
O meu canto é o meu espaço, onde vou dar a conhecer um pouco de mim, onde me vou libertar ou tão só refugiar
terça-feira, dezembro 30, 2008
2009

segunda-feira, dezembro 29, 2008
Lobo Antunes diz que os livros são indecentemente caros
Mas hoje, ao ler esta notícia no Diário de Notícias, fiquei um bocadinho desgostosa. Diz o senhor que os livros são «indecentemente caros». Até aqui estamos de acordo. Mas depois diz que não baixa a sua margem, de 17%, pois «se os outros não o fazem, não vou ser eu a fazê-lo». Que tal dar o exemplo? Se ainda por cima o dinheiro «foi para as miúdas», é porque não lhe deve fazer tanta falta. Sendo ainda mais malvada, se está com receio de não conseguir acabar o próximo livro, então, definitivamente, é porque não precisa do dinheiro.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Ler devagar
Se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora: alguém acredita que a Zita Seabra para o António Peres Metello?
quarta-feira, junho 18, 2008
D’este viver aqui neste papel descripto
Ainda assim, e de entre tantas outras coisas que agora recordo ao percorrer as páginas com os cantos dobrados, achei curiosas as referências a 2000. Num aerograma de Maio de 71, António Lobo Antunes fala no, na altura longíquo, ano de 2000, altura em que a sua filha, ainda por nascer, teria 29 anos. Apesar de ter lido estas cartas no ano passado, dei por mim a recuar no tempo e a lembrar-me da agitação que se vivia com a entrada no novo século, e parece que ainda foi ontem...
Em jeito de despedida, duas citações retiradas do livro que dão para ter uma pequena ideia da genialidade - ou mau feitio, como quiserem chamar – deste grande senhor.
«Lembro-me das histórias que fazia nos livros de capa de oleado das contas da minha mãe, da imensa diarreia de poemas que comecei a fazer a partir dos 13 anos. Por isso, quando digo «se este não prestar não faço mais nada» estou a rir-me de mim próprio. Sei bem que de qualquer modo e qualquer que seja a minha categoria (convém pensar que é a maior) hei-de escrever enquanto essa necessidade inadiável existir comigo.»
«Pode não se gostar do meu modo de escrever, do excesso, talvez, de adjectivos e de advérbios, de enumeração paralela. Pode preferir-se mais concisão. Detestar o absurdo, sei lá. Tudo. A verdade é que este modo é o meu, e me agrada, a mim, ler-me.»
segunda-feira, maio 19, 2008
A imparcialidade que se espera de um jornalista
terça-feira, abril 29, 2008
Jornais vs Internet
quarta-feira, abril 23, 2008
Com tanta coisa interessante aqui…
Entretanto aproveito para vos dizer que tenho um novo entretém: Herrar é umano
sexta-feira, abril 04, 2008
terça-feira, março 25, 2008
E porque sonhar faz bem…
Para aqueles que vão ficar à espera que a sorte grande me bata à porta, fiquem a saber que nem jogo. Mas sonhar, sonho!
terça-feira, março 18, 2008
Queres ter positiva a inglês e matemática? Vai para NY*
Já aqui falei, não sei onde, mas creio ter falado, da diferença da educação escolar do meu tempo, ou do dos meus pais, e dos dias de hoje, em que parece se passou de um extremo para outro. Reguadas, puxões de orelha e vergastadas eram o que mais havia, enquanto agora nem uma palmada se pode dar. A caminharmos para esta situação nova-iorquina qualquer dia teremos as crianças a açoitar os professores, que serão obrigados a dar-lhes boa nota só para receberem uns trocos.
Notícia aqui
* e eu que nunca fui grande aluna a matemática e poderia ter aqui a oportunidade de estudar fora e transformar-me num ás...
sexta-feira, março 14, 2008
Nem Deus lhes abriu os olhos

Ainda ontem me dei ao trabalho de mandar um e-mail ao editor do Portugal Diário a dar conta de erros de falta de revisão em cinco notícias, e havia mais...
Irrita-me isto! Uma pessoa aqui a querer fazer carreira como revisora e ninguém vê.
terça-feira, março 11, 2008
O destino*
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade quando, um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico, gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer...
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham-se acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o director-geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que comi o desgraçado que servia o cafezinho estraguei tudo!
* ou a vontade de querer acreditar que há dias em que tudo faz sentido e que não podia encontrar palavras mais “sábias”
segunda-feira, março 10, 2008
TMN patrocina novo formato de Big Brother
Agora, como se este fado que me persegue quase diariamente, não fosse eu esquecer-me constantemente de passar na caixa a levantar a notinha, não bastasse, também a TMN anda a fazer das suas, conseguindo a proeza de me irritar profundamente com os seus serviços inovadores.
