O meu canto é o meu espaço, onde vou dar a conhecer um pouco de mim, onde me vou libertar ou tão só refugiar
quinta-feira, dezembro 20, 2007
se quiseres voltar, o caminho é maior do que ir em frente
A entrevista está aqui
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Dá que pensar
Escrito por Fernando Pessoa, em 1926, mas a verdade é que continua tão actual como na altura...
terça-feira, dezembro 18, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
são só boas notícias
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Sendo assim, deixa-me ir contratar alguém que me alargue a chaminé. Ou será que o fabuloso automóvel vem do novo stand que abriu mesmo em frente à minha porta e que faz com que todos os dias tenha de fazer quatro ou cinco manobras para conseguir tirar o meu chaço da garagem?
Também é sempre bom saber que, para além de ter nascido numa ambulância que trazia um miúdo com uma perna partida e que assistiu a tudo, vim de rabo virado para a lua.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Blogue livre de fumo
Proibição total do fumo na restauração
e
Tabaco aumenta 30 cêntimos
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Tudo o que uma castanha contém*
Pormenores
terça-feira, dezembro 04, 2007
Simpatia a qualquer custo
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Burger King vs Viva Fit
quarta-feira, novembro 28, 2007
O Natal e as reuniões de família
Numa perspectiva não médica e mais próxima da minha realidade, partilho deste deprimente estado que normalmente me assola nesta altura natalícia. Sempre me lembro de o Natal ser passado em casa dos meus pais, mas nunca houve a tradição do jantar de bacalhau com couves. A família reunia-se toda ao almoço de dia 25, depois de uma noite sem sabor, sem calor, em que se abriam as prendas umas atrás das outras sempre na esperança que a próxima fosse aquela que mais se assemelhasse ao que alguma vez sonhámos, e nos íamos deitar até ao dia em que o melhor momento era estrear roupa e nos juntávamos com os primos, que traziam mais umas prendinhas de obrigação. Quando comecei a namorar, comecei a ter o tradicional jantar em casa dos actuais padrinhos de casamento, com muita família, mas era a dele, e um monte de rostos que me eram familiares, mas que nada me diziam. No entanto, este foi um ritual de pouca dura, porque, como se costuma dizer: zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades, e acabei por ficar sem o jantar outra vez, até que nos últimos anos o faço sozinha em casa com o meu mais-que-tudo. Sim, é triste. Continua a não ter aquele quente nem aquele sentimento propício à época, mas pelo menos estou na minha casa, janto o que me apetece, não faço sala com ninguém, abro as prendas quando me apetecer e vou-me deitar sem esperar que o Pai Natal chegue. E é egoísta também, reconheço. Tem sido assim nos últimos anos e parece-me que é um hábito que se vai manter. Em alternativa, o Dia de Natal continua a ser aquela estopada, como se fosse mais um domingo em família, em que se bebem uns copos a mais, em que as discussões são inevitáveis e acabam sempre da mesma maneira: cada um para seu lado. É assim que vivo o Natal e é assim que tenho a certeza que não quero que os meus filhos o vivam.
A única prenda que me recordo ter amado foi a minha primeira bicicleta, uma BMX vermelha e amarela que os meus pais me ofereceram nos anos. Estava em plena cozinha do restaurante, tapada com um cortinado e nem a vi. Foi a puta (palavra escolhida a dedo tendo em conta a época de harmonia e fraternidade) da emoção quando a destapei.
terça-feira, novembro 27, 2007
15 professores agredidos em 43 dias
Apartes que não têm (necessariamente) a ver – e depois vê-se um professor de música no 'Sabe mais que um miúdo de 10 anos?' que não sabe se paralisar se escreve com 's' ou com 'z'.
Apartes que não têm (necessariamente) a ver II – apesar de nos últimos tempos ter falado muito mais com os meus amigos e de estar a passar por uma fase extremamente feliz, a verdade é que nem isso me leva a escrever. E se em tempos as palavras não me saíam da cabeça e a vontade de escrever e opinar sobre tudo e mais alguma coisa era apenas retraída pela falta de tempo, agora nem na cabeça elas andam. Quer isto dizer que anda uma corrente de ar nunca antes vista nesta mente iluminada, que por um lado só pensa na sua gravidez (para quem não sabia e a quem possa interessar) e, por outro, não deixa de pensar, com algum receio, devo admiti-lo, no futuro.
segunda-feira, novembro 12, 2007
O calado vence sempre
terça-feira, outubro 30, 2007
Pensamento do dia
Peço desculpa pelo "roubo", mas veio mesmo a calhar. Se não fosse para dizer isto, estariam a ler qualquer coisa como um relato de uma novela digna do extinto Incrível.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Então não é que sou uma formiga trabalhadora!
