sábado, agosto 07, 2010

Na Fontes Pereira de Melo

Sempre gostei de graffiti e desde que soube que havia uma série de prédios devolutos em Lisboa que iam ser ilustrados por alguns artistas de renome, pensei logo que tinha de os ir ver e fotografar. Já tinha visto fotos na Internet e até impressas em papel, mas não há mesmo como ir lá vê-los ao vivo.

I love vandalism, by Gémeos

O rei, by Blu

À noite na cidade, by Sam3

sexta-feira, julho 30, 2010

Morreu António Feio

Hoje morreu António Feio, actor, encenador e, sobretudo, uma pessoa de bem com a vida, que tive o privilégio de entrevistar em duas ocasiões distintas. Privilégio esse que de há um ano a esta parte foi acrescido de outro: o de trabalhar no mesmo edifício onde ele morava. Foram várias as vezes em que me cruzei com ele e, logo na primeira, pensei: «vou dizer-lhe qualquer coisa. Coragem, homem! Força! Você consegue!». Mas a timidez com que conduzi as primeiras perguntas que lhe fiz, a propósito do Filme da Treta, foi a mesma que se apoderou de mim na hora de dar o primeiro passo. Já numa outra altura, reencontrei o professor que despoletou em mim o interesse pela leitura e não tive coragem de me dirigir a ele e perguntar «lembra-se de mim?». Ainda hoje é uma situação que recordo com algum pesar, tal como ter perdido a possibilidade de dar uma palavra de apoio a António Feio. Quantas vezes deixamos de fazer coisas, que depois nos arrependemos, e perdemos a oportunidade? Às vezes, devíamos ser como as crianças: não complicar e ser o mais sinceros possível. Como o próprio António Feio disse na sua última mensagem no facebook: parem para pensar!

quarta-feira, julho 28, 2010

Uma questão de prioridades

Aviso prévio: também devia estar a trabalhar.

Quando não temos tempo para respirar, quando ficamos de bexiga cheia até à última, quaisquer cinco minutos entre trabalhos servem para espreitar o blogue de uma amiga ou o facebook, a ver quem por lá anda e o que diz. Mas e quando não temos assim tanto trabalho quanto isso? Como é o nosso comportamento? Passamos o dia no facebook, a ver tudo quanto é fotos, dos amigos dos amigos dos amigos, que nem conhecemos, a ver blogues ou outras coisas que, regra geral, não contribuem em nada para o trabalho que supostamente temos de fazer. E depois fazem-se coisas apressadas, normalmente mal feitas, que em outras circunstâncias teriam tudo para correr bem à primeira. E porquê? Porque se perderam os ritmos de trabalhos, por desinteresse, por desmotivação? Será uma questão de (falta de) prioridades ou, pelo contrário, uma questão de marcar uma posição ao assumir «estou a cagar-me para isto!»?

terça-feira, abril 13, 2010

O post que era para falar sobre pais e filhos

Dos mais preciosos ensinamentos que o meu pai me transmitiu, o que sempre me acompanhou e me parece inabalável diz: «quem tem cuidados não dorme». Não sei se é por ser de uma geração diferente, em que uma saída à noite se fazia a partir dos 18 anos, para mais, em que fumar e beber não era um acto de socialização, ou em que o desrespeito aos pais e pessoas mais velhas em geral se fazia punir com uma bela palmada, mas há muitas coisas nos jovens de hoje que não percebo. Mas também não sei até que ponto não serão os pais a fazer estes jovens assim. E isto porque queria falar sobre uma jovem que começa a trabalhar e leva a mãe para a acompanhar no primeiro dia. Mãe esta que vê os e-mails [de trabalho] da filha e tece considerandos [errados], levando a filha a faltar ao trabalho e que compensa a situação ligando para a coordenadora a pedir que a esclareça para, posteriormente, se apresentar novamente com a filha no trabalho. E isto em apenas uma semana. Também podia falar de um estagiário que trabalhou um dia. E era para ser sobre isto que me apetecia falar. Mas, depois, chego a casa e vejo a Oprah a entrevistar uma senhora que sofreu um ataque e ficou com a cara completamente desfigurada, sem olhos, nariz, boca e mãos, que vive cada dia com uma força infinita, e que um dos seus maiores desgostos é estar-se a aproximar o baile de finalistas da filha e não poder ajudar a escolher o vestido, e penso que não vale a pena falar de jovens que não dão valor ao que têm ou de pais super-protectores, pois são casos destes que me fazem repensar a vida e dar valor aquilo é realmente importante: a família, os amigos e a saúde! Tudo o resto, defeito ou feitio, a vida tratar-se-á de encontrar o caminho mais apropriado.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Eládio Clímaco assessor de Sócrates