Então não é que agora quando tentamos ligar para outro TMN que está desligado, quando o mesmo volta a estar operacional, recebemos um sms a dizer que o número que tentámos contactar já está acessível e para ligarmos só precisamos carregar no ok? Chamam-lhe eles: serviço Contacto Disponível, mas a mim soa-me mais a Controle-quem-você-quiser-a-qualquer-momento-do-dia-e-da-noite.
Um doce
quarta-feira, março 05, 2008
Depois da solidão, a morte
“O que Jesus deixou de melhor no Mundo foi a morte, porque vai o rico e o vai o pobre.”
Mariazinha das Sócias, vendedora de legumes no Bolhão, em entrevista à Única de 1 de Março.
Estação do Pinhão vira museu
segunda-feira, março 03, 2008
Broche de pino
Para quem como eu, que não sou grande apreciadora de poesia e tenho uma grande falha a nível de literatura portuguesa, não conhece a vida e obra de Luiz Pacheco, editor, escritor e revisor, entre tantos outros empregos, falecido no início deste ano, sugiro a leitura da última entrevista que deu ao Sol, onde se podem ler pérolas como estas:
«Com a Maria do Carmo tive dois filhos. Ela levou-me à Macieira, à Sertã. Cheguei lá, conheci a irmã [a menor Maria Irene], ‘Espera aí que esta não escapa’. Não escapou. A Maria do Carmo veio-se embora para Lisboa com a nossa filha, deixou-me lá com o outro pequeno e eu forniquei a irmã, que ficou grávida. Vim para Lisboa e, mais tarde, vivi com as duas no mesmo quarto.»
«Convenhamos que, ao longo da vida, o Luiz Pacheco também não se tratou muito bem.
Não, tratei-me! Fui conservado em álcool. A questão é que não havia dinheiro para grandes rambóias. Não estou taralhoco de todo. Estou é um bocadinho desmemoriado e tomo muitos medicamentos.»
A entrevista na íntegra está aqui.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
À beira de um precipício só há uma maneira de andar para frente: é dar um passo atrás*
Agora leio uma notícia que diz que a ‘Estradas de Portugal abriu programa de incentivos para trabalhadores saírem da empresa’. E ainda ontem vi dados que davam conta que existem 112 idosos por cada 100 jovens. Alguém me consegue dizer para onde estamos a ir?
* frase de Michel de Montaigne
Hoje acordei assim...
It's hotter than July
Though the world's full of problems
They couldn't touch us even if they tried
From the park I hear rhythms
Marley's hot on the box
Tonight there will be a party
On the corner at the end of the block
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Em mudanças
Antes, era assim:

Nada como a sinceridade
Estou a semanas de uma Estreia Mundial! E nestas alturas o que me passa pela cabeça é: Como posso promover os espectáculos? E a condicionante é: tem que ser uma promoção que não custe dinheiro.
Podia tentar andar pelas ruas, vestido somente de lycra cor de rosa a gritar: Pedro Tochas no Teatro da Trindade!!!! NÃO PERCA!!! Podia passar a mensagem errada...
Podia tentar fazer alguma coisa para aparecer nas revistas, tipo: Casar-me com uma princesa Sueca. Esta forma de promoção tem alguns problemas técnicos. Primeiro, ninguém quer casar comigo, quanto mais uma princesa Sueca; Segundo, nem sei se a Suécia tem uma princesa em idade casadoira.
Só me resta uma solução, podia pedir ajuda às pessoas que gostam no meu trabalho. Por isso estou a pedir ajuda a todos os que recebem o Tochas News... como tu que... AJUDA-ME!!!!!!!!! A ajuda que peço não é para dar uma ninhada de cães, não é para pedir sangue ou mesmo para ajudar na transferência de dinheiro de África para a Europa.
Eu só quero ajuda na divulgação destes espectáculos. Caso os 3 dias no Teatro da Trindade esgotem, deixam-me fazer mais um dia extra.
Respondendo a uma questão que me colocaram durante a temporada do "Work in progress" no Casino Lisboa: "Porque não fazes mais espectáculos em salas?" A resposta é: porque não consigo público para mais. Desta vez podes dar uma ajuda e pode haver mais espectáculos meus em salas.
(neste caso, mais um!!)
Ajuda como quiseres:
um post num blog;
um post num fórum;
uma carta para um jornal;
um artigo numa revista, jornal ou site;
ou simplesmente, aconselha um amigo ou amiga a ir aos meus espectáculos, porque não há nada mais forte que o passa palavra.
