
Muito e muito obrigado.

terça-feira, dezembro 19, 2006

O que será dos CTT?

Ontem chegou o primeiro postal de Natal, escrito a azul. Coisa rara nos dias de hoje, em que tudo o que queremos dizer enviamos por e-mail ou sms. E depois? Como é que enchemos aquelas caixinhas de papelão com flores, onde guardamos as cartas, os postais ou os bilhetes de comboio, para não esquecer aquela que foi a primeira viagem à terra da Heidi? Já o ano passado poucos enviei. Este ano, nem um. Mas, todos os anos ando à caça de imagens de Natal para criar os meus próprios postais. Há que ser diferente. Goste-se ou não, igual àquele não há mais nenhum, já para não falar naquela máxima de que “o que conta é a intenção”. E isto tudo para dizer que quando os servidores dão o berro ou temos de formatar o disco, tudo se perde e não há postais ou e-mails daqueles que em determinada altura da tua vida serviram de alento que resistam. Assim, a gerência deste canto, agradece a todos os interessados que lhe queiram enviar um postal de Natal ou tão-só uma carta a insultar.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Bom fim-de-semana

Foto: World Press Cartoon

E se...

... eu aprendesse que há coisas que não se dizem, hã?