Se quiserem saber que bicho são, é só clicar aqui
quarta-feira, outubro 24, 2007
(não) Notícias que não compreendo
segunda-feira, outubro 22, 2007
Gato escaldado, o revisor
A primeira aconteceu no Meios&Publicidade, cujo título de uma notícia dizia ‘RTP inicia procedimentos legais contra José Rodrigo dos Santos’ e decidi comentar a notícia no sentido de dar conta do erro no nome do senhor, a pensar que os comentários seriam vistos por alguém antes de serem aprovados. No entanto, parece que todos e quaisquer comentários são bem-vindos no site, pelo que só depois de estarem visíveis para toda a gente é que são validados internamente. Como se não bastasse aparecer logo um comentário menos próprio ao funcionamento do jornal, viram-no, alteraram o título e deixaram-no ficar…
A segunda, e mais recente, aconteceu com a mensagem do presidente do Festival Sinos 2007, onde se podia ler ‘Festival Internacional de Publicidade em Língua Poruguesa’ e ‘abrem-se, (…), prespectivas de maior eficácia’. Posto isto, lá seguiu o e-mail da praxe (a 12 de Outubro) e não é que hoje vou ver e os senhores corrigiram perspectivas e deixaram poruguesa? Ainda bem que isto é um Festival de Comunicação, porque se fosse de Culinária nem sei…

sexta-feira, outubro 19, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
Eixo Norte-Sul concluído, 20 anos depois
E não é que aqueles 4km são mesmo milagrosos? Cheguei a casa ainda antes de ter entrado no carro...
Fora de brincadeira, foi bem mais rápido sim sr.!
terça-feira, outubro 09, 2007
Simple Things*
Quando, a meio da manhã, nos lembrávamos de ir almoçar à praia e meter o dedão na água fria de Carcavelos.
Quando combinávamos estudar e passávamos o dia a comer caracóis, às compras e a ver filmes de 5.ª categoria.
Quando nem tiramos o pijama e andamos a preguiçar entre a cama e o sofá todo o dia.
Quando saímos de casa sem rumo certo, damos umas voltas e decidimos que, afinal, é melhor regressar a casa e continuar a preguiçar.
Quando ficamos, lado a lado, apenas embrenhados nos nossos pensamentos.
* título roubado ao nome do primeiro álbum dos Zero 7
sábado, outubro 06, 2007
A idade da maturidade
Acabei de entrar nos 30 e achei que a data era merecedora de registo. Depois de uma semana de introspecção, em que inevitavelmente passei a limpo o que fiz nos últimos tempos, ia a caminho de uma espécie de jantar de aniversário bastante reduzido e, pela primeira vez, apeteceu-me fazer um discurso de agradecimento aos amigos, pelas vezes que não apareci, pelas que não liguei, pelas em que apesar de estar em casa não abri a porta ou atendi o telefone. Numa vida feita de encontros e desencontros, sei que nem tudo é como queríamos, ou então, como diz o meu amigo brasileiro, estamos mal habituados, ou então, e essa é a análise que me parece mais justa: às vezes, também não nos esforçamos. Egoísmo? Não sei, mas sei que há alturas em que sou assim e só me apetece estar sozinha. Outras apetece-me estar rodeada de pessoas e elas não podem, ou estão na sua fase egoísta. Seja como for, e se a esperança média de vida for generosa comigo, ainda tenho mais cerca de 48 anos pela frente para os compensar.
E, para aqueles que não gostam de ver os anos passar, há sempre uma de duas atitudes: lamentar-se ou ver o copo meio cheio. Daqui para a frente só podemos melhorar! Ou, como dizia outro meu amigo: diz ao teu marido que ele hoje vai para a cama com uma trintona e vê o resultado!
segunda-feira, outubro 01, 2007
Fui aqui
Praia de Tulum, a última cidade Maia a ser construída

Tulum, cidade por onde os espanhóis entraram para colonizar o México
mas já voltei!
terça-feira, setembro 25, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
Mas que admiração
Se pensarmos que a maior parte das pessoas aceita de bom grado um jornal à borla – já nem falo nos folhetos do Clix, dos cartões do mestre Chibanga ou dos panfletos da nova urbanização de Telheiras, porque destes o pessoal já está um pouco saturado – evitando assim ter de gastar menos de 1€ para comprar um, e que em Agosto a maior parte destes gratuitos deixou de ser distribuído, é de admirar que no início de Setembro, com o regresso de toda a gente ao trabalho, sedentos de informação, os stocks dos postos de distribuição do novo gratuito tivessem de ser reforçados. Mas há uma série de perguntas que se podem colocar, como por exemplo: onde é que estavam colocados estes postos de distribuição? Quantos exemplares estavam em cada um? A que horas começaram a ser distribuídos? Mas estas são apenas algumas questões para as quais nem são necessárias respostas, porque está de ver que foi por aquele laranjinha que as pessoas viram logo que era o Global Notícias e desataram a correr para o ardina como se não houvesse amanhã.
É um café de azeitona para a mesa do canto, sff
Como viciada em café que sou – Olá, em sou a Maria Francisca e tenho um problema com café -, e consumidora de azeitonas quando elas vêm na travessa, não consigo perceber o interesse de ter uma azeitona a saber a café. Que me desculpem os génios que se lembraram de tal façanha, mas sinceramente: para quê?
Notícia aqui
segunda-feira, setembro 10, 2007
preguiçar*
Notícia aqui
Escrever num blogue aparece em 6.º lugar
* ou a arte de não se fazer nada quando se devia estar a trabalhar. Como eu...
quinta-feira, setembro 06, 2007
Sempre tinhas razão
estudos...