A 6 de Novembro do ano transacto, dizia o apresentador de televisão ao jornal Sol: «julgo que Sócrates vai procurar ser mais dialogante» e não é que o Primeiro-Ministro depois diz mesmo "diálogo" e "dialogar" quase 20 vezes num só discurso? Será esta uma versão dos Jogos Sem Fronteiras da Política?

sexta-feira, janeiro 08, 2010

terça-feira, janeiro 05, 2010

A beleza relativa dos filhos

Andava agora a vaguear pelo facebook quando reparei nas novas fotos de família de uma “amiga”, que, obviamente, só tem comentários a dizer que os filhos são lindos. Será que não há ninguém que ache que há bebés feios? Que me desculpem os pais mais babados, onde eu me incluo, mas eu acho que há bebés menos bonitos, digamos assim. Eu própria, quando vejo as primeiras fotos da Carolina, que na altura me pareceu a bebé mais linda do mundo, acho que ela não era muito bonita. Cada vez que olho para ela, acho-a linda, linda, linda e os amigos também lhe tecem elogios, mas será que não há alguém que não a ache assim tão bonita e tenha coragem de dizer? A “amiga” do facebook que me desculpe, mas os filhos dela não são nada bonitos. Não lho vou dizer, mas também não vou dizer o contrário só para a deixar feliz, até porque para os pais os filhos são sempre lindos e não devia ser preciso que alguém nos confirmasse aquilo que sentimos, como se fosse necessária prova.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Quanto custa responder a um e-mail?

Os mais velhos poder-se-ão queixar de artroses. Os mais novos de falta de pachorra. E os colegas, supostos profissionais, com quem partilhamos o dia-a-dia e tarefas para as quais é imprescindível obter respostas? E, mesmo sem ser colegas de trabalho, o que dizer daqueles que nos mandam e-mails de boas novas, que nos fazem perguntas, às quais respondemos com novo rol de perguntas, e ficamos sem resposta? Irrita-me que não me respondam, que a seguir me vejam e não me digam nada ou, pior ainda, que de seguida me mandem e-mails sem o mais pequeno interesse. E assim dou as boas-vindas a 2010, a refilar. Assim sou eu! Um bom ano para todos os que ainda aqui vêm apesar da desolação.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Cobranças difíceis

Não sou de ódios e, parafraseando a minha querida Diana Ralha, sou boa pessoa. Confesso que há coisas que me tiram do sério, mas esqueço-as quase à mesma velocidade do quanto me afectam na altura. Em tempos, e se calhar até é isso que estou a fazer neste preciso momento, ficava a remoer nos assuntos, como quando amigos me dizem que foram os últimos a ligar, portanto que ficam à espera que o próximo telefonema seja meu; ou como quando me dizem que estou estranha e distante, quando sou eu que convido e não recebo resposta ou apareço e ninguém retribui a visita. Enfim… são assim alguns dos meus amigos. Os outros ficam felizes mesmo quando depois de anos sem falarmos pessoalmente, ou sequer ao telefone, bastando dar sinais de que estamos vivos mandando e-mails estúpidos, há um telefonema a saber das novidades. Acho que já aprendi a respeitar o espaço dos outros e a “perdoar”, portanto se querem saber de mim ou se acham que não digo nada há muito tempo façam o favor de me ligar, ao invés de me julgarem ou criticar. Tenho dito!

domingo, maio 17, 2009

Importa-se de repetir?