Notícia adequada ao dia
Não sei de quem terá partido esta ignóbil ideia, mas parece-me que, independentemente do que se diz muitas vezes, não podes viver com eles, mas também não poderemos viver sem eles. Mas isto sou eu…
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Socorro! Vamos morrer à sede
Depois de sabermos, pelos mais diversos estudos científicos, que o consumo de vinho só é benéfico quando ingerido moderamente, que o consumo de cafeína pode duplicar a probabilidade de abortos ou aumentar o nível de glicose nos diabéticos, entre tantas outras maleitas, que a ingestão de sumos de frutas naturais pode levar a um excesso de frutose, só nos faltava não poder beber água à nossa vontade também...
Britânico morre após beber água em demasia
Há ainda os que dizem que beber leite também faz mal :PE depois os que dizem que beber urina ajuda a prevenir ou curar doenças, aumentar a beleza ou limpar o interior do organismo.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Conversas de circunstância
- Ela já não vai nada para nova.
- Que idade é que ela tem?
- 38...
A conversa de hoje ao almoço tem mesmo de vir para aqui.
- Então e ainda não criaste um blogue?
- Tenho um para pais babados.
- Não, daqueles revolucionários?
- Não, já me deixei disso...
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
A vantagem de ler jornais atrasados
A 26 de Janeiro de 2008, Correia de Campos explica, em entrevista ao Expresso, que não lhe passa pela cabeça sair do Governo e que vê em cada momento de crise uma oportunidade de explicar aos portugueses o que anda a fazer no Ministério. Bastaram apenas três dias, três, para este senhor mudar de ideias.
De que outra forma pessoas como eu, que têm falta de capacidade de armazenamento cerebral, poderiam desfrutar destas pérolas? E eu que já me tinha abstido de tecer considerandos à entrevista que o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa deu à Sábado, por altura da campanha eleitoral, em que afirmava que distribuiria pelouros pelos vereadores, pois já tinha passado por uma situação idêntica quando se candidatou à Câmara Municipal de Loures, ficou em 2.º lugar (creio) e se manteve durante dois anos sem fazer nada. Direi eu, que para além da fraca capacidade de reter informação que não interessa a ninguém ainda sou má-língua, que para fazer o que tem feito na capital melhor seria que também aqui ficasse em 2.º.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
O mestre zen e o rapaz de 14 anos
Diálogo retirado de Jogos de Poder, baseado em factos verídicos que contam como os EUA financiaram a guerra do Afeganistão contra a União Soviética. Aconselhável a quem gosta de história, política e negócios feitos nos bastidores. Tom Hanks ao seu melhor nível. Um galã que nem com a idade perde qualidades.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Ver o mundo pelos olhos de uma criança. Sem os arrancar, claro…
No primeiro post deste ano, ele fala do seu prato preferido e às tantas sai-se com esta: As minhas comidas preferidas são muitas, mas a melhor de todas é o bife com batatas fritas. Às vezes também como um ovo de cavalo no bife. Os ovos de cavalo são pequenos, e até parecem ovos de galinha. O cavalo, tão grande, ter um ovo tão pequenino é para mim um mistério tão grande como a tal montanha que partiu um rato. Porque é que a montanha partiu o coitado do bichinho?
Às vezes seria tão mais fácil se todos olhássemos para o mundo, e para aquilo que chamamos de problemas, com a ingenuidade que uma criança o faz.
O resto do texto está aqui
sábado, janeiro 05, 2008
Leituras em atraso
Ler livros de acção, aventura e sexo faz com que o corpo gaste duas vezes mais calorias do que se estiver em repouso, diz um estudo divulgado pela BBC, que também veio publicado na Sábado de Junho. A minha pergunta é: isto também se aplica aos filmes? É que ontem fui ver Eu sou a lenda e, apesar de em 80% do filme só se ver Will Smith, a verdade é que quando os noctívagos começam a fazer das suas, de calmo aquilo não tem nada. Vale a pena ver, mas não aconselho a grávidas. ;)
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Balanço de 2007
Janeiro
O mês em que, à conta do Lisboa-Dakar, passei horas e horas a ler e a pesquisar tudo e mais alguma coisa sobre pilotos, equipas, resultados anteriores, objectivos, etc. Resultado: muita ansiedade e muitos nervos, que acabaram numa noite de choro. O mês em que, ainda à conta do Dakar, me levantei às 6h da manhã de um sábado para ficar horas a fio agarrada ao computador e ao telemóvel a acompanhar uma transmissão online, gastei o saldo do telemóvel com sms e o que me salvou foi o telefone de casa.