A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Cambridge University Press, que a Única resolveu noticiar. Sim, respondi afirmativamente a quase todas as questões, mas há alternativa? Sem esforço consegue-se alguma coisa? Se souberem onde digam que eu mando já o currículo. Só não prometo a mesma dedicação e emprenho, não vá a entidade empregadora ter seguro de trabalho e ainda ver o seu prémio agravado por ter um trabalhador tão esforçado.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Bem-vinda a Lisboa. Esta é a tua viagem*
E ali mesmo ao lado, quando tudo o resto não fazia sentido, mas com a teimosia a falar mais alto, uma história de altruísmo levada ao extremo. Uma vida a dois marcada pela promessa feita muitos anos antes: “antes morrer que dar-te trabalho”. Uma história que não esquecerei e que foi agora reavivada pela crónica de Inês Pedrosa, na Única desta semana, intitulada simplesmente Eduardo.
“Consola-me saber que não sofreste. Que apenas adormeceste, ao lado da mulher que amavas, depois de mais um dia feliz. Sem incomodar ninguém – como era o teu timbre. Se me pedissem uma definição humana para a suavidade, eu dizia o teu nome. Eduardo Prado Coelho.”
São estas as palavras que me transportam novamente para Alfama e para aquele casal, como eu um dia gostava de ser, que apesar dos 80 anos de idade, comemorados há tão pouco tempo, mantinham aquele brilho nos olhos que temos quando falamos dos que amamos, a admiração de cada dia juntos, de mais uma descoberta, mais uma surpresa, mais um carinho, …, e penso na “estranha” morte de Prado Coelho. Depois da doença, tão noticiada e acompanhada, uma morte não esperada, nem tão pouco explicada (tanto quanto sei) e as palavras “Consola-me saber que não sofreste. Que apenas adormeceste…” a ecoar-me na cabeça e a lembrar-me do dia em que cheguei e o Nuno me disse: ela morreu. A gripe que a acompanhara nos dias antes do aniversário dele fora alimentada pelo desejo de que tudo corresse bem, afinal era uma dupla comemoração: o seu aniversário e a inauguração da exposição. Com o peso da idade, as gripes não perdoam e são mais difíceis de curar, mas mais que os espirros, a febre ou o mal-estar, a promessa de que não dariam trabalho um ao outro e que teriam uma última noite de paz e tranquilidade, juntos. Haverá prova de amor maior?
* frase dita por Saramago a Pilar del Rio, sua actual mulher, na primeira vez que ela veio a Portugal.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Absurdos
Entre elas o facto de no Kentucky ser proibido esconder uma arma com 1,80m de comprimento - e esconder onde? Debaixo da gabardina? Do assento do carro para estar sempre à mão? -; outra, já no Reino Unido que diz que é legal matar um escocês se ele tiver arco e flecha – mas será todo o ano ou só no Carnaval? -; outra que diz que em São Salvador os condutores bêbados podem ser fuzilados – não dá para fazer a coisa por menos? -; e, por fim, a minha preferida que diz que na Indonésia a masturbação é punida com decapitação – e decapita-se qual membro? E o acto em si, é só se for na rua ou em casa, no conforto do lar, também se aplica? E se for outra pessoa a fazer o servicinho, quem é que é decapitado?
segunda-feira, agosto 27, 2007
Falemos de Miosótis
Ontem, Prado Coelho. Hoje, Alberto de Lacerda. Quase parece o dia em que morreram Antonioni e Bergman, ou aquelas alturas, sobretudo no fim do Inverno início da Primavera, em que parece que os avós começam a morrer em debandada. Não gosto de poesia. É a frase que costumo utilizar para me referir ao género, mas a verdade é que não conheço e também não faço por isso. Mas também é verdade que, cada vez mais, me esforço por conhecer, porque acho que só assim posso dar uma opinião real, com conhecimento de causa.
E hoje, a propósito da morte do poeta Alberto de Lacerda, o jornal Público publicou alguns dos seus versos, dos quais destaco este que adorei. O título é Falemos de Miosótis e diz assim:
Visto que Você não quer que as coisas continuem
Assim
Nesse caso
Falemos de miosótis
Flor sobre a qual não sabemos
Nada
Vou acrescentar este senhor à lista dos autores a comprar.
sábado, agosto 25, 2007
Zinédine Zidane, O Santo
segunda-feira, agosto 20, 2007
Velharias
Ao cimo da escada um velho salão a fazer-me viajar até um baile dos anos 60, onde ainda se dançava agarrado, mas àquela distância necessária para manter os limites do pudor da altura. Da mesma altura em que as escapadelas chegadas aos ouvidos das matriarcas faziam com o que o branco dos vestidos de noiva fosse substituído por um incriminatório cinzento. E mesmo ali ao lado, como se não fizesse parte deste filme, a cadeira do barbeiro, tapada por umas cortinas brancas. O pincel gasto do uso, a cabeceira roçada, o espelho a acusar a idade e ao fundo o pedido: barba e cabelo, se faz favor. Seguindo em frente, dois ou três degraus levam-nos a outro patamar, mas a mesa de snooker está coberta e os quadros empoeirados. Afinal, quem por ali ainda passa vai jogar às cartas ou ao dominó, ou partilhar com os amigos histórias que já foram contadas um cento de vezes, mas que ajudam a passar o tempo e a recordar aquilo que fez de nós o que somos hoje. Da mesa à varanda são meia dúzia de passos e daí até o olhar se prender na paisagem única, de fazer esquecer que estamos no meio da capital, é só mesmo um despertar de atenção, chamado por aquele olho que vê tudo pelo canto. Das fotografias que mais gostava, e invejo, ter tirado foi naquela fria varanda de pedra. Apreciar a Praça pelos olhos de quem conhece a cidade como a palma das suas mãos, como tantas vezes diz orgulhosamente, e tantas pessoas ali mesmo ao lado sem terem ideia do que estava em jogo.