- Já reparou que faz umas caretas com a boca que não ficam bem na televisão?
- Já me chamaram a atenção. A própria SÁBADO chamou a atenção para isso de forma muito impressiva. São expressões menos felizes que procurarei corrigir.

Extraído da entrevista de Pedro Passos Coelho à Sábado de 15 de Maio.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Adeus

Estava um dia solarengo, como tantos outros, e decidimos ir fazer um piquenique às Ribeiradas. A menina Luzinha foi tomar conta de nós. Corremos, subimos a árvores, saltámos o rio e parámos para comer uma sandes de fiambre e beber um Trinaranjus de maçã. Numa outra ocasião em que só o sítio mudou, partilhámos a garrafa do sumo e foi assim que apanhei herpes pela primeira vez. Mas dessa vez, nas Ribeiradas, provavelmente nos dias antes terá chovido, havia umas quantas poças de água, que davam mais a sensação de serem pequenos poços do que outra coisa menos profunda. E eu, que já na altura tinha os meus laivos de maldade, zangada porque me tinhas dito qualquer coisa que não gostei, empurrei-te para dentro de um desses pequenos poços. Escusado será dizer que a menina Luzinha foi a correr puxar-te, que ficaram as duas cheias de lama e erva e que fomos recambiadas para casa.
Esta é apenas uma das histórias que mantenho mais viva da nossa infância, mas há tantas outras, como as sessões de filmes do Hitchcock a que assistíamos à sexta à noite, antes dos meus pais me irem buscar; as cartas de amor que escrevemos quando andávamos na 1ª classe e que ainda hoje a tua mãe guarda religiosamente; aquela outra vez em que também me zanguei contigo e saí atirando-te com as fitas da porta à cara, deixando marca; as peripécias já no secundário, como aquela vez que a Leonor caiu e eu só me preocupei porque ela levava a minha pasta dos trabalhos de Educação Visual na mão; as idas à praia no fim-de-semana; a tua irmã que hoje está uma mulher e pouca diferença se nota entre nós, e que na altura era quase como uma boneca para nós; o teu e o meu casamento.
E ontem, com a mesmíssima idade do meu pai, o teu morreu. E é nestas alturas, que nunca se sabe o que dizer, que dou por mim a reviver todas estas histórias e a pensar no quanto as nossas vidas tomaram rumos tão diferentes, mas que ainda assim nos une a amizade que nos permitiu crescer juntas e ter tantas histórias para contar aos filhos.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Reparos

O despertador tocou uma, duas e três vezes. Esta é a vantagem de quem tem a mania de chegar sempre antes de todos. Mas hoje não me apetecia. À medida que a semana chega ao fim, também a vontade de me levantar da cama diminui. De manhã não li, mas ainda encontrei consolo na música. Agora nem isso me apetece. Ao longo da viagem mantenho todos os sentidos em alerta. Reparo no miúdo com ar de rufia que anda de luva, ainda que de lã, e bola de basebol na mão. Na mulher que acabou de vir do cabeleireiro e que agora retoca os lábios com um rosa mortiço. No homem magro, magro, que veste todo de ganga, sendo as calças à boca-de-sino. No casal de amigos, eventualmente tornar-se-ão namorados, que seguem em direcções opostas. Nos dois cegos que se cruzam enquanto pedem esmola. Na rapariga que usa uma camisola polar e chinelos. No grupo de homens que trocam receitas de folhados de salsicha e comentam que o mel combina com tudo. Na velhota que atende o telemóvel e comenta que se esqueceu de sair na paragem certa. No doido que percorre o apeadeiro a chamar a atenção dos mais incautos para não pisarem a linha amarela. Na máquina de pipocas que me faz ficar sempre tentada. Na senhora que vai a mascar pastilha elástica de boca aberta. No jovem militar de olhos lacrimejantes. Nos avós que devem ter ido passear com a neta e agora regressam a casa. E em mim, quantas pessoas estarão a reparar?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Já dizia Gabriel García Márquez

«... e nada para os pobres, claro, porque esses hão-de estar sempre fodidos que no dia em que a merda tiver algum valor os pobres hão-de nascer sem cu...»
in O Outono do Patriarca

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Não sei falar de amor

Podia dizer que não me lembro da última vez que aqui escrevi, mas a data ali em baixo diz-me quando foi. No entanto, posso dizer que me parece que foi à uma eternidade.
Desde Outubro, aliás, desde Agosto, do ano passado que a minha vida mudou. No espaço de um ano engravidei, fui despedida, fui readmitida, fui deixada ao abandono, sozinha numa sala, durante cinco meses, a minha filha nasceu e troquei de emprego. Parece que nada de extraordinário aconteceu, mas a verdade é que o meu baralhar e dar de novo, agarrando na expressão de um querido amigo, é quase diário e quando acho que finalmente as coisas se começam a encaminhar, lá surge uma nova carta inesperada na manga que me faz repensar todo o jogo.
Na altura em que escrevo estas palavras ainda o faço com o sentimento de derrota, de alguém que apostou tudo o que tinha e perdeu. Ok, estou a dramatizar um pouco e o que aos meus olhos parece um dramalhão até pode ser encarado como um problema de gestão rotineiro. Sinto que ao longo dos últimos anos tenho aprendido muito e cresci ainda mais, pessoal e profissionalmente, mas às vezes ainda sinto que me estão a tirar o tapete de debaixo dos pés e nem mesmo o salto das botas de matar baratas no canto da sala - ou à saída de concertos na Torre de Belém - o consegue manter no lugar. E é nestas alturas que nasce mais um cabelo branco, aparece mais uma ruga e começa uma nova dor de barriga. É também nestas alturas que penso, ainda que por um nanosegundo, mais valia ser funcionária pública. Mas depois apanho vento na mona, escrevo, falo e tudo acaba por se compor. Pelo menos assim o espero...

http://www.deolinda.com.pt/
Entrar e ouvir o tema que dá título ao post

terça-feira, dezembro 30, 2008

2009


Sorrir não custa nada e ainda ginasticamos os músculos faciais. Portanto, é a partir desta imagem que formulo os votos para 2009: que seja um ano afiançado em sorrisos e, porque às vezes também não nos custa assim tanto, com alguma solidariedade à mistura.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Lobo Antunes diz que os livros são indecentemente caros

Gosto dele, é um facto. Custou-me a ler D’este viver aqui neste papel descripto, mas gosto das crónicas. Creio que me “apaixonei” por ele com a primeira crónica que escreveu depois de lhe ter sido diagnosticado cancro. Definitivamente tenho de o ler mais.
Mas hoje, ao ler
esta notícia no Diário de Notícias, fiquei um bocadinho desgostosa. Diz o senhor que os livros são «indecentemente caros». Até aqui estamos de acordo. Mas depois diz que não baixa a sua margem, de 17%, pois «se os outros não o fazem, não vou ser eu a fazê-lo». Que tal dar o exemplo? Se ainda por cima o dinheiro «foi para as miúdas», é porque não lhe deve fazer tanta falta. Sendo ainda mais malvada, se está com receio de não conseguir acabar o próximo livro, então, definitivamente, é porque não precisa do dinheiro.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Ler devagar

Demorada como sou a ver os e-mails, provavelmente, vou aqui transcrever uma coisa que há muita circula na net e que toda a gente já viu, mas, ainda assim, prefiro passá-la para aqui a deixá-la cair no esquecimento.

