O meu canto é o meu espaço, onde vou dar a conhecer um pouco de mim, onde me vou libertar ou tão só refugiar
terça-feira, março 25, 2008
E porque sonhar faz bem…
Para aqueles que vão ficar à espera que a sorte grande me bata à porta, fiquem a saber que nem jogo. Mas sonhar, sonho!
terça-feira, março 18, 2008
Queres ter positiva a inglês e matemática? Vai para NY*
Já aqui falei, não sei onde, mas creio ter falado, da diferença da educação escolar do meu tempo, ou do dos meus pais, e dos dias de hoje, em que parece se passou de um extremo para outro. Reguadas, puxões de orelha e vergastadas eram o que mais havia, enquanto agora nem uma palmada se pode dar. A caminharmos para esta situação nova-iorquina qualquer dia teremos as crianças a açoitar os professores, que serão obrigados a dar-lhes boa nota só para receberem uns trocos.
Notícia aqui
* e eu que nunca fui grande aluna a matemática e poderia ter aqui a oportunidade de estudar fora e transformar-me num ás...
sexta-feira, março 14, 2008
Nem Deus lhes abriu os olhos

Ainda ontem me dei ao trabalho de mandar um e-mail ao editor do Portugal Diário a dar conta de erros de falta de revisão em cinco notícias, e havia mais...
Irrita-me isto! Uma pessoa aqui a querer fazer carreira como revisora e ninguém vê.
terça-feira, março 11, 2008
O destino*
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade quando, um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico, gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer...
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham-se acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o director-geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que comi o desgraçado que servia o cafezinho estraguei tudo!
* ou a vontade de querer acreditar que há dias em que tudo faz sentido e que não podia encontrar palavras mais “sábias”
segunda-feira, março 10, 2008
TMN patrocina novo formato de Big Brother
Agora, como se este fado que me persegue quase diariamente, não fosse eu esquecer-me constantemente de passar na caixa a levantar a notinha, não bastasse, também a TMN anda a fazer das suas, conseguindo a proeza de me irritar profundamente com os seus serviços inovadores.
Então não é que agora quando tentamos ligar para outro TMN que está desligado, quando o mesmo volta a estar operacional, recebemos um sms a dizer que o número que tentámos contactar já está acessível e para ligarmos só precisamos carregar no ok? Chamam-lhe eles: serviço Contacto Disponível, mas a mim soa-me mais a Controle-quem-você-quiser-a-qualquer-momento-do-dia-e-da-noite.
Um doce
quarta-feira, março 05, 2008
Depois da solidão, a morte
“O que Jesus deixou de melhor no Mundo foi a morte, porque vai o rico e o vai o pobre.”
Mariazinha das Sócias, vendedora de legumes no Bolhão, em entrevista à Única de 1 de Março.
Estação do Pinhão vira museu
segunda-feira, março 03, 2008
Broche de pino
Para quem como eu, que não sou grande apreciadora de poesia e tenho uma grande falha a nível de literatura portuguesa, não conhece a vida e obra de Luiz Pacheco, editor, escritor e revisor, entre tantos outros empregos, falecido no início deste ano, sugiro a leitura da última entrevista que deu ao Sol, onde se podem ler pérolas como estas:
«Com a Maria do Carmo tive dois filhos. Ela levou-me à Macieira, à Sertã. Cheguei lá, conheci a irmã [a menor Maria Irene], ‘Espera aí que esta não escapa’. Não escapou. A Maria do Carmo veio-se embora para Lisboa com a nossa filha, deixou-me lá com o outro pequeno e eu forniquei a irmã, que ficou grávida. Vim para Lisboa e, mais tarde, vivi com as duas no mesmo quarto.»
«Convenhamos que, ao longo da vida, o Luiz Pacheco também não se tratou muito bem.
Não, tratei-me! Fui conservado em álcool. A questão é que não havia dinheiro para grandes rambóias. Não estou taralhoco de todo. Estou é um bocadinho desmemoriado e tomo muitos medicamentos.»
A entrevista na íntegra está aqui.