E eu que nunca tinha passado aquele arco, que faz esquina com a ourivesaria onde em tempos o único James Bond que se casou, comprou o anel de noivado; nem sabia que o Animatógrafo estava mesmo ali à distância da timidez de um passo, agarrado pelo braço de quem não aconselha; e um pouco mais abaixo, já na Rua de São Julião, a igreja de Maria Madalena que, reza a lenda, foi palco de um milagre de amor, e mal se dá por ela quando passamos apressados entre as compras, o almoço ou a ida para casa. E tanto por descobrir nesta cidade tão linda, cujas “lendas” e espaços emblemáticos teimam em ser esquecidos e deixados ao abandono, como é agora o caso do Grémio Lisbonense que por desavenças entre senhorios e inquilinos tem uma ordem de despejo. É pena.

À falta de fotografia do Grémio, a da Igreja de Maria Madalena
sexta-feira, agosto 17, 2007
O peso das palavras
Sentir de novo
Aquela dor
A pouco a pouco respirar
Aquele amor que foi
Vivido e esquecido
Em segredo
Como ninguém
Perdoar
Como perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Acordar
Deixar o dia passar devagar
Assim ficar
Sentir de novo
Aquele amor
A pouco a pouco consolar
Aquela dor que foi sentida e sofrida
Em silêncio
Chegar de novo
Sentir o amor
Voltar a casa sem pensar
Deixar a luz entrar
Esquecer aquela mágoa
Sem ter medo
Como ninguém
Encontrar
Poder encontrar
Todas as coisas que eu não soube dar
Saber amar
Perdoar
Saber perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Aceitar
Deixar que o tempo te faça voltar
Saber esperar
terça-feira, agosto 14, 2007
Depois da vergonha, a inteligência
segunda-feira, agosto 13, 2007
Vergonha é roubar e não conseguir fugir
Eu, das vezes que me lembro de ter tido vergonha, e que me serviu para alguma coisa, foi na primária. A professora era a D. Aurélia, conhecida pelas reguadas que nos dava, e eu, depois de ter sido apanhada na conversa com outra, a pensar já no que me ia acontecer a seguir, deixei-me estar quietinha, aflita para ir à casa de banho, sem pedir. Conclusão: xixi no lugar e direito a ir directamente para casa, sem passar na casa de partida. Pelo menos safei-me das aulas nesse dia ;)
Notícia aqui.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Different places
quarta-feira, agosto 08, 2007
Home sweet home
E agora vejo que a mãe daquela jovem austríaca que foi raptada por um vizinho e esteve fechada na cave do senhor durante mais de oito anos, lançou um livro em homenagem à filha. Atitude bonita sim senhor. Não fosse a senhora, cujo livro se chama Anos Desesperados: A minha vida sem Natascha, ter dito em conferência de imprensa que mantém "um bom contacto" com a filha, embora de forma menos regular do que no início, já que a Natascha tem o seu próprio apartamento. Hã? "Não quero incomodá-la", ainda se justificou a mãe que ficou muito abalada porque no dia em que a filha desapareceu se tinham zangado de manhã e nem tinham dado um beijo de despedida. Ou sou eu que tenho uma visão muito deturpada do peso e valor que tem a família ou não sei, mas acho que não é assim que se recupera de oito anos de sofrimento.
A notícia aqui.
Feeling not good
sexta-feira, agosto 03, 2007
Dependência
Tentei deixar de beber tanto café, mas não consegui.
Por isso, acho que vou ficar pelo meio-termo.
Mais aqui!
quarta-feira, agosto 01, 2007
Quando não há palavras, resta-me a música...
Se eu andar, sem conhecer quem sou...
se eu falar, e a voz soar com a manhã
Eu sei... ei ei ei
Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim,
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá,
Só Deus sabe o que será,
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim!
Se a tristeza é mais profunda que a dor..
Se este dia já não tem sabor...
E no pensar que tudo isto já pensei...
Eu sei... ei ei ei
Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim,
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui,
na incerteza de saber o que fazer, o que querer,
Mesmo sem nunca pensar, que um dia vais pensar...
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim...!
A história de Juan Mann
Passados uns tempos Moore decidiu gravar o Mann em plena campanha por "Free Hugs". Mas, à medida que o Free Hugs atingia proporções maiores, tentaram acabar com a campanha na cidade. Então, Mann e os seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando Mann morreu, Moore mixou um vídeo que tinha feito do Free Hugs com a música “All the Same”, da sua banda. O filme… vejam, ou revejam.
Às vezes um abraço é mesmo o que precisamos e não custa nada. É só um gesto!
quarta-feira, julho 25, 2007
É absurda
terça-feira, julho 24, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
Dez coisas
Na de Maio, ele resolveu acabá-la com uma lista de dez coisas que gosta, entre elas dias cinzentos e filmes parvos. Finda a lista, fica o desafio: ‘E tu? Hummm??’, seguido de três passos:
1º: Pensa em dez coisas que gostes.
2º: Faz uma lista com essas dez coisas.
3º: Olha para a lista e pensa quando as curtiste pela última vez.