Se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora: alguém acredita que a Zita Seabra para o António Peres Metello?

quarta-feira, junho 18, 2008

D’este viver aqui neste papel descripto

Não tenho memória de ter demorado tanto tempo a ler um livro, mas a persistência – ou teimosia, como quiserem chamar – acabou por falar mais alto. Tendo crescido a remexer nas caixas de alumínio que a minha mãe guardava no roupeiro da sala, onde víamos televisão ainda a preto e branco, onde estavam as cartas que os meus pais trocaram quando ele esteve em Angola, assim que soube deste livro acrescentei-o à lista dos ‘a comprar’. No entanto, e apesar daquele lado voyeurista que todos devemos ter, não gostei muito. Até que ponto vale a pena expor assim o amor, mas também o sofrimento? Até que ponto aquela história de amor, e todas as outras, não é íntima e pessoal, digna de ser apenas conhecida e partilhada pelos protagonistas e pela família e amigos e não por toda a gente que lê, e aqui novamente o factor voyeurismo, e que tem o gostinho especial de saber da vida dos outros e das suas desgraças?
Ainda assim, e de entre tantas outras coisas que agora recordo ao percorrer as páginas com os cantos dobrados, achei curiosas as referências a 2000. Num aerograma de Maio de 71, António Lobo Antunes fala no, na altura longíquo, ano de 2000, altura em que a sua filha, ainda por nascer, teria 29 anos. Apesar de ter lido estas cartas no ano passado, dei por mim a recuar no tempo e a lembrar-me da agitação que se vivia com a entrada no novo século, e parece que ainda foi ontem...
Em jeito de despedida, duas citações retiradas do livro que dão para ter uma pequena ideia da genialidade - ou mau feitio, como quiserem chamar – deste grande senhor.
«Lembro-me das histórias que fazia nos livros de capa de oleado das contas da minha mãe, da imensa diarreia de poemas que comecei a fazer a partir dos 13 anos. Por isso, quando digo «se este não prestar não faço mais nada» estou a rir-me de mim próprio. Sei bem que de qualquer modo e qualquer que seja a minha categoria (convém pensar que é a maior) hei-de escrever enquanto essa necessidade inadiável existir comigo.»

«Pode não se gostar do meu modo de escrever, do excesso, talvez, de adjectivos e de advérbios, de enumeração paralela. Pode preferir-se mais concisão. Detestar o absurdo, sei lá. Tudo. A verdade é que este modo é o meu, e me agrada, a mim, ler-me.»

segunda-feira, maio 19, 2008

A imparcialidade que se espera de um jornalista

Ontem não se falava de outra coisa que não fosse a final da Taça, entre o Sporting e o Porto. Eu, fervorosa adepta de outra coisa qualquer que não seja futebol, perante os berros que me chegavam vindos da sala, por duas ou três vezes, fui impelida a espreitar como estava a decorrer o jogo. E dessas poucas vezes que o fiz, deparei-me com comentários como «não é à terceira, é à primeira que se deve mostrar o cartão amarelo», referente a um lance em que supostamente o Derlei o merecia, e «golo com muita, muita sorte à mistura». O seu autor? O jornalista Nuno Luz. Não era suposto, pelo menos, o jornalista tentar ser isento? Não sei porquê mas nunca fui muito à bola com este Nuno Luz…

terça-feira, abril 29, 2008

Jornais vs Internet

Ontem comprei o Público. O motivo? A entrevista a António Cunha Vaz. Entrevista à parte, dou por mim a pensar como é que ainda há quem compre jornais. Não é pelos 0.90€ que o jornal custa, mas sim pelas notícias que traz. Sendo do ramo é quase pecaminoso fazer este tipo de afirmações, mas a verdade é que hoje em dia encontramos (quase) toda a informação online, e de forma gratuita. Há alguns anos rendi-me à “obrigação” de comprar o Expresso, como se voltasse aos tempos colegiais, em que se não tivesse uma camisola da marca X ou umas calças Y não podia pertencer àquele grupo, mas a maior parte das vezes vão-se acumulando, semanas após semanas, em cima da mesa da sala, e nem mesmo o facto de ser o semanário de eleição dos portugueses me faz entender o porquê de ainda se comprarem jornais e de eu própria os comprar. Tirando a situação de ontem, em que saiu um artigo que realmente me interessava, todas as outras notícias foram faladas pelos outros jornais e podiam ser encontradas nas edições online, portanto, para quê estarmos a gastar dinheiro em algo que podemos ter gratuitamente?