(Este ano não há Dakar. Foi cancelado devido a ameaças directas feitas à organização, depois de na Mauritânia terem sido mortos uns turistas. Fui almoçar perto do IPO, entre o Jardim Zoológico e Sete Rios, zona prolífera em hotéis, e foi desolador ver os carros, camiões e pilotos a fazerem fila para entrar nas garagens e estacionar onde houvesse um buraquinho.)
Fevereiro
Fui ao teatro ver uma peça de que não gostei particularmente. No entanto, consegui não fazer uma crítica muito má aqui.
Acolhi um estagiário que só trabalhou um dia.
Fui ver os Stomp.
Comprámos um portátil que mal usamos…
Março
Entre filmes que adorei, reuniões, Meia-Maratona, conferências, tentativas de me armar em Teresa Guilherme, a casamenteira, pouco ou nada se passou que valha a pena declarar.
Abril
Depois de começar a ver luzes piscarem constantemente e de as dores de cabeça e tonturas se terem apoderado de mim, este mês ficou marcado pelos tratamentos ortópticos (à vista) quase dia sim dia sim. O relatório está pronto desde Outubro… alguém pode passar na CUF Descobertas a buscar? ;)
Abriu o Túnel do Marquês e, depois de em 2005, o ter visitado ainda todo lamacento, desta vez voltei a ter uma visita guiada, com quem percebe do assunto, exclusiva.
Maio
Fiz um curso de maquilhagem. Pode parecer uma coisa fútil, mas acreditem que este não foi um grande passo para a humanidade, mas foi-o para mim.
Creamfields e City Chase, dois eventos marcantes.
Junho
O Robert de Niro veio a Portugal e eu fui fotografá-lo! Os Rolling Stones vieram a Lisboa e eu fui vê-los!
Julho
Rodrigo Leão nos jardins em frente à Torre de Belém. Gala das 7 Maravilhas do Mundo. Wraygunn no Santiago Alquimista. Xutos & Pontapés em Loures.
Agosto
Praia, praia e mais praia. Nunca Agosto foi tanto um mês de praia como este ano. Terá sido por isso que foi neste mês que engravidei?
Concerto da Mariza em Óbidos – o mais lindo espectáculo musical a que já assisti até hoje.
Setembro
Cancun. México. Iguanas. Piscina. Iguanas. Praia. Iguanas. Sol. Iguanas. Calor. Iguanas. Tchichen Itzá. Iguanas. Tulum. Iguanas.
Outubro
O mês em que a nossa vida mudou: no dia 10, o teste de gravidez deu positivo! Tudo o resto passou para 2.º plano.
Novembro
Em menos de meia-hora conseguiram assaltar-nos a carrinha. Estava num local isolado? Não? Estavam pessoas dentro de uma caravana estacionada mesmo ao lado? Sim! A polícia fez alguma coisa? Não!
Concerto da Mariza no Pavilhão Atlântico – depois de Óbidos, um fiasco.
Dezembro
Foi assinado o Tratado de Lisboa, o que quer que isso signifique para nós… mas fica sempre bem o registo de um acto (simbólico) tão importante para o país.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Seguir os sonhos
Escrever é algo que gosto de fazer. No ano passado, tinha-me resolvido, depois da planta e do animal, a escrever um livro. Ainda não foi dessa e também não sei se será desta. Conhecedora da minha faceta de escritora, em tempos, a propósito de um concurso de contos de terror, a minha irmã incitou-me a participar. Depois de, em 2005, ter participado no concurso Desafio: Criar!, da Coolbooks, e de até ter sido distinguida com a Menção Honrosa, para este concurso já me devia sentir mais à vontade. A verdade, porém, é que já na altura não gostei do conto que escrevi, muito pessoal, e desta vez escrever um conto de terror também não me seduziu. Começar, dizem alguns autores, é o mais difícil. Eu concordo. No entanto, comecei o conto mas não lhe dei seguimento. Agora que estou a passar o ano que passou em revista, deixo aqui o curto início do que poderá ser uma bela história. Se andar por aí algum escritor e o quiser usar, sinta-se como em casa!
Do cimo da escada um som quase inaudível. O vento não se ouve, mas as folhas da laranjeira teimam em chocar contra a janela do quarto, enfeitada com os linhos da D. Virgínia. Cá em baixo, só o som da televisão e do teu roncar, acentuado pela crise de sinusite que sempre te ataca nesta altura do ano. Mas não são só as flores que pintalgam o jardim, dando-lhe um novo colorido.