Não consigo fazer a lista (já estou aqui há algum tempo e não me ocorre nada que seja pertinente a ponto de partilhar, a não ser o facto de adorar a praia no Inverno). O que não deixa de ser triste. Como é que não consigo pensar em apenas dez coisas que goste de fazer? Para já não falar no que vem a seguir, que é: se não te lembrares da última vez que fizeste alguma dessas coisas, está na altura de repensar a tua vidinha. Diz o Tochas: curte a vida! Faz (pelo menos) uma coisa que gostes por dia!
E mesmo não conseguindo fazer a lista consigo olhar para trás e ver que hoje almocei com uma das minhas melhores amigas; ontem perdi a noção do tempo e estive com A amiga a ter uma das mais importantes, senão A mais importante, conversas da nossa vida; anteontem andei às compras com o meu mais-que-tudo; e agora estou a escrever, o que adoro. Afinal, sou feliz!
Anúncios que não percebo

quarta-feira, julho 18, 2007
Joana dos cabelos verdes
“Gosto de dizer que sim. Dizer que sim é querer resolver problemas, é seguir em frente, é lançar-se sem medo, rejeitar as amarras de auto-preservação. Sim, gosto de fazer planos e projectos, gosto de imaginá-los concretizados. Não gosto de dizer que não. As pessoas que dizem não desagradam-me desde os meus primeiros instintos.”
Este é um excerto do conto da Joana dos cabelos verdes, mas podia muito bem ser uma conversa entre mim e a Joana dos cabelos brancos. Sempre fui assim e ela sempre tentou mostrar-me que há alturas em que temos, obrigatoriamente ou tão simplesmente por uma questão de sanidade mental, de dizer não.
A Joana dos cabelos verdes é também aquela amiga/conhecida que em determinado momento fez parte da nossa vida mas que com o passar do tempo desapareceu. Até ao dia em que a encontramos no metro, à hora de almoço no centro comercial, no café onde raramente tomamos o pequeno-almoço, naquele evento em que estamos a trabalhar e não nos apetece fazer conversa de circunstância. Até ao dia em que tomamos consciência de que não seria o tempo de trocarmos umas breves palavras que faria diferença e nos arrependemos de ter deixado passar o momento.
terça-feira, julho 17, 2007
Mau feitio
Corinne Bailey Rae às bolinhas brancas
Agora descobri este vídeo animado de “I Don’t”, onde canta com Amp Fiddler. Parece que foi inspirado no bar alienígena onde Luke Skywalker conhece Han Solo e Chewbacca, no Star Wars. Parece porque se há saga a que nunca prestei grande atenção foi esta, entre outras.

Mulheres
"Dizem que as mulheres são mais brutas. Não sei se é verdade. Para mim, as mulheres podem ser mais brutas mas, pelo menos, não são homens."
terça-feira, julho 10, 2007
Corpinhos em saldo
$4475.00The Cadaver Calculator - Find out how much your body is worth. From Mingle2 - Free Online Dating
ou para fazer casacos para o Inverno.
segunda-feira, julho 09, 2007
I know not what tomorrow will bring...
As 7 Maravilhas
Não há palavras para a desilusão que foi ver o belo do Joaquin Cortés, sentadinho a batucar, em vez de dar uso às perninhas que Deus lhe deu. Eu, que andava a pensar seriamente em assistir ao seu próximo espectáculo, apesar de me terem já alertado para a eventual desilusão, por o senhor não dançar assim tanto quanto se esperaria, na gala das 7 Maravilhas de Portugal e do Mundo tive a confirmação de que, provavelmente, é arriscado ir ver um espectáculo seu. Não sei o que lhe aconteceu. Disseram-me, quem esteve nos ensaios, que o senhor até dançou, mas ficou muito aquém da pululante Jennifer Lopez.
Sem ser esta piquena desilusão, não fora ter ido com convite e atrever-me-ia a dizer que todo aquele festival foi um fiasco. Eu, pelo menos, estava à espera de mais. Para quem dizia que o espectáculo ia ser semelhante à abertura dos Jogos Olímpicos, pareceu-me ‘poucochinho’… Ainda assim, aqui ficam os meus 7 momentos preferidos da noite:
- Ouvir o hino nacional cantado por tanta gente e sentir-me parte daquele todo
- A bola gigante com bailarinos lá dentro
- A actuação da Jennifer Lopez
- A actuação de Alessandro Safina
- A reacção do senhor que recebeu o prémio de Chichén Itzá
- A queda de um senhor que ia entregar um prémio (é que só se fala das senhoras e dos seus saltos)
- Ver a Marisa Cruz a tentar tirar o microfone à senhora que recebeu os prémios de Lisboa
Bolas, que isto foi mais difícil do que estava à espera…
quinta-feira, julho 05, 2007
Que surpresa
Vou para o Nepal
Ainda bem que hoje fui fazer análises, cujos resultados assim que chegarem serão enviados para o Nepal, porque sem divindade é que o país não pode ficar. Para além disso, quando me fartar posso sempre fazer uma viagenzita e reformar-me, digamos, lá para os 31.
sexta-feira, junho 29, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
Regras protocolares
terça-feira, junho 26, 2007
Um talento perdido
É muito jogo de cintura
segunda-feira, junho 25, 2007
domingo, junho 17, 2007
Procura-se!
E como normalmente é mais fácil falarmos do que está mal e do que nos incomoda, aproveito para dizer que se não fosse ter o chefe que tenho, já me tinha mexido há muito mais tempo. Obrigada, Boss!
sexta-feira, junho 15, 2007
Have a little faith
quinta-feira, junho 14, 2007
?
quarta-feira, junho 06, 2007
Ironias
Água
Porque é que os velhos dão moedas
às crianças para comprarem pirolitos,
se há tantos de borla no mar?
Se gostaram, há mais aqui.
quinta-feira, maio 31, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
Bem-vindos
“Boa noite, somos os The Police e estamos de volta.”
Estádio Nacional, 25 de Setembro.
Bilhetes entre 55 e 95€.
terça-feira, maio 29, 2007
Cada coisa a seu tempo
As coisas chegam provavelmente no momento justo. Mas por vezes nunca chegam e eu sei o que é a dor terrível dos que vivem essa situação. Só acredito na arte que nasce de uma necessidade interior. A que nunca nos deixa.
Elisabeth Kontomanou, cantora de Jazz do Ano em 2006
Grande cena
domingo, maio 27, 2007
Acerca da consciência e cobardia*
Na semana passada, os Da Weasel foram uma das bandas a passar pelo palco principal do Creamfields Lisboa. A certa altura, o Pacman virou-se para o público e perguntou se ali estava algum filho da puta do PNR, a que se seguiram alguns ataques ao líder do partido e seus elementos. Na crónica de hoje, que escreve para a revista do Correio da Manhã, Pacman assume que durante os concertos está numa espécie de transe difícil de explicar. Vai daí os insultos. Diz ainda que questionou alguns amigos a saber se fariam o mesmo, acrescentando que na altura pensou logo que estava lixado. Eu, que estava lá, confesso que fiquei boquiaberta com a atitude e pensei exactamente o mesmo que ele. No entanto, não deixo de querer acreditar que, apesar do tal estado de transe, foi mesmo um acto de coragem. Só ainda não consegui perceber se é isto que queremos, se é assim que se fazem as coisas... se por um lado devemos defender que não é a cor da pele que interessa, que é o que a pessoa é e faz no seu dia-a-dia, não sei se a melhor maneira de o fazermos é alimentar este tipo de atitudes de pessoas que dizem prezar a família acima de tudo, mas que assumem, claramente, que o que querem é acabar com os imigrantes e com os gays. Não conseguindo fazer isso muitas vezes, parece-me que há umas quantas que o melhor é mesmo ignorar.
* título roubado à crónica do Pacman
quinta-feira, maio 24, 2007
Se, se e mais se
Vamos mas é trabalhar e fazer com que as coisas aconteçam, sem estar a viver de cenários hipotéticos! Boa?
quarta-feira, maio 23, 2007
Decoro ou egocentrismo?
quinta-feira, maio 17, 2007
Um de cada vez, sim? E de forma ordeira
Alexandre Pais, director do Record, escreve também para a Sábado. Numa das suas crónicas diz “gosto que quem me lê me conheça para que possa dar às opiniões que produzo a sua importância relativa”. Assim sou eu também. Portanto, não se acanhem. O que querem saber de mim seus meia dúzia de gatos-pingados que por aqui passam?
E vá, não me deixem ficar triste, sem perguntas, a pensar que na verdade só passam por aqui por engano e não querem saber de mim.
Não me façam vir eu própria fazer perguntas, please!!!
quarta-feira, maio 16, 2007
Quinta-feira de espiga
Durante uns dois anos uma amiga deu-me uma, mas tal como as castanhas – esta é uma história para breve – há hábitos que são difíceis de manter, e da mesma forma que a fotografia não será tirada, o que foi não volta a ser, ficam apenas as memórias que nos reconfortam a alma.Neste dia, conhecido também como Quinta-Feira da Ascensão, comemora-se a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de 40 dias após a Páscoa.
A aleatoriedade da música na minha vida
1 – Como te sentes hoje?
Volver (BSO Volver)
Nem sei o que comentar… não vi o filme, mas gosto da Penelope e foi por isso que arranjei a banda sonora. Se faz sentido ou não, sinceramente não sei. Antes estava a tocar Tudo num segundo, dos D’zrt, e essa sim já me parecia mais adequada, porque os meus dias são assim, todos os segundos contam.
2 – Vais ser alguém na vida?
La Fête (Rodrigo Leão)
Que isto queira dizer que a minha vida vai ser uma festa, mas que o meu futuro não seja ser o palhacito para animar os outros.
3 – Como os teus amigos te vêem?
Delicate (Damien Rice)
Gostei! Durante as crises de falta de auto-estima vou pensar que para aqueles que realmente importam sou assim.
4 – Vais casar?
The Rat Within the Grain (Damien Rice)
Um pouco melancólica esta, mas ainda assim, e como o copo está sempre meio cheio, a mensagem a reter daqui é:
I wouldn't want you to want
To be wanted by me
I wouldn't want you to worry
You'd be drowned within my sea
I only wanted to be wonderful
And wonderful is true
In truth I only really wanted
To be wanted by you
E que isto queira dizer que tenho um casamento feliz! ;)
5 – Qual é a música do teu melhor amigo?
Celofane (Mesa)
Como me orgulho de ter muitos amigos, escolho a frase “por mim sentava-se outra vez a ler a sina numa chávena de café preto”, para ilustrar os meus amigos. Não querendo “excluir” a que vai à “bruxa”, com todos eles tenho o ritual de nos sentarmos a beber café.
6 - Qual é a história da tua vida?
Alma Mater (Rodrigo Leão)
??? Help! O que é que isto quer dizer? E não vale virem com explicações da wikipédia
7 – Como é que foi a Escola Secundária?
Verão Azul (D’zrt)
Se fosse só o Secundário… na mouche!
8 – Como é que podes ir adiante na vida?
Love is a Losing Game (Amy Winehouse)
Nem sempre podemos sair vitoriosos e é na adversidade que se encontram outras oportunidades.
9 – Qual é a melhor coisa nos teus amigos?
Déjà vu (Beyoncé)
Completamente ao lado!
10 – O que é que está “in” nesta semana?
What’s Left On Me (Nick Lachey)
?
11 – Como é a tua vida?
À espera de Sofia (Rodrigo de Leão)
A Sofia é que deve estar à minha espera, mas isso levava-nos para outras histórias. Da amiga de infância com quem cresci e a quem fiz as maiores diabruras, e a quem agora nem nos anos ligo. Desnaturices à parte, que isto signifique que na minha vida estou sempre à espera de algo e que sou uma constante insatisfeita.
12 – Que música vai tocar no teu funeral?
Fumo da Frase (Mesa)
Não conhecia – é o que dá ouvir música emprestada – mas parece-me adequado. Que início mais mórbido e até fala em demónios e em estar aberta a todo o tipo de experimentação. Será que há vida para além da morte e eu vou conseguir regressar para contar a toda a gente? A música é realmente horribilis.
13 – Como é que o mundo te vê?
Cold Water (Damien Rice)
Por acaso sempre me achei um bocadinho a confessionária de muita gente.
14 – Vais ter uma vida feliz?
Back to Black (Amy Winehouse)
Cruz, credo!
15 – O que é que os teus amigos pensam REALMENTE sobre ti?
A Janela (Rodrigo de Leão)
Janelas, portas e portões, está tudo aberto à vossa espera. O facto de nem ter campainha quer dizer isso mesmo. É entrar!
16 – As pessoas têm inveja de ti?
Who Knew (Pink)
Quem sou eu para contrariar a Pink?
17 – Como te podes fazer feliz?
He Can Only Hold Her (Amy Winehouse)
Isto já parece o horóscopo do Metro. Há para todos os gostos. Uns hoje fazem sentido, outros nem por isso. Mas seguramente, e isto está provado cientificamente, que tudo isto tem a sua razão.
18 – Com que música farias um striptease?
John Henry (Bruce Springsteen)
Vamos lá tirar as botas e o chapéu à cowboy do armário.
19 – Se um homem numa carrinha te oferecesse um doce o que farias?
Me and Mr Jone (Amy Winehouse)
E é agora que este questionário começa a fartar…
20 – O que é que a tua mãe pensa de ti?
13 Mulheres (Expensive Soul)
Eu não quero cenas assim… está na letra.
21 – Qual é o teu segredo mais escuro e profundo?
Cheers Darlin’ (Damien Rice)
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
22 – Qual é a música do teu inimigo mortal?
Unfaithful (Rihanna)
23 – Como é a tua personalidade?
Essência (Da minha vida)
Mais um dia, mais uma noite, passada como se fosse um carrossel
24 – Que música vai tocar no dia do teu casamento?
Rosa (Rodrigo Leão)
Bem podia ser, em homenagem a mamãe
É o que dá estar com pouco apetite para o trabalho.
terça-feira, maio 15, 2007
O que dá ter um bom dentista
Jacques Séguéla em entrevista à Sábado, a propósito de um dos factores que considera ter sido determinante para a campanha política que levou Miterrand à vitória.
Mentiroso compulsivo
segunda-feira, maio 14, 2007
O que são soquetes?
domingo, maio 13, 2007
Um ano e um dia
quarta-feira, maio 09, 2007
O que se faz de grande faz-se em silêncio
domingo, maio 06, 2007
A intérprete

sexta-feira, abril 27, 2007
Os Távoras


Vai cagar ao mato
Notícia aqui.
quarta-feira, abril 25, 2007
Tenho tanta pena
Há mais de um ano que estou a ler as cartas que António Lobo Antunes escreveu à sua mulher enquanto estava na guerra. E se ao início me fez confusão a sua forma de escrita, até então desconhecida para mim, à medida que fui avançando, a estranheza prendia-se sobretudo com a exposição de um amor que se quer, minimamente, resguardado e como se costuma dizer em questões de casamento: entre quatro paredes.
Quando o senhor foi distinguido com o Prémio Camões, foi como que um despertar forçado para chegar ao trabalho a horas. Afinal se já conseguia ler Saramago, qual era o problema com o Lobo Antunes? A verdade é que as recentes, e não poucas, horas semanais passadas no hospital deram um empurrãozinho na sua leitura, que torna a espera bem menos longa. Mas agora, e depois de saber que o senhor está muito doente, a minha sensibilidade alterou-se radicalmente e tenho de me render às evidências de que há mesmo uma altura certa para se ler cada livro.
“Arranja uma grande cama para nela morremos juntos, colados um ao outro, sem que saibamos qual dos nossos dois corpos somos”. Como é que se consegue ficar indiferente a esta frase? A questão da privacidade já nem se coloca, só o amor e mais nada.
E hoje, ao falar contigo, voltei a repensar tudo. Os amigos, a família, o descanso e tudo o resto, que neste momento é muito mais que os primeiros porque o trabalho me consome e me enche de cabelos brancos. Hoje, as minhas certezas de que não é isto que quero, voltaram a reafirmar-se e espero que com elas um novo alento para continuar a ser a mulher presente, a amiga que está ali à mão, a tia que dá uma ajuda com os sobrinhos, a filha refilona e a profissional que sempre me orgulhei de ser.
segunda-feira, abril 23, 2007
A ti Pança e a ti Maria Gorda

quinta-feira, abril 19, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
História trágica com final feliz
Durante algum tempo, a minha imagem de apresentação no msn tinha sido retirada de uma ilustração alusiva a uma curta-metragem de Regina Pessoa. Durante 7’ e 46’’, a realizadora conta a sua própria história, a história de alguém que não desiste de fazer filmes de animação seguindo processos diferentes e morosos, a história de uma menina com um coração que bate alto demais e incomoda toda a gente.
A primeira vez que tive contacto com esta História, chegou-me como press. Ia ser projectada no Hospital Júlio de Matos. Esquecimento ou não, a verdade é que nada fiz com aquele press, limitando-me apenas a tomar a ilustração como minha. Pelo menos duas pessoas ma pediram, e pelo menos outras duas fizeram comentários. Sem ter retido a verdadeira informação do press, que entretanto apaguei, lembro-me de dizer que tinha sido feita com a colaboração de pacientes do Hospital. Vê-se logo que tem qualquer coisa no olhar; ar de quem pode cometer suicídio, disseram-me. Será mesmo que se consegue perceber tanto de uma imagem sem sequer fazer ideia do que ela representa ou de todo o simbolismo que está por detrás? Seja como for, História Trágica com Final Feliz já ganhou 40 galardões internacionais.

quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
E depois são as mulheres que não percebem de futebol...
Depois deste empate, como é que está o ambiente no balneário? Inteligente e “batido” nestas situações, Rui Costa ainda todo transpirado e ofegante, como os restantes jogadores que acabaram de andar 90 minutos a correr atrás da bola, foi um senhor e respondeu-lhe: “Oiça, eu ainda nem fui ao balneário…”. O que vale é que a seguir, e é aqui que entra a experiência, o Rui Costa disse-lhe tudo o que ele queria ouvir. Chegada a vez do jogador do Beira Mar, outra pérola: “é a 3.ª vitória consecutiva do Beira Mar…”, ao que Ratinho respondeu, como que ainda a pensar se teria estado noutro jogo, “nós empatámos…”.
A menos que este tenha sido o primeiro vivo do jornalista, quer-me parecer que não vai longe…
terça-feira, abril 03, 2007
A “Guida Gorda”
quinta-feira, março 29, 2007
Hoje fiz um amigo*
No seguimento do post anterior, chegar ao trabalho e receber um e-mail de uma pessoa que conheci em trabalho e que me pediu para o fotografar junto de uma amiga, claramente com poucas esperanças de que alguma vez aquele dia ficasse tanto para a posteridade, a dizer:
Agradeço imenso o envio da foto e tudo o resto. Parabéns, está muito bem elaborado. Imagino o trabalho que deu, mas se não for assim, nada tem sentido na vida. Tenho a certeza que é uma óptima funcionária e que gosta daquilo que faz.
Espero vê-la + vezes e desejo-lhe as maiores felicidades para o seu futuro e de todos que lhe são + queridos.
Beijinhos e muito obrigado.
É indescritível! Obrigada Manuel e tudo de bom para si e para os seus!
* título roubado à música Com um brilhozinho nos olhos, de Sérgio Godinho
Desde que eu esteja bem, tudo está bem
quinta-feira, março 22, 2007
Cabeçadas
(isto hoje são só bocas foleiras aqui pelo meio…)
Mas voltando ao porquê deste breve post… ah, não posso! Ia dizer mal de um coleguinha de trabalho que apesar dos seus já longos anos de experiência não consegue dar um passo em frente sem pedir licença ao chefe, mas isto só quando se trata de assuntos que são da sua responsabilidade e dos quais dependem o bom funcionamento de toda a equipa, porque quando são assuntos pessoais ou que não interessam a ninguém é o primeiro a chegar-se à frente. Será porque assim o seu trabalho passa para 2.º plano? Mas, obviamente, que me vou abster de tecer considerandos em relação aos colegas de trabalho, porque, afinal, também eu, ao invés de estar a cumprir com as minhas obrigações contratuais, estou para aqui no paleio…
terça-feira, março 13, 2007
Quem é esta?

sábado, março 10, 2007
Não deixa de ser triste
Num dia de Sol como o de hoje não tirei o pijama, saí à rua apenas para ajudar a minha mãe e, agora à noite, novamente para ir ajudar os meus pais. Há dias que bem podiam ser apagados da história, não?
Tanto Sol lá fora e eu aqui
Como as fadinhas da Floribella já acabaram as gravações, bem me podiam ajudar, não?
sexta-feira, março 09, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
A morte chega pela Internet

O teste está aqui.
segunda-feira, março 05, 2007
Legumes com sabor a tubo de escape
O porquê de me ter lembrado disto agora, está